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Michael Jackson
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Juiz Proíbe Uso de Provas Computacionais Apreendidas

Março
O juiz Melville, que presidia o julgamento de Jackson, proibiu os promotores de apresentarem discos rígidos de computador considerados como contendo material sexualmente explícito. O juiz Melville concordou com a defesa e questionou a relevância do material para o período de tempo, que é o foco do caso. Como o advogado de defesa de Jackson, Robert Sanger, apontou, o material é prejudicial e alguns dos sites registrados nos discos rígidos eram de sites visitados alguns anos antes de Jackson sequer conhecer seu atual acusador e alguns depois que o acusador e sua família encerraram seus vínculos com o artista. A promotoria, que teve permissão para apresentar e incluir outra série de revistas adultas como evidência, argumentava para corroborar o testemunho do acusador de Jackson e de seu irmão sobre Jackson usar um computador e mostrar material explícito para menores pela Internet. A promotoria ainda sustenta que isso prova que Jackson sabe usar um computador. A identidade de quem usou os computadores foi uma questão chave para a defesa, que alegou que nenhum dos materiais estava diretamente ligado a Jackson. Sanger também disse que o conteúdo do material o tornava irrelevante. "É material heterossexual e não está diretamente relacionado ao caso", disse Sanger. "A questão de quem acessou o material está totalmente sem resolução". Os promotores afirmam que um dos apelidos online encontrados era usado por Jackson e outro que usava o nome Marcel Jackson. A defesa afirmou que Jackson tem um primo que às vezes usa esse nome e reiterou o fato de que todo o material registrado está em cache e que não há prova concreta de que os usuários tenham feito login ativo nos sites específicos, podendo muito bem ter sido pop-ups que apareceram ao verificar e-mails. Quando ordenado a trazer mais testemunhas, o promotor Sneddon trouxe um detetive que participou da busca na fazenda do cantor em novembro de 2003 e o fez identificar dezenas de revistas e livros apreendidos. Em um momento, Sneddon teve dificuldade em encontrar a evidência que queria apresentar e correu pela sala do tribunal carregando caixas em busca do "material adulto". Por razões não imediatamente aparentes, a promotoria apresentou um retrato do amigo de Jackson, o ator Macauley Culkin, como evidência. Durante o interrogatório, o detetive admitiu que, embora tenha havido algum tipo de reunião antes da batida, nenhuma instrução foi dada sobre a realização de testes de impressões digitais e testes de DNA, e nem os 69 policiais foram orientados a registrar quais itens foram apreendidos e de onde. O detetive do xerife Craig Bonner também reconheceu que era verdade que nenhum DNA do acusador, de seu irmão ou de qualquer membro da família foi encontrado em nenhum dos itens. Fonte: AP/MJJForum/eMJey

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