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Michael Jackson
Fãs Unidos

Testemunhas do Promotor Admitam Ter Mentido

Abril
A promotoria apresentou ontem duas testemunhas no caso de abuso infantil contra Michael Jackson, cada uma determinada a demolir a defesa. A princípio, o plano parecia bom. Mas então o advogado de defesa Tom Mesereau entrou rodopiando no tribunal, e o resto é história. O grande momento de Mesereau aconteceu às 9h35 PDT. Com 10 minutos para o primeiro intervalo da sessão da manhã, Mesereau sabia que precisava agir rápido para rebater as alegações do ex-segurança de Neverland, Ralph Chacon. Estas incluíam duas instâncias de abuso infantil descritas em detalhes gráficos por Chacon. Os episódios foram tão intensos e desagradáveis que fizeram a mãe de Jackson, Katherine, fugir do tribunal. Isso deixou apenas o irmão Tito para apoiar o astro pop durante talvez seus piores momentos já vividos em um tribunal. (O pai Joseph Jackson estava em Las Vegas hoje, segundo fontes, a negócios.) Mesereau não tinha tempo a perder. O júri, o juiz, a imprensa e o público acabavam de ouvir Chacon descrever o que poderia ter sido um cenário de um romance pornô publicado pela National Man Boy Love Association. Chacon disse que viu Jackson praticar sexo oral em um garoto, entre outras coisas perturbadoras. Quando Chacon descreveu um segundo episódio, no qual Jackson estava “beijando apaixonadamente” o garoto em frente a uma exposição do Peter Pan, até Tito saiu da sala. O promotor Tom Sneddon perguntou a Chacon por que ele nunca mencionou o último incidente em depoimentos anteriores. “Quem acreditaria em mim?” respondeu Chacon. Por um momento, a resposta foi todos. O choque da descrição vulgar foi suficiente para chamar a atenção de todos na sala. Mas então veio Mesereau, avançando forte pelo tribunal como Michael Jordan. Armado com o depoimento de Chacon do caso “Neverland Five” de 1994, no qual ex-funcionários de Jackson processaram o cantor por demissão injusta e assédio, Mesereau não demorou a desmontar a testemunha. De repente, toda resposta de Chacon era “Não sei” quando Mesereau o pressionava por detalhes do famoso processo, o maior julgamento civil da história de Santa Maria. “O júri disse que você roubou e agiu com malícia,” disse Mesereau. “Houve uma sentença contra você por fraude. Você se lembra de ter concordado que agiu com fraude, opressão e malícia?” De repente, Chacon, que afirmava ter memória clara de ver Jackson em situação incriminadora, não conseguia se lembrar de nada. Ele não lembrava o valor exato que cada réu no processo de demissão foi condenado a pagar a Jackson (US$ 1,4 milhão), nem uma sentença contra ele em outro caso (US$ 2.600), nem de ter dito a um médico que preferia ganhar US$ 1 milhão a trabalhar novamente. Mesmo quando Mesereau, em um movimento teatral mas típico de advogado, mostrou a ele seus depoimentos contraditórios de um ano atrás, Chacon ficou perplexo. Ele se lembrava do advogado dizendo que queria US$ 16 milhões para os cinco ex-funcionários? “Não,” disse Chacon. Mesereau mostrou o depoimento. O ex-segurança, agora professor substituto, teve uma epifania. “Agora eu vejo,” declarou. Chacon se lembrava de ter dito em seu depoimento que Jackson costumava olhar fixamente para ele? Que não olhava para mais ninguém? A testemunha, em um raro momento de clareza, explicou: “Eu disse isso só para dizer.” Esses 10 minutos foram talvez os mais cruciais da vida de Jackson. As coisas foram tão ruins para a ex-empregada pessoal Adrian McManus quanto para Chacon. Embora sua aparência e comportamento fossem uma melhora notável em relação a Chacon, seu testemunho enfático foi rapidamente destruído por Mesereau. Em um momento, os jurados começaram a olhar ao redor da sala em vez de prestar atenção nela. Isso aconteceu depois da enésima vez em que Mesereau — agora brincando com o “posso refrescar sua memória mostrando aquela página do seu depoimento?” — caminhou até a testemunha, livro na mão. McManus deveria ser uma testemunha confiável e preparada. Mesereau a fez admitir que teve uma reunião de três horas com os promotores na quarta à noite. Mas mesmo sob interrogatório direto, sua personalidade naturalmente animada foi substituída por tons sombrios. E não ajudou que Mesereau soubesse muitos podres do passado dela. Ele evitou qualquer referência ao seu testemunho direto em que afirmava ter visto quatro garotos — incluindo Macaulay Culkin — dividindo a cama de Jackson. Em vez disso, atacou sua credibilidade pessoal. Entre os “segredos” de McManus: ela e o marido foram processados pela cunhada, que ganhou uma sentença contra eles de US$ 30.584,89. O crime? Eles “fraudaram intencional e maliciosamente” os filhos da mulher após a morte do marido, quando atuaram como seus tutores. No processo de demissão contra Jackson, Mesereau revelou que McManus roubou um desenho a tinta de Elvis Presley feito por Jackson e o vendeu — sua contribuição para a parte do caso sobre “fraude, opressão e malícia” que incluía os ex-funcionários Chacon, Melanie Bagnall, Sandi Domz e Kassim Abdool. Parte do que Mesereau conseguiu estabelecer com McManus e Chacon foi a relutância deles em trabalhar com ou para a nova equipe de segurança de Jackson nomeada em 1994. Chamado de Office of Special Services, ou “OSS,” o grupo interno de Neverland era dirigido pelo antigo aliado de Jackson, Bill Bray. Temendo deslealdade após o escândalo Chandler em 1993, Bray trouxe sua própria força de segurança para dominar a equipe de Neverland. O resultado é muito parecido com o que ocorre atualmente em Neverland — medo e ódio dominam, sem ninguém no comando. É um estilo de gestão feito para o desastre. A última meia hora de McManus no banco das testemunhas foi quase dolorosa. Ela foi lembrada de uma declaração que fizera em depoimento sobre o sistema de alarme do quarto de Jackson: “Quando você é uma celebridade, leva uma vida difícil. Pessoas matam celebridades. Esse pequeno sensor o protege para a vida.” Ela também admitiu ter mentido no processo civil Chandler v. Jackson há uma década. Naquele caso, afirmou nunca ter visto crianças dormindo no quarto de Jackson. Também disse que June Chandler, mãe do garoto que acabou recebendo um acordo de US$ 20 milhões de Jackson, levou as roupas do filho ao quarto de Jackson, sabendo muito bem que ele ficaria lá. Mesereau disse: “Você está dizendo que cometeu perjúrio no depoimento de Chandler?” McManus: “O tempo todo [menti].” Mesereau: “Sabendo que isso era um crime?” McManus: “Eu não pensava assim.” Naquele momento, o júri já havia esquecido as divagações pornográficas de Chacon. Fonte: Fox News/eMJey

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