A Defesa Encerrada
O comediante Chris Tucker foi a última testemunha de defesa a subir ao banco no julgamento de Michael Jackson na quarta-feira. Tucker disse aos jurados que a mãe do acusador estava “possuída” e que ele alertou Jackson sobre as motivações da família.
A defesa apresentou 50 testemunhas em um curto período de três semanas, após os promotores terem levado 10 semanas para expor seu caso contra o cantor. Inicialmente, a defesa apresentou uma lista de testemunhas estrelada com mais de 300 nomes, incluindo as celebridades Elizabeth Taylor e Stevie Wonder. A lista de testemunhas foi bastante reduzida conforme o julgamento avançava.
Tucker ficou desconfiado
A estrela de “Rush Hour” descreveu a mãe do acusador, Janet Arvizo, como "desesperada" e chorando depois que ele ofereceu à família uma caminhonete usada.
"Fiquei realmente assