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Michael Jackson
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Investigadores de Jackson Prestam Depoimento

Março
O investigador principal no caso de abuso infantil envolvendo Michael Jackson disse que incentivou o acusador e sua família a prosseguir com as acusações contra o cantor, prometendo-lhes: “Vamos fazer o possível para que esse caso dê certo.” O advogado de defesa Robert Sanger confrontou o sargento Steve Robel na terça-feira com essas e outras declarações de entrevistas gravadas, sugerindo que elas indicavam que os investigadores tinham preconceito contra Jackson desde o início. Ele citou Robel dizendo: “uma coisa que quero enfatizar é que vocês estão fazendo a coisa certa aqui. ... Não me importa quanto dinheiro eles têm. Ele é quem fez algo errado. ... Vamos tentar levá-lo à justiça.” Sanger perguntou: “Isso não é uma declaração de alguém com a mente aberta tentando encontrar a verdade, é?” Robel disse que durante seu treinamento foi ensinado a fazer tal declaração às supostas vítimas. “A declaração serve para tranquilizá-las,” disse ele, “porque elas estavam apavoradas quando vieram denunciar. Levou semanas para convencê-las a aparecer.” Sanger perguntou: “A técnica que te ensinaram não seria dizer para elas serem honestas e não dizer que elas estão certas e todo mundo errado?” Ele respondeu que não. O sargento Robel também falou sobre a postura que presenciou do jovem acusador durante sua primeira entrevista. Ao discutir o suposto abuso, Robel disse: “Ele ficou muito quieto. ... Ele até ficou emocionado.” Isso é muito diferente do comportamento observado do acusador quando ele testemunhou no início desta semana. Ele foi descrito como atrevido e argumentativo a ponto de irritar visivelmente o juiz Rodney Melville. Há outras inconsistências em relação ao acusador de Jackson e suas alegações. Foi revelado, durante o depoimento de Robel, que o acusador inicialmente afirmou ter sido abusado de cinco a sete vezes, mas só conseguiu relatar duas ocasiões. E que a primeira suposta ocasião de abuso ocorreu antes dele e sua família participarem do vídeo de refutação que Jackson fez para contestar o polêmico documentário "Living with Michael Jackson". No entanto, no tribunal, ele testemunhou que a primeira ocasião aconteceu depois de participarem do vídeo de refutação. Também foi descoberto que essa mudança ocorreu porque o Sr. Jackson não estava em seu rancho durante o período em que algumas das acusações de abuso teriam ocorrido. Outro detetive, Paul Zelis, testemunhou sobre revistas adultas encontradas em Neverland. Ele reconheceu, sob interrogatório, que as revistas só foram testadas para impressões digitais após as audiências do grande júri em março e abril de 2004 e que muitas pessoas as manusearam durante a audiência, incluindo, possivelmente, o acusador. O advogado Robert Sanger também apontou que algumas das revistas tinham data posterior àquela em que o acusador de Jackson afirmou que ele e sua família deixaram Neverland pela última vez. Fonte: AP/CNN/MJJForum/eMJey

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