Testemunha no Caso Jackson: Acusador e Irmão Estavam Assistindo Pornografia
A sequência de testemunhas de defesa continuou na quarta-feira, quando mais dois parentes de Michael Jackson e um videomaker subiram ao banco das testemunhas para defender a estrela.
O primeiro foi o calmo Rijo Jackson, de 12 anos, irmão mais novo de Simone Jackson, que depôs ontem. Ele testemunhou ter visto o acusador e seu irmão mais novo assistindo mulheres nuas na televisão enquanto aparentemente se masturbavam debaixo das cobertas.
Quando confrontados pelo então garoto de 10 anos, Rijo, os irmãos Arvizo supostamente o incentivaram a se juntar a eles na masturbação. O garoto disse que recusou e optou por se recolher na cama de seu famoso primo naquela noite.
Rijo testemunhou: "eles disseram, 'Por que você não faz isso também?' Eu disse, 'Eu não quero porque é nojento e errado.'"
Durante o interrogatório, Rijo disse que havia contado ao cantor sobre o que os garotos estavam assistindo na televisão, mas que Jackson não levou seus comentários a sério.
"Ele não acreditou. Achou que eles eram legais e que não fariam isso", disse ele.
O promotor Ron Zonen perguntou se ele havia contado a Jackson especificamente sobre a masturbação.
Rijo disse que não, dizendo "Eu não queria contar para ele porque estava com medo."
Após testemunhar que passou a noite na cama de Jackson, Zonen perguntou: "você fazia isso com frequência?"
"Sim", respondeu Rijo.
O incidente, que ocorreu em 2003, contradiz o testemunho anteriormente dado pelos irmãos Arvizo, que afirmaram que Jackson os havia apresentado ao álcool, pornografia e masturbação.
Vinho Desaparecido
Rijo então contou sobre outro incidente que aconteceu quando o cantor pediu vinho para seu quarto. A garrafa foi entregue na parte inferior da suíte do quarto por Angel Vivaco, assistente do chef.
Rijo disse que viu os irmãos Arvizo levarem a garrafa de vinho fechada para o segundo andar do quarto enquanto Jackson estava no banheiro e depois retornarem antes de saírem. Ele disse que a garrafa estava aberta e que parte do vinho havia sumido. O garoto disse que, quando Jackson voltou, ele não questionou o motivo do vinho estar faltando. Ele não contou ao cantor o que tinha visto porque não podia ter certeza de que os garotos haviam consumido o vinho.
Rijo também testemunhou ter presenciado os irmãos Arvizo roubando dinheiro pertencente a funcionários de Neverland de uma gaveta da cozinha e também roubando outros objetos do escritório de Jackson.
Após o jovem testemunho, subiu ao banco mais um parente de Jackson. Michelle Jackson, tia do cantor e avó de Rijo, contou aos jurados sobre uma conversa com o acusador de Jackson.
Ela disse que ele lhe contou que "não queremos ir para o Brasil. É minha mãe que quer ir. Nós queremos ficar aqui."
A mãe do acusador afirma que Jackson planejava levar a família para a América do Sul numa tentativa de se livrar deles.
Estrela de “Fresh Prince” depõe
Em outro depoimento, a estrela da série de sucesso dos anos 90 “The Fresh Prince of Bel-Air” testemunhou que começou a desconfiar da mãe do acusador.
Vernee Watson Johnson disse que ficou desconfortável com as atividades de arrecadação de fundos da mulher para seu filho, que na época estava com câncer, em 2000. Ela foi chamada para apoiar a alegação da defesa de que a mãe tem um histórico de esquemas para conseguir dinheiro de celebridades e que Jackson era apenas mais um alvo.
Johnson testemunhou que foi professora de atuação do garoto e foi convidada a ajudar a arrecadar dinheiro para ele, mas abandonou os planos para ajudar a mãe "porque eu não confiava nela."
Johnson disse que pediu a Janet Arvizo que criasse uma conta bancária especial para as doações ao filho, mas que Arvizo pediu que ela colocasse o dinheiro na conta dela própria (de Arvizo).
Ela também testemunhou que a família visitou sua casa uma vez e que as crianças correram pela casa, mexeram em suas coisas e pularam na cama de seu filho. Ela disse que nunca mais os deixou voltar.
Videomaker: Família estava “muito feliz”
O próximo a depor foi o videomaker Christopher Robinson, que participou das filmagens do vídeo de resposta “Take 2” de Jackson. Os Arvizo alegam que o vídeo foi altamente roteirizado, até mesmo em cada risada e gesto.
"Alguma das respostas foi roteirizada?" perguntou o advogado de defesa de Jackson, Robert Sanger.
"Não", disse Robinson.
"Ele (Robinson) tinha as respostas antecipadamente?" perguntou Sanger.
"Claro que não", disse Robinson, acrescentando que havia dado as perguntas à família antes, mas não discutiu as respostas.
"Você viu algo que indicasse que ela [Janet Arvizo] estava relutante em fazer a entrevista?" perguntou Sanger.
"Ela estava determinada a fazer a entrevista", disse Robinson, mas observou que ela hesitou em assinar um termo de liberação que permitiria que o vídeo fosse exibido. A entrevista da família nunca foi ao ar devido a limitações de tempo.
Ele disse que foi solicitado a enfatizar uma série de pontos: Jackson era uma boa pessoa; ele havia feito da família do acusador parte da sua; ele era uma figura paterna para eles; era um bom pai para seus próprios filhos; era mal compreendido como pessoa e ajudou o acusador a superar um câncer.
Robinson descreveu a família como "muito animada" e "muito feliz" durante a gravação e disse que as respostas foram "espontâneas." Ele disse que não havia indicação de que eles estavam sendo mantidos contra a vontade ou maltratados, como a acusação alega.
Antes do encerramento da sessão, o juiz Rodney Melville decidiu que a defesa não poderia apresentar testemunho de duas pessoas sobre a suposta agressão da família por seguranças da J.C. Penney. A família recebeu um acordo de mais de $150.000 nesse caso.
Sanger disse que um dos seguranças teria testemunhado que a família foi contida, mas não agredida, e que a mãe até voltou no dia seguinte, o abraçou e pediu desculpas. Ele disse que uma testemunha ocular confirmaria que a família foi contida de forma não violenta.
Sanger informou ao tribunal que a equipe de defesa eliminou várias testemunhas da lista, mas não estimou quando a defesa concluiria seu caso. A porta-voz de Jackson, Raymone Bain, negou relatos de que a defesa poderia encerrar já na próxima semana.
AP/CNN/The Santa Maria Times/eMJey
Quando confrontados pelo então garoto de 10 anos, Rijo, os irmãos Arvizo supostamente o incentivaram a se juntar a eles na masturbação. O garoto disse que recusou e optou por se recolher na cama de seu famoso primo naquela noite.
Rijo testemunhou: "eles disseram, 'Por que você não faz isso também?' Eu disse, 'Eu não quero porque é nojento e errado.'"
Durante o interrogatório, Rijo disse que havia contado ao cantor sobre o que os garotos estavam assistindo na televisão, mas que Jackson não levou seus comentários a sério.
"Ele não acreditou. Achou que eles eram legais e que não fariam isso", disse ele.
O promotor Ron Zonen perguntou se ele havia contado a Jackson especificamente sobre a masturbação.
Rijo disse que não, dizendo "Eu não queria contar para ele porque estava com medo."
Após testemunhar que passou a noite na cama de Jackson, Zonen perguntou: "você fazia isso com frequência?"
"Sim", respondeu Rijo.
O incidente, que ocorreu em 2003, contradiz o testemunho anteriormente dado pelos irmãos Arvizo, que afirmaram que Jackson os havia apresentado ao álcool, pornografia e masturbação.
Vinho Desaparecido
Rijo então contou sobre outro incidente que aconteceu quando o cantor pediu vinho para seu quarto. A garrafa foi entregue na parte inferior da suíte do quarto por Angel Vivaco, assistente do chef.
Rijo disse que viu os irmãos Arvizo levarem a garrafa de vinho fechada para o segundo andar do quarto enquanto Jackson estava no banheiro e depois retornarem antes de saírem. Ele disse que a garrafa estava aberta e que parte do vinho havia sumido. O garoto disse que, quando Jackson voltou, ele não questionou o motivo do vinho estar faltando. Ele não contou ao cantor o que tinha visto porque não podia ter certeza de que os garotos haviam consumido o vinho.
