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Michael Jackson
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Jesse Jackson entrevista Michael Jackson - Transcrição

Março
Na manhã de domingo, o Rev. Jesse Jackson conduziu uma entrevista de uma hora com Michael Jackson. A seguir, a transcrição da entrevista. Transcrição...Domingo, 27 de março de 2005 Programa de Rádio de Jesse Jackson Keep Hope Alive http://www.keephopealiveradio.com (“I Want You Back” do Jackson Five toca ao fundo.) Jesse Jackson: Bom dia. Deus abençoe você. Feliz Páscoa. Bem-vindo ao Keep Hope Alive com o reverendo Jesse Jackson, programa de rádio. Aqui é o reverendo Jesse Jackson e nesta manhã desejo a você uma Páscoa feliz e gloriosa. Irmãos e irmãs, incentivo vocês que estão nos ouvindo hoje a contarem para seus amigos sobre nós e a nos ouvirem ao vivo na web aos domingos de manhã, das 7h às 8h, horário central, 8h às 9h, horário do leste (sic), no seu site, no nosso site keephopealiveradio.com. E por favor, enviem e-mails com seus pensamentos e comentários. Queremos ouvir vocês. Então mandem e-mails durante a semana para o mesmo endereço keephopealiveradio.com. Mas o que posso dizer hoje sobre nosso convidado especial desta manhã? Este cantor lendário, dançarino, compositor extraordinário, que domina o cenário há mais de 40 anos. Ele se tornou uma estrela instantânea aos onze anos. É o vocalista principal do fenômeno familiar da Motown, o Jackson Five. Um dos grupos mais vendidos de todos os tempos. Encerrando sua passagem pela Motown em 1969 com a façanha inédita de quatro singles consecutivos número um. Quem pode esquecer “I Want You Back”, “ABC”, “Mama’s Pearl” ou “I’ll Be There”? Onde você estava quando mal tinha completado treze anos? Ele começou sua carreira solo. Lançou uma série de singles solo de sucesso, incluindo “Got To Be There”, “Rockin’ Robin” e “Ben”. Todos nós nos maravilhamos enquanto ele continuava a alcançar alturas inéditas com o sucesso de três dos álbuns mais vendidos de todos os tempos: ‘Off The Wall’, ‘Thriller’ e ‘Bad’. De fato, ‘Thriller’ é o álbum mais vendido de todos os tempos, tendo vendido 51 milhões de cópias no mundo todo. Além dos números, quão importante e revolucionário foi o impacto dos discos de Jackson, quebrando recordes, quão... Quão fenomenal isso realmente foi? Que feito fenomenal. Como o produtor Quincy Jones disse à revista Time: “A música negra teve que ficar em segundo plano por muito tempo.” No espírito, é o motor inteiro do pop. Ele se conectou com cada alma no mundo. Foi proclamado o artista mais vendido de todos os tempos. O cantor e artista mais premiado que o mundo já conheceu. O artista mais popular na história do show business. E, não tão modestamente, o homem mais famoso do mundo. E, claro, o Rei do Pop. E ainda nosso mundo continua, falando sobre esse gênio, sobre esse ícone por gerações. Irmãos e irmãs, membros da família Keep Hope Alive, hoje temos a rara oportunidade de fazer uma jornada de Gary à grandeza. Ouça o Rei do Pop contar a história de sua vida como só ele pode contar. É com grande orgulho e prazer que trago para vocês esta manhã Michael Jackson da Califórnia. Bom dia, Michael. Michael Jackson: Bom dia, Jesse. Como vai? Jesse: Bem. Bem. Bem. É bom ouvir você aí. Muitos ouvidos atentos ao redor da América e do mundo para nossa conversa hoje. Michael: Sim. Jesse: Bem. Bem. Bem. Bem. Michael: Bem. Jesse: Então, meus amigos, vamos começar essa conversa. Temos uma conversa compartilhada com nossa nação. Fiquem aí. Vocês não vão querer perder essa conversa com o Rei do Pop, Michael Jackson. Voltamos já com Keep Hope Alive com o reverendo Jesse Jackson. [INTERVALO COMERCIAL] Jesse: Bem-vindos ao Keep Hope Alive com o reverendo Jesse Jackson. Nosso programa regular de domingo de manhã. Hoje temos um convidado fenomenal, Michael Jackson. Michael fez essa jornada fenomenal do zero ao espaço sideral. Bom dia, Michael. Michael: Bom dia, Jesse. Como vai? Jesse: Bem. Bem. Bem. Lembra quando nos conhecemos na 47th Street, muitos anos atrás? Seu pai trouxe você e os garotos no seu station wagon e no U-Haul. Vocês estavam se apresentando no Regal Theatre. Lembra disso? Michael: Sim, lembro. Foi há muito tempo. Eu era muito pequeno. Jesse: O que você lembra daquele período? Michael: Ah, lembro do que estávamos vestindo, tipo dashikis (sic) e calças boca de sino, e lembro do amor do público, que era muito grande e aceitou o que tínhamos a oferecer. E o apoio das pessoas da época foi lindo, o povo negro foi fantástico. Você sempre foi muito gentil conosco também. Jesse: Bom. Bom. Bom. Sua mãe fazia essas roupas? Michael: Sim, ela fazia. Sempre fez todas as nossas roupas. Minha mãe costurava e bordava tudo. Tudo que usávamos antes de realmente estarmos na Motown. Jesse: Lembro muito bem que Julius Griffin e seu pai vieram e perguntaram se vocês poderiam ser a atração de abertura no Expo, e tivemos que abrir espaço na nossa programação para vocês e vocês roubaram o show. Michael (risos): Eu lembro desses shows. Você tinha um grande afro naquela época. Jesse: Não lembre as pessoas disso, Michael. Você foi muito bem. (Michael ri) Jesse: Naquela época vocês estavam sendo lapidados pela Motown. Quem descobriu vocês para a Motown? Michael: Bem, na verdade, foram Gladys Knight e um cara chamado Bobby Taylor. Eles estavam no elenco de alguns shows que faziam, você via... você fazia um show e havia uns vinte ou trinta atos. Era meio que como o Bonneville. Você cantava um certo número de músicas e saía. Eles estavam sempre nesses shows. E eles nos assistiram e ficaram impressionados com o que fazíamos. E Barry Gordy não se interessou no começo. Mas eventualmente ele nos amou e quis nos contratar. E depois de assinarmos, e como Diana Ross era a maior estrela deles na época, ele a usou como veículo para... você sabe... nos apresentar ao público. O primeiro álbum se chamava “Diana Ross Presents the Jackson Five”. Jesse: Naquela época, quem era seu artista favorito? Michael: Oh Deus, eu amava Diana Ross e, ah, eu amava James Brown, ainda amo. Amo todos esses artistas... até hoje. Amo Jackie Wilson. Os verdadeiros showstoppers. Você sabe, os verdadeiros entertainers. Jesse: você... Michael (interrompe): Sammy Davis, Jr, eu também amava ele (risos). Jesse: Você pegou algum dos seus passos com Jackie Wilson? Michael: Oh sim, claro! Todos esses artistas me inspiraram muito. Eu não podia deixar de ser inspirado por esses grandes entertainers. Jesse: Um pouco mais tarde, lembra que estávamos em Los Angeles e naquela época Suzanne dePasse era a madrinha do grupo e ela te levou para fazer compras na Fred Seigel, para comprar jeans. Michael: Sim! Lembro de Suzanne dePasse, ela era maravilhosa, sabe. Ela era praticamente nossa gerente junto com meu pai na época e com Tony Jones. Eles eram pessoas incríveis. Agradeço a eles do fundo do meu coração, sabe. Jesse: Ela era uma pessoa tão maravilhosa, e continua sendo, é tão excelente no que faz. Michael: Sim, ela é. Foi muito útil e fundamental nos primeiros dias de nossas carreiras, ela continua uma amiga. E eu sinto falta dela. Não a vejo há um tempo. Ela continua sendo uma pessoa maravilhosa... assim como Berry Gordy. Jesse: Michael, nesse período todo de desenvolvimento, que eu chamo de ground zero, como em Gary, o Regal Theatre, a Expo e o primeiro encontro com Barry Gordy e a Motown, você poderia refletir sobre o que mais lembra desse período? Michael: Qual período é esse agora? Jessie: Meio que esse período de Gary, até o Regal Theatre, a Expo, o encontro com Gladys Knight, a ida para a Motown. O que desse período se destaca mais na sua memória? Michael: Esse período para mim se destaca porque eu era muito jovem na época. Eu tinha tipo oito, oito ou nove anos. Eu só lembro do ambiente, de como era, toda a música que eu ouvia. Meu pai tocava guitarra. Meu tio tocava guitarra. Todo dia eles vinham, e você sabe, tocavam uma música ótima. E a gente começava a se apresentar para a música. Eu lembro de ver bandas marciais passando na rua. Eu lembrava do ritmo da banda e das batidas do tambor. E todo som ao meu redor parecia gravar na minha cabeça e começar a criar ritmos e dançar. Eu costumava dançar no ritmo da máquina de lavar. Minha mãe ia à loja na esquina lavar as roupas. Eu dançava no ritmo e as pessoas se juntavam ao redor. Eu lembro dessas histórias. Elas se juntavam para me assistir. Essas pequenas coisas. São reflexões, na verdade. Jesse: Bem, você disse que Jackie Wilson, James Brown e Sammy Davis eram heróis. Você chegou a vê-los se apresentar? Michael: Sim, claro que sim, e eles eram meus amigos. Todos esses grandes artistas. Por isso eu tive tanta sorte. Eu era só uma criança, admirando essas pessoas. Ficávamos realmente catatônicos, maravilhados com o talento deles. Não só eu pude ver, mas vi de perto, bem ao lado da cortina, nas laterais do palco. Eu conheci esses grandes artistas. Eles eram os melhores entertainers do mundo. Eram verdadeiros show stoppers. E eu tinha que subir ao palco às vezes depois deles, sabe. Era incrível! Jesse: Mas o fato é que no começo eu lembro que você, Tito e Jermaine eram tão pequenos, tão pequenos. Vocês faziam parte do Jackson Five. Em que momento você soube que era um show stopper? Michael: Sabe, quando você tem uma habilidade especial, você não percebe porque pensa que todo mundo tem o mesmo dom que você. Então você não percebe. Quando eu cantava tão jovem, as pessoas ficavam tão inspiradas com minha voz e adoravam. Eu não entendia por que elas batiam palmas, choravam ou gritavam. Eu realmente não entendia, Jesse. E só mais tarde na vida, as pessoas vinham até mim e diziam: você sabe que tem um dom especial, um talento especial. Eu só me lembro da minha mãe, que é muito religiosa, sempre nos dizendo para agradecer a Deus, agradecer a Jeová Deus pelo seu talento, sua habilidade. Sabe, não é por nossa causa, vem de cima. Então sempre ficávamos humildes quando as pessoas vinham com elogios ou adulações, ou o que fosse. Era algo lindo. Jesse: Quando você parou de frequentar a escola formalmente? Michael: Ah, eu era muito jovem. Acho que foi... oh, cara, hmmm. Acho que foi na quarta ou quinta série, acho. Depois disso tive tutoria pelo resto da vida. Porque fazíamos tantas turnês, shows, programas de TV, todos os álbuns e gravações, que tínhamos três horas de aula, depois fazíamos os shows, depois viajávamos para outro estado ou país. Aí fazíamos mais shows e depois era hora de gravar o próximo álbum do J5, e depois do álbum do J5, era hora de outro álbum solo do Michael Jackson. Então, na minha infância, como criança, eu estava sempre ocupado. Eu lembro que do outro lado da rua do estúdio da Motown tinha um parque. Eu ouvia o barulho das crianças jogando futebol americano e basquete. Eu lembrava de ir ao estúdio todo dia e me sentia meio triste porque queria ir naquele parque. Mas eu sabia que tinha um trabalho diferente a fazer, sabe, entrar e fazer os discos. O dia todo até tarde da noite, depois dormir e acordar para o dia seguinte, tudo com a mesma rotina. Jesse: Isso significa que você perdeu uma certa experiência comum da infância. Como você compensou essa perda da experiência infantil comum? Michael: Eu... é verdade. Eu não tive infância. Mas, quando você não tem infância, como eu e outras crianças estrelas, você tenta compensar essa perda depois, tentando recuperar o tempo perdido. Por isso você pode ver, por exemplo, um parque temático ou brinquedos de parque de diversões, esse tipo de ambiente na minha casa. Mas o que eu gosto de fazer é ajudar outras crianças que são menos afortunadas do que eu. Sabe, crianças com doenças terminais, crianças doentes, crianças pobres das cidades, dos guetos, para que elas possam ver as montanhas, ou ir nos brinquedos, ou assistir a um filme, ou tomar um sorvete, ou algo assim. Jesse: Claro, uma das diferenças sobre você, Michael, é que você teve uma família. Quantos são na sua família? Michael: A família imediata Jackson? Jesse: Sim. Michael: Originalmente éramos dez. Agora somos nove. Somos nove. E minha mãe Katherine e Joseph Jackson ainda estão vivos. Todos nós nascemos em Gary, Indiana. Jesse: Bem, nesse contexto, Tito e Jermaine te batiam e te davam algumas experiências normais de infância como irmão mais novo? Michael: A gente estava em turnê. Íamos para Miami. Podíamos usar as praias. Éramos tão populares naquela época. Onde o Jackson Five ia, havia multidões. Não podíamos entrar em shoppings ou em qualquer lugar porque as crianças gritavam. Tínhamos sucessos seguidos. Tocávamos em arenas por toda a América. Então era difícil. Mas tínhamos chance de nos divertir no hotel. Fazíamos guerras de travesseiro no hotel ou, se queríamos nadar depois do horário, nadávamos na piscina do andar de baixo. Sabe, esse tipo de coisa. Jesse: Quem ganhava as guerras de travesseiro? Michael: Geralmente o Tito ou o Jackie. [risos] Eles eram os mais velhos. Jessie: Você cresceu a partir dessa ascensão fenomenal para se tornar o artista que mais vendeu discos na história. Olhando para trás, desse período que chamamos de Ground Zero até o seu amadurecimento na escrita, quem foi sua maior influência para aprender a compor? Você escreve muito bem. Michael: Minha maior influência para aprender a compor música. Acho que tive sorte. Na minha opinião, entrei na fábrica, os maiores compositores da época nos anos 60. Holland, Dozier, Holland da Motown. Esses dois caras eram fenomenais. Lamont Dozier, Eddie Holland. Esses caras eram incríveis. Eles escreveram todos os grandes sucessos das Supremes e dos Four Tops. Eram simplesmente incríveis. E eu pude aprender e trabalhar com eles. E eu amo, claro, algumas coisas dos Beatles. Eu amo a música dos Beatles, na verdade. Eu adoro muitos compositores de musicais. Richard Rogers, Oscar Hammerstein, Leonard Lowe, Harold Arland, Johnny Mercer e esse tipo de música de teatro. Eu amo melodia. Eu adoro as grandes canções dos pubs irlandeses. Eu amo a melodia inglesa. Os ritmos africanos, que são as raízes do ritmo. Essa é minha música favorita. Essa é minha música favorita no mundo porque toda música é definida a partir disso. A África é música. É a origem. É o amanhecer da existência. Você não pode evitar isso. Está em tudo que sou. Jesse: Conforme você passou por essas fases e começou a escrever, cantar e dançar, você chegou a ter algum tipo de treinador de dança? Michael: Sabe, eu nunca estudei dança antes. Sempre foi algo natural para mim. Quando eu era pequeno, qualquer música começava, eles não conseguiam me fazer sentar. Na verdade, não conseguiam me prender. Até hoje, se alguém toca um ritmo, eu começo a entrar no ritmo e criar contratempos para a batida que estou ouvindo. É um instinto natural. Eu nunca estudei. E Fred Astaire, que era um bom amigo meu, e Gene Kelly, eles sempre se maravilhavam com minha habilidade para dançar. Quando eu era criança, Fred Astaire sempre me dizia que sabia no coração que eu seria uma estrela especial. Eu só olhava para ele pensando: do que você está falando? [risos] Mas, sabe, dá para ver. Jesse: Michael, de onde veio o moonwalk? [risos] Michael: O moonwalk é uma dança. Eu adoraria assumir o crédito, mas não posso porque tenho que ser completamente honesto aqui. Essas crianças negras nos guetos têm o ritmo mais fenomenal de qualquer pessoa na Terra. Não estou brincando. Eu aprendi, pego muitas ideias assistindo essas crianças negras. Elas têm um ritmo perfeito. Só de passar por Harlem, lembro no final dos anos 70, começo dos 80, eu via essas crianças dançando na rua e fazendo esses movimentos de deslizar para trás, meio que uma dança ilusão, eu chamo assim. Eu guardei uma imagem mental disso. Um filme mental. Eu ia para meu quarto no andar de cima em Encino e começava a fazer a dança, criar e aperfeiçoar. Mas, definitivamente, começou dentro da cultura negra. Sem dúvida. É de onde vem. Jesse: Bem, ligado a isso, quando você dançava, você já assistiu Don Cornelius Soul Train? Michael: Ah, eu adoro esse programa. Está brincando? Claro que sim. Eu esperava pela Soul Train line. Eles faziam uma fila, tipo uma parede de pessoas, e o dançarino passava pelo meio, dançando a música. Era uma chance de mostrar o talento e o que podiam fazer com o corpo de forma criativa. Eu assistia aquilo catatonicamente, só observando! Eu ficava hipnotizado e estudava os ritmos e a dança, claro. Claro que assistia. [risos] (19:17) Jesse: Michael, sabe, olhando para trás, você meio que fez essa transição do zero em Gary e começou a ascender, e você se tornou, de muitas formas, um homem no corpo de uma criança, e quero dizer, você nunca ganhou peso! Como conseguiu? Michael: (risos) Bem, eu nunca fui um grande comedor, vou contar um segredinho, não gosto muito de comer, apesar de apreciar a comida e o dom que Deus nos deu para comer, mas minha mãe sempre teve dificuldade comigo, a vida toda, me forçando a comer — Elizabeth Taylor até me alimentava na mão às vezes, porque eu tenho um problema com comida, mas eu faço o meu melhor, e estou comendo, sim, estou! Então, por favor, não quero que ninguém pense que estou passando fome, não estou... Jesse: Mas você... Michael: Minha saúde está perfeita, na verdade. Jesse: Você manteve esse peso, cara, é isso que as pessoas mais invejam e ficam tão empolgadas... Michael: Não, não, minha saúde está perfeita, na verdade. Eu acredito muito em alimentos naturais holísticos e comer ervas e coisas assim, sabe, remédios de Deus, em vez de químicos ocidentais, não essas coisas, sabe. Jesse: Sabe, Michael, olhando para essa carreira fenomenal, você — você lembra pelo menos da 5ª série em Gary e como vocês se tornaram um grande sucesso tão rápido, o que você lembra, qual é para você o ponto alto, sabe... Eu perguntei para as pessoas a semana toda qual foi o ponto alto para elas — pode ter sido Thriller, pode ter sido Beat It, pode ter sido alguma apresentação, para você o que representa esse tipo de, ah, ponto alto? Michael: Bem, um dos grandes pontos altos, ahem, eu diria... porque lembro antes de 82, no começo dos anos 80... eu tinha feito um álbum chamado ‘Off The Wall’ — foi um ponto importante para mim porque eu tinha acabado de fazer o filme ‘The Wiz’ e queria me expressar como compositor, como um ah, artista, sabe, escrever minha própria música, fazer a música, praticamente montar tudo. E Quincy Jones, que eu amo — tive a sorte de trabalhar com ele e amo esse homem, ele é muito talentoso. Mas eu estava escrevendo essas músicas na época, ‘Don’t Stop Til You Get Enough’, sabe, ‘Shake Your Body to The Ground’, ‘Billie Jean’ e ‘Beat It’, todas essas músicas foram escritas nessa época. Ahem, então eu estava basicamente estabelecendo metas mentais do que queria fazer como artista e, uh, foi um ponto alto para mim, durante a, uh, conquista dos Grammys pelo álbum ‘Off The Wall’, mas eu não estava feliz. Porque queria fazer muito mais que isso... Eu não estava satisfeito com, uh ahem, a forma como foi aceito, mesmo sendo um sucesso ENORME, foi o álbum solo mais vendido na época — foram mais de 10 milhões, e ahem, ahem, para um artista solo negro. E eu disse que para o próximo álbum, eu me recusava a ser ignorado, e foi quando coloquei meu coração (limpa a garganta), em compor o álbum Thriller e eu realmente disse que eu ---- Jesse: O que-que-que deu origem ao Thriller? Michael: Pardon? Jesse: O que deu origem ao Thriller? Michael: O que deu origem ao ‘Thriller’ foi que na época eu estava meio desapontado e magoado — eu morava numa área chamada Encino, e eu via pichações dizendo “Disco Sucks” e “Disco é isso” e “Disco é aquilo” e o disco era só um meio feliz de fazer as pessoas dançarem na época, mas era tão popular que a, uhem, uhem, sociedade estava se voltando contra ele. Eu disse, vou fazer um álbum incrível, porque eu amo, uhem, o álbum que Tchaikovsky fez, The Nutcracker Suite, é um álbum onde cada música é uma grande música. Eu disse que queria fazer um álbum onde cada música fosse um hit, e foi disso que o hit ‘Thriller’ nasceu... E eu fiz esse álbum e ele entrou para a história, o Guinness Book of World Records proclamou que foi o álbum mais vendido de todos os tempos e ainda é até hoje e eu, er, diria que foi um ápice, que foi um — eu tinha alcançado um certo ponto zenital, eu acho, mas eu ainda não estava, er, satisfeito depois disso — eu sempre queria fazer mais, queria fazer mais. E Jesse: E de certa forma você... Michael: E a turnê Victory chegou. Jesse: E de certa forma você estendeu a mão, antes de chegarmos à turnê Victory, e tivemos essa crise fenomenal de pessoas morrendo e você usou sua celebridade para reunir artistas para fazer ‘We Are The World’. Michael: Sim. Jesse: Como foi isso? Michael: ‘We Are The World’ foi um grande projeto, porque, hum, ah, Quincy Jones me ligou e me pediu para escrever uma música, para, hum, para ah, hum, a devastação que estava acontecendo na África ~~ e a Etiópia foi muito atingida, e ele sabia do meu amor pelo povo de lá, porque eu ia para a África o tempo todo. Eu amava a cultura, amava o povo, amava o que eles representam, e, hum, então eu juntei essa música, ele disse para o Lionel Richie me ajudar (limpa a garganta), então o Lionel veio ~~ começamos, sabe, a juntar ideias, e hum, conversamos a maior parte do tempo porque basicamente colocamos