Promotores no Julgamento de Michael Jackson Não Encerrarão o Caso Antes da Próxima Semana
Os promotores apresentaram uma pilha de registros de viagens e telefonemas como prova. Eles farão parte do argumento final da acusação de que Jackson conspirou para prender falsamente a família de sua acusadora.
O promotor distrital Tom Sneddon disse que planejava chamar três novas testemunhas na sexta-feira, mas não as identificou. Ele também anunciou que a acusação encerraria seu caso na terça-feira, embora inicialmente planejasse terminar esta semana.
Em uma reviravolta dolorosa para os promotores na quinta-feira, Rowe testemunhou que o cantor era facilmente manipulado por "abutres oportunistas" em seu círculo íntimo que queriam ganhar milhões com seus problemas.
Rowe virou o jogo contra os promotores que a chamaram quando testemunhou que acreditava que os homens nomeados como co-conspiradores não indiciados de Jackson estavam na verdade conspirando contra seu ex-marido.
Os promotores chamaram Rowe para apoiar sua alegação de que os supostos co-conspiradores de Jackson roteirizaram uma entrevista gravada em vídeo na qual ela defendia Jackson, assim como supostamente roteirizaram uma entrevista em que a família refutava o documentário.
Mas quando Rowe subiu ao banco das testemunhas na quarta e quinta-feira, ela disse que não havia roteiro e que nunca olhou uma lista de perguntas com antecedência porque queria que suas palavras fossem espontâneas.
Perguntada pelo promotor adjunto Ron Zonen se ela sabia o que deveria dizer diante das câmeras sobre Jackson, ela usou termos como "uma pessoa maravilhosa", "um grande pai", e "generoso e atencioso".
Perguntada como se sentia ao fazer o vídeo, ela disse: "Eu estava animada para fazer isso. Eu poderia ver as crianças e renovar um relacionamento com o Sr. Jackson."
Perguntada por que tinha interesse nisso, ela disse: "Eles são minha família."
Sob interrogatório do advogado de defesa Thomas Mesereau Jr., ela disse que não culpava Jackson por mantê-la longe de seus filhos, mas sentia que os conselheiros e advogados dele eram os culpados.
Perguntada como se sente em relação a Jackson agora, ela disse: "Sempre o considerei meu amigo."
"E ainda considera?" perguntou Mesereau.
"Sim", disse Rowe, e acrescentou: "Se ele falasse comigo."
Rowe, que está em uma disputa na justiça de família com Jackson sobre visitas ao seu filho, Prince Michael, 8, e à filha, Paris, 7, falou apenas bem de Jackson e reservou expressões de má vontade para outros ao redor dele.
Rowe disse que o organizador do vídeo, Marc Schaffel, se gabava para ela sobre quanto dinheiro estava ganhando com Jackson. Perguntada o que achava de Schaffel e de outros dois supostos co-conspiradores não indiciados, Dieter Wiesner e Ronald Konitzer, Rowe disse: "Eu acho que são abutres oportunistas."
Schaffel está processando Jackson alegando que não recebeu mais de $3 milhões em empréstimos e honorários. Um juiz de Santa Monica rejeitou na quinta-feira o pedido de Schaffel para colocar uma penhora na fazenda Neverland do cantor até depois do julgamento criminal, disse o advogado de Schaffel, Howard King, em Los Angeles.
Mesereau também pediu que Rowe descrevesse Jackson com suas próprias palavras, como havia feito no vídeo. Ela respirou fundo e disse: "Generoso até demais, bom pai, ótimo com crianças, coloca os outros à frente dele. Empresário brilhante."
Ela ficou emocionada ao descrever seus sentimentos sobre Jackson.
"Existem diferentes Michaels", disse ela. "Tem o meu Michael e o Michael que todo mundo vê."
Jackson enxugou os olhos enquanto ela falava.
"Esse seria o Michael artista?" perguntou Mesereau.
"Michael artista, sim", disse Rowe.
Rowe olhou várias vezes para Jackson do outro lado do tribunal e tentou uma vez iniciar uma conversa com ele.
Perguntada quando havia feito turnê com Jackson, ela olhou para o réu e perguntou: "Qual foi a turnê depois do 'Bad'? Foi a turnê 'HIStory' ou 'Dangerous'? Ah, foi 'Dangerous.'"
Rowe também testemunhou que uma vez disse aos investigadores do xerife que acreditava que a mãe do acusador de Jackson estava "orquestrando processos judiciais." Ela disse que também contou aos investigadores: "Michael é muito facilmente manipulado se estiver com medo."
Antes de Rowe deixar o banco das testemunhas, o promotor perguntou se ela acreditava que Jackson estava "disposto" a deixá-la ver seus filhos.
"Espero de coração que sim", respondeu Rowe, acrescentando: "Eu não falei com ele. Não sei."
Quando os advogados de defesa objetaram à pergunta, Zonen disse que era para fins de impeachment, para levantar dúvidas sobre a credibilidade da testemunha. Foi uma das várias vezes que os promotores tentaram desacreditar suas próprias testemunhas após depoimentos inesperados.
Rowe e Jackson foram casados em 1996 e divorciaram-se após três anos. Jackson tem um terceiro filho, Prince Michael II, cuja mãe permanece anônima.
Quando Jackson saiu do tribunal no final do dia, foi perguntado se foi bom ver Rowe novamente.
"Sim", disse ele.
Fonte: AP/eMJey
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