Rijo também testemunhou ter presenciado os irmãos Arvizo roubando dinheiro pertencente a funcionários de Neverland de uma gaveta da cozinha e também roubando outros objetos do escritório de Jackson.
Após o jovem testemunho, subiu ao banco mais um parente de Jackson. Michelle Jackson, tia do cantor e avó de Rijo, contou aos jurados sobre uma conversa com o acusador de Jackson.
Ela disse que ele lhe contou que "não queremos ir para o Brasil. É minha mãe que quer ir. Nós queremos ficar aqui."
A mãe do acusador afirma que Jackson planejava levar a família para a América do Sul numa tentativa de se livrar deles.
Estrela de “Fresh Prince” depõe
Em outro depoimento, a estrela da série de sucesso dos anos 90 “The Fresh Prince of Bel-Air” testemunhou que começou a desconfiar da mãe do acusador.
Vernee Watson Johnson disse que ficou desconfortável com as atividades de arrecadação de fundos da mulher para seu filho, que na época estava com câncer, em 2000. Ela foi chamada para apoiar a alegação da defesa de que a mãe tem um histórico de esquemas para conseguir dinheiro de celebridades e que Jackson era apenas mais um alvo.
Johnson testemunhou que foi professora de atuação do garoto e foi convidada a ajudar a arrecadar dinheiro para ele, mas abandonou os planos para ajudar a mãe "porque eu não confiava nela."
Johnson disse que pediu a Janet Arvizo que criasse uma conta bancária especial para as doações ao filho, mas que Arvizo pediu que ela colocasse o dinheiro na conta dela própria (de Arvizo).
Ela também testemunhou que a família visitou sua casa uma vez e que as crianças correram pela casa, mexeram em suas coisas e pularam na cama de seu filho. Ela disse que nunca mais os deixou voltar.
Videomaker: Família estava “muito feliz”
O próximo a depor foi o videomaker Christopher Robinson, que participou das filmagens do vídeo de resposta “Take 2” de Jackson. Os Arvizo alegam que o vídeo foi altamente roteirizado, até mesmo em cada risada e gesto.
"Alguma das respostas foi roteirizada?" perguntou o advogado de defesa de Jackson, Robert Sanger.
"Não", disse Robinson.
"Ele (Robinson) tinha as respostas antecipadamente?" perguntou Sanger.
"Claro que não", disse Robinson, acrescentando que havia dado as perguntas à família antes, mas não discutiu as respostas.
"Você viu algo que indicasse que ela [Janet Arvizo] estava relutante em fazer a entrevista?" perguntou Sanger.
"Ela estava determinada a fazer a entrevista", disse Robinson, mas observou que ela hesitou em assinar um termo de liberação que permitiria que o vídeo fosse exibido. A entrevista da família nunca foi ao ar devido a limitações de tempo.
Ele disse que foi solicitado a enfatizar uma série de pontos: Jackson era uma boa pessoa; ele havia feito da família do acusador parte da sua; ele era uma figura paterna para eles; era um bom pai para seus próprios filhos; era mal compreendido como pessoa e ajudou o acusador a superar um câncer.
Robinson descreveu a família como "muito animada" e "muito feliz" durante a gravação e disse que as respostas foram "espontâneas." Ele disse que não havia indicação de que eles estavam sendo mantidos contra a vontade ou maltratados, como a acusação alega.
Antes do encerramento da sessão, o juiz Rodney Melville decidiu que a defesa não poderia apresentar testemunho de duas pessoas sobre a suposta agressão da família por seguranças da J.C. Penney. A família recebeu um acordo de mais de $150.000 nesse caso.
Sanger disse que um dos seguranças teria testemunhado que a família foi contida, mas não agredida, e que a mãe até voltou no dia seguinte, o abraçou e pediu desculpas. Ele disse que uma testemunha ocular confirmaria que a família foi contida de forma não violenta.
Sanger informou ao tribunal que a equipe de defesa eliminou várias testemunhas da lista, mas não estimou quando a defesa concluiria seu caso. A porta-voz de Jackson, Raymone Bain, negou relatos de que a defesa poderia encerrar já na próxima semana.
AP/CNN/The Santa Maria Times/eMJey
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