o papo em dia, pois eu conheço o Lionel Richie há muitos, muitos anos, e hum, então o Lionel, hum, e eu juntamos algo, mas eu não fiquei completamente satisfeito, então depois disso, eu fui para o estúdio sozinho e praticamente finalizei, terminei, embalei, fiz toda a música, juntei tudo e entreguei. Quincy ficou muito impressionado e disse que essa era a música, que iríamos com ela, e lançamos a música que se tornou o single mais vendido da história e arrecadou muito dinheiro. Chamava-se ‘USA For Africa’ e aumentou, aumentou, hum, a conscientização pública sobre o assunto. Foi um alívio para a África, foi algo lindo. Doamos uma certa porcentagem para a América e a maior parte foi para a África. Foi algo muito, muito bom. Jesse: Reverendo Jesse Jackson, Keep Hope Alive, nosso convidado muito especial para a edição de hoje, com Michael Jackson. Muitas pessoas estão ouvindo por toda a nação, por todo o mundo ~~ só um papo de família com Michael, eu o conheço desde que ele tinha uns sete anos, mas a família toda ~~ em algum momento, o pai dele, dirigindo uma, hum, station wagon com um U-Haul, trouxe os garotos até nosso escritório e perguntou se eles poderiam ser a atração de abertura para o Expo e claro, eles foram a atração de abertura, na verdade, eles incendiaram o lugar e o Expo nunca mais foi o mesmo. Na verdade, Michael, quando fizemos o filme ‘Save the Children’ também foi um grande sucesso. Michael: Sim, foi, sim foi... Eu lembro desses tempos... estava um pouco nublado, mas lembro do Jesse e de como você foi maravilhoso conosco e, uh, lembro do amor do público e podia ouvir os gritos da multidão. E podia ver todos os Afros e os dashikis e, hum, foi um tempo maravilhoso, uma causa maravilhosa... Jesse: Nesse show, tinha Marvin Gaye, Roberta Flack, e Michael: Ah!!! Jesse: ...e os O’Jays Michael: Uau!!! Jesse: ...e os Staples Singers e Michael: Uau. Jesse: ...Cannonball Adderley, foi um grande evento. Michael: Isso é incrível... uma lista incrível de pessoas, alguns dos maiores talentos de todos os tempos – isso é incrível. Jesse: Vamos relançar ‘Save the Children’ em breve e as pessoas que perderam aquela época vão realmente gostar de assistir. Michael, sabe, quando pensamos na ascensão desde Gary, Indiana, você era apenas uma criança e passou seus anos de adolescência sendo tutelado, mas lembro de outra fase, acho que é outra fase, quando aconteceu a Victory Tour. Naquela época, você já era adulto ~~ todos os seus irmãos e irmãs eram adultos e nos encontramos em Kansas City, lembra? Com sua família? Michael: Sim. Jesse: ...Todos nós fizemos uma oração juntos, hum... Michael: Sim, fizemos. Jesse: A Victory Tour. Descreva essa fase. Michael: A Victory Tour foi um dos grandes picos do nosso, do meu sucesso porque Thriller ganhou mais Grammys do que qualquer outro álbum na história da música, e criou um fenômeno tão grande, tanta adulação e notoriedade em nível universal, e era muito, muito difícil ir a qualquer lugar, fazer qualquer coisa sem imprensa, helicópteros, pessoas dormindo nos seus arbustos e se escondendo nas suas árvores, foi realmente um pico fenomenal, realmente foi, e depois de tudo isso, anunciei que iria fazer uma turnê. E fazer essa turnê e apresentar essas músicas ao vivo, na frente de uma plateia, o mundo estava realmente enlouquecido naquela época. Fizemos essa turnê que quebrou recordes por toda a América e tocamos em estádios, por exemplo, o recorde no Dodgers Stadium, antes de tocarmos lá, era uma apresentação e meia do Elton John. Fizemos 8 shows lá – todos esgotados, e eles queriam mais 2 – então fizemos 8 shows esgotados lá. (Limpa a garganta) Isso aconteceu por toda a América ~~ a primeira cidade foi Kansas City e foi lá que nos encontramos com você, Jesse, e lembro de você ter vindo à suíte e feito uma oração, foi algo lindo e, ah, foi um tempo incrível, realmente foi. Meus sonhos tinham se realizado. Jesse: Bom. Bom. Mas sabe, Michael, nessa vida, dizem que alguma chuva deve cair e você teve essas fases de, hum, ventos favoráveis te impulsionando para frente. Mas a vida não é uma linha reta, ah, alguns dizem que você está numa tempestade, ou está saindo de uma tempestade, indo para outra tempestade, e não é difícil lidar com o sol e o céu claro, dias de ventos favoráveis, mas aí vêm os ventos contrários que meio que, uh, testam do que você realmente é feito, testam seu metal, sua verdadeira coragem. E você teve esses altos. O que você considera ser o ponto mais baixo? Michael: Provavelmente o ponto mais baixo, o mais baixo emocionalmente e na experiência, é provavelmente o que estou passando (limpa a garganta). Jesse: No sentido – o que, o que nisso te feriu? Michael: O que nisso... tem o quê? Jesse: Te feriu, por assim dizer. Michael: Tem,... Use a palavra de novo... Jesse: FERIU. Você disse que meio que te machucou, disse que é o ponto mais baixo. Michael: Sim, só a dor do que estou passando, onde estou sendo acusado de algo, onde eu sei no meu coração e nas minhas experiências de vida que sou totalmente inocente, e isso é muito doloroso. Mas isso tem sido meio que, ah, um padrão entre luminárias negras neste país. Jesse: E então, desde que você está passando por isso e sente essa dor, você acha que é um tipo de padrão? Como você está lidando com isso espiritualmente? Porque você passou de ser tão elevado a ter seu próprio caráter, sua própria integridade sob ataque. Como você está lidando com isso? Michael: Estou lidando usando outras pessoas do passado que passaram por esse tipo de coisa. A história de Mandela me dá muita força, pelo que ele passou, e a história de Jack Johnson estava na PBS ~~ agora está em DVD. Chama-se ‘Unforgivable Blackness’. É uma história incrível sobre esse homem de 1910 que foi campeão mundial dos pesos pesados e invadiu uma sociedade que não queria aceitar sua posição e seu estilo de vida, e o que eles fizeram com ele, e como mudaram leis para prender o homem. Eles o colocaram atrás das grades só para prendê-lo de alguma forma. E a história de Muhammad Ali. Todas essas histórias. A história de Jesse Owens. Todas essas histórias que posso voltar na história e ler me dão força, Jesse. Sua história me dá força, pelo que você passou. Porque eu não, eu cheguei no final do Movimento dos Direitos Civis ~~ eu sou, ah – eu sou uma criança dos anos 70, na verdade, mas peguei o final do Movimento dos Direitos Civis e pude ver isso, sabe? Jesse: E então, você teve esses sucessos, hum, e pessoas que você abraçou agora estão te enfrentando no tribunal diariamente. Como seu espírito lida com isso? Michael: Ah, eu ganho força de Deus. Eu acredito muito em Jeová Deus e ah, eu ganho força pelo fato de saber que sou inocente ~~ nenhuma dessas histórias é verdadeira ~~ são totalmente fabricadas, e isso é muito triste, é muito, muito doloroso. E eu rezo muito e er, é assim que eu lido com isso e sou uma pessoa forte, sou um guerreiro. E eu sei o que há dentro de mim. Sou um lutador. Mas é muito doloroso. No final do dia, eu sou humano, sabe, ainda sou um ser humano. Então dói muito, muito, muito. Jesse: Você e eu estávamos assistindo, sabe, você e eu conversamos na semana passada ao telefone e – e havia esse ritmo do julgamento, que não vamos entrar hoje, mas depois eles mudaram o foco do julgamento para dizer que você está falido. E na semana passada, as pessoas estavam ligando, de todo o país, perguntando: “Michael está falido?” Michael, você está falido??? Michael: Isso não é verdade de jeito nenhum. É um dos muitos esquemas deles para me envergonhar e simplesmente me arrastar na lama. E é o mesmo padrão, como eu te disse antes com essas outras pessoas no passado. Mesmo padrão. Não acredite, sabe, isso é fofoca sensacionalista de tabloide. Jesse: Bem, como essa questão do dinheiro entrou nisso em primeiro lugar? Algumas pessoas ligaram achando que era sobre o catálogo da Sony. O que tem – o que tem nesse catálogo? Michael: No meu catálogo da Sony, está toda a música dos Beatles, ahem, toda a música que eu possuo – eu possuo Sly and the Family Stone, eu eu possuo um volume enorme de muitos, eu possuo Elvis – muitas músicas do Elvis e é um catálogo enorme, muito valioso, vale muito dinheiro. E está acontecendo uma grande briga agora, enquanto falamos sobre isso. Agora, eu não posso dizer se – não posso comentar sobre isso, mas há muita conspiração, eu diria isso – conspiração acontecendo enquanto falamos. Jesse: Foi sugerido por vários de seus amigos e familiares que essa briga era realmente mais sobre essa questão do catálogo do que qualquer outra coisa. Você acredita nisso? Michael: Bem, sabe, eu não quero comentar. Não quero fazer um comentário, Jesse ah—é uma questão muito delicada e uh, vou deixar você, vou deixar você comentar sobre isso. Jesse: Deixe-me mudar isso até certo ponto. Ahem, já que tantas pessoas estão ouvindo e houve tantas opiniões – eu estive em Londres há algumas semanas, e 24/7 era Michael Jackson o dia todo e a noite toda e no dia em que você chegou ao hospital tarde [ao tribunal], você disse que estava ferido. O que aconteceu naquele dia? Michael: Eu estava saindo, er, do chuveiro e eu eu eu caí. E todo o peso do meu corpo, e eu sou bem frágil, todo o peso do meu corpo caiu contra minha caixa torácica. E eu praticamente, er, er, machuquei muito meu pulmão. Meu pulmão está do lado direito, é muito [sp], é, estou com dor enquanto falo e ah, tenho ido ao tribunal todos os dias com uma dor imensa e agonizante. E eu fico lá – e sou forte, tento ser o mais forte possível. Para que eu possa, ahh, mas o que estamos esperando agora é o tossir sangue. O médico disse que eu deveria – ele disse que ainda é muito perigoso enquanto falamos, e se eu tossir sangue, ele disse que é algo muito perigoso, então estamos, estamos observando isso muito de perto. Jesse: Os cínicos disseram que você estava fingindo. E parece que o juiz nem está disposto a acreditar em você, mesmo você tendo acabado de sair do hospital. Michael: Você sabe que – não há fingimento nisso de jeito nenhum. Quero dizer, foi feito um exame e você podia ver, uhhh, o inchaço em toda minha caixa torácica, quero dizer, uh, dava para ver e estava bem vermelho. E como, isso [a queda] quebrou meu queixo, e fez um enorme corte na minha testa, sangue, foi er, foi muito ruim na verdade. E er, mas errr, estamos tratando disso na verdade, eu tenho alguns remédios para isso, mas estamos observando muito de perto. Jesse: Enquanto ouço você falar sobre toda essa provação que está passando, e como você tem, er, se mantido forte às vezes de forma surpreendente, ah, em algum momento na semana passada, você – você chorou. O que – o que te tocou? O que te fez desabar, por assim dizer? Michael: Você quer dizer no tribunal? Jesse: Sim. Michael: Eu estava com dor. Eu estava sentado lá sofrendo. E er, a dor era tão imensa, tudo que eu podia fazer era sentar e chorar. Veja, porque era er, era tão intensa naquele momento, ah, ahem, eu simplesmente não consegui aguentar. Então eu peguei lenços e coloquei no meu rosto... e... Jesse: Então, foi mais sobre sua dor pessoal, do que sobre os desafios do tribunal? Michael: Não, não tinha nada a ver com o que estava acontecendo lá dentro. Era totalmente dor pessoal, dor física. Jesse: Michael, já que tantas pessoas estão ouvindo, estou tentando captar de algumas das nossas ligações hoje e da semana passada, enquanto as pessoas te escutam, o que você quer que as pessoas saibam? Quem está te ouvindo ao telefone – vejo ligações de Filadélfia, da Holanda, da Grã-Bretanha, Nova York, Mississippi, Flórida, Califórnia – o que você quer que as pessoas saibam? Michael: Sobre? Jesse: Sobre você. Sobre onde você está agora na cabeça, como você está se sentindo? Michael: Bem, ahem, basicamente para ser forte para mim, para rezar pelos meus filhos, minha família e por mim mesmo. Este é uh…uh um momento muito difícil e para não acreditar no que ouvem, veem e leem e só porque está impresso não significa que… só porque está impresso não significa que é o evangelho. E uh… sabe, porque eles sensacionalizaram isso de forma imensa. É uma caça ao alimento – é por causa da uh, minha celebridade. Quanto maior a celebridade, maior o alvo. E eles têm que lembrar disso. Então eles transformaram isso em dinheiro – é como quem tem a maior audiência, sabe, é terrível o que aconteceu com isso. Mas faz parte do que eu tenho que sofrer [através] como celebridade. Faz parte – parte do que eu tenho que passar. E só para uh, saber no final que eu serei vindicado, eu rezo, porque eu sei a verdade. Sou uma pessoa inocente. E acredito em Deus e amo Deus. E só continuar a rezar por nós. Jesse: Você sabe que, dado sua fé, em Deus e em si mesmo, e sua declaração de inocência e enquanto você está passando por essa tempestade ahem, presumindo que você ah – vença isso, essa tem sido uma batalha acirrada, ahhh, uma batalha muito intensa, porque a batalha não acabou, ah, a, aparência, dado seu relacionamento ahh, causou muita consternação. Há algo que você fará diferente? Quando essa temporada acabar? Michael: Há algo que eu faria diferente? Jesse: Diferente? Quando essa temporada acabar? Michael: (Limpa a garganta) Ahem, meu nível de confiança vai mudar. E ah, há muita conspiração acontecendo. Eu diria isso. Muita. Jesse: Você acha que... Michael: Ao meu redor. Jesse: A conspiração está ligada à celebridade ou ao julgamento ou ao catálogo – o que você acha que é a origem disso? Michael: Eu – eu não posso comentar. Eu não posso comentar, Jesse, eu – eu não quero… é ah, estou sob uma ordem de silêncio e é uma coisa muito séria. Eu não quero dizer a coisa errada. Com o tom errado. É uma área muito delicada. Muito delicada onde estamos agora. Jesse: Bom. Bom. Deixe-me te fazer esta pergunta então, para aqueles que estão rezando fervorosamente, querem ajudar e esperam ver Michael Jackson novamente. O que as pessoas podem esperar de você a seguir? Michael: Bem, como eu sempre digo, eu sou uma pessoa das artes. Eu amo as artes muito, muito, muito. E ah, eu sou músico, sou diretor, sou escritor, sou compositor, sou produtor, e eu amo o meio. Eu amo cinema muito, muito. Acho que é o mais expressivo de todos os meios artísticos. O escultor pode esculpir, o pintor pode pintar, mas eles capturam um momento, ah, congelam o tempo naquele momento. No cinema, você vive o momento. Você vive, você tem o público por duas horas. Você tem o cérebro deles, a mente deles – pode levá-los a qualquer lugar que quiser. Sabe, essa ideia é hipnotizante para mim – que você pode ter o poder de fazer as pessoas, de mover as pessoas a mudar suas vidas e é aí que você casa a música [e o] indivíduo juntos. E é isso que me anima tanto sobre o cinema e o futuro. Porque eu amo muito, muito os filmes. Jesse: Dado, ah, o calor que está sobre você e a questão difícil que você está enfrentando agora, isso te desanima de seguir sua carreira quando isso acabar? Michael: Não! Não. De jeito nenhum. Porque ahem, eu sei quem eu sou (limpa a garganta) por dentro e por fora e sei o que quero fazer. E eu sempre – er – você sabe, vou atrás dos meus sonhos e dos meus ideais na vida. E eu sou uma pessoa muito corajosa e acredito na perseverança, na determinação, e, sabe, todas essas coisas maravilhosas, e esses ideais são muito importantes para uma pessoa que é orientada a objetivos, sabe? Jesse: Já que as pessoas chegaram tão alto e tão longe com seus sonhos, o que você está sonhando agora? Michael: Oh ahem (limpa a garganta), como eu estava dizendo antes, ahem, é inovar, integrar o meio do cinema, e há outras coisas que quero fazer, que são algumas surpresas. Ah, coisas na sociedade que quero fazer no futuro. Sabe, na África. Tenho alguns grandes planos, ah, que venho preparando para fazer lá. Tive várias reuniões com pessoas que voaram para me ver desde que estou passando pelo que estou passando e então meu coração está decidido a fazer algumas coisas lá, muito também. Jesse: Você ah, seu próximo projeto. Porque muitas vezes quando as pessoas estão em um estágio assim, meio paralisadas, mas você está pensando no próximo projeto. O que você vê como o próximo projeto imediato? O que está te atingindo agora? Michael: Provavelmente, ahemmm… a música do tsunami que queremos fazer para arrecadar dinheiro para o tsunami porque a África foi ummm, foi Madagascar? Um desses países… Jesse: De fato. Madagascar… Michael: Somália e Madagascar foram muito atingidos, e eles nunca… falam sobre isso, do jeito que falam dos outros países. Agora, nós temos, quero dizer, uh, meu coração está com todos, mas pelo menos, quando distribuem a verdade, distribuam direito e ahem, eles nunca falam sobre a devastação na África, então nós ~~ eu quero fazer algo para isso. E claro, venho trabalhando em planejar um resort que estou construindo na África. Ah, hotéis lindos, ah, um cenário lindo para pessoas e famílias e algo bonito lá. Existem muitos lugares lindos lá. Então quero fazer algo mais internacional. Sabe? Jesse: Bem, sabe, é interessante sobre o tsunami com esse enorme desastre natural - que não pôde ser parado, talvez se tivéssemos dispositivos de detecção precoce, poderíamos ter salvo algumas vidas talvez, mas foi um desastre natural, mas o que você levantou é que enquanto perdemos 200.000 vidas no tsunami, perdemos 2 milhões no Sudão e isso é um desastre causado pelo homem e petróleo e materiais todos envolvidos nisso, e depois 4 milhões no Congo. E ah, e acho que enquanto falamos sobre isso, sabe, você e eu conversamos quase todo dia, você está estendendo a mão para essa crise africana – parece ter, er, tomado uma grande parte do seu sonho nessa fase da sua vida. Michael: Sim, tomou. Porque Jesse, no meu coração, no mais profundo do coração, eu realmente amo a África e amo o povo da África. Por isso, sempre que tenho chance, as crianças e eu, pulamos no avião e voamos para a África e passamos férias lá. Eu passo mais férias na África do que em qualquer outro país. E ah, amamos o povo e amamos o ambiente. Topograficamente, um dos lugares mais bonitos na superfície da Terra. Eles nunca mostram as praias de areia branca como açúcar, e elas estão lá! E eles nunca mostram a bela, sabe, a paisagem, nunca mostram os prédios, a metrópole e o urbano – Joanesburgo, Cidade do Cabo, Quênia, ur, sabe, Costa do Marfim ur, sabe, Ruanda, o quão lindo é o lugar! E é realmente deslumbrantemente lindo! E eu quero aumentar essa conscientização com o que estou fazendo e esse tem sido meu sonho por muitos, muitos anos. E todo mundo ao meu redor sabe disso, porque eu vou muito lá. Jesse: Sabe, nós conhecemos os pontos altos de Roma, porque os vemos no cinema. Michael: Isso mesmo. Jesse: Conhecemos os pontos altos da Grã-Bretanha e o palácio, vemos no cinema. Em Paris, não vemos muito da África no cinema. Vemos a África como miséria e a África como problemas. Não a vemos como esse continente fenomenalmente dotado de areia e mar e Michael: Porque o... Jesse: petróleo e recursos... Michael: Porque, sim. O mundo tem inveja da África por muitos séculos porque seus recursos naturais são fenomenais. Realmente são. E é o alvorecer da civilização. A história, muita da nossa história bíblica está bem ali na África. E o Rei Tut, todas aquelas grandes civilizações – isso está bem ali na África. O Egito está na África!!! E eles sempre tentam separar os dois, mas o Egito é África!!! Jesse: Bem, é certamente verdade que quando Jesus foi ameaçado, ah, de morte, quando Herodes enviou o decreto para o genocídio de todos os primogênitos, José o levou para o Egito, para a África, e o manteve lá por 12 anos. Michael: Isso mesmo. Isso mesmo. Jesse: Você mostrou um nível incrível de profundidade e compromisso. Deixe-me dizer isso e para encerrar Michael, porque as pessoas estão ouvindo e o motivo pelo qual eu não quis abrir as linhas hoje é porque você está, você está compartilhando coisas conosco que a gente nunca ouve direito, mas enquanto as pessoas vão assistir ao julgamento na próxima semana e nos próximos dias, o que você quer que seus fãs… temos pessoas ligando aqui agora de Londres, Holanda e de toda a América, então as pessoas aí estão te ouvindo hoje. O que você quer dizer para seus fãs e até para seus detratores hoje? Michael: Eu só quero dizer: fãs em todos os cantos da Terra, de todas as nacionalidades, todas as raças, todas as línguas, eu amo vocês do fundo do meu coração. Sabe, obrigado pelo amor, apoio e compreensão durante esse momento difícil. Eu adoraria suas orações e sua boa vontade. Ah, e ah, por favor, tenham paciência e fiquem comigo e acreditem em mim porque eu sou completamente, completamente inocente. Mas por favor saibam que muita conspiração está acontecendo neste momento enquanto falamos. Jesse: Bem, é época de Páscoa, ah, caímos, nos levantamos de novo. A boa notícia é que, ahem, nada é difícil demais para Deus. E aqueles que acreditam, acreditam fervorosamente, não importa o quão fundo estejam, eles alcançam uma corda e não uma pá. Eles serão puxados para cima e vão se levantar de novo. Michael, obrigado por se abrir com a nação hoje, e com o mundo e por acordar tão cedo na Califórnia... Michael: Deus te abençoe. Jesse: Deus te abençoe e mantenha a esperança viva. Conversamos um pouco fora do ar, ok? Michael: Tchau-tchau. Jesse: Certo.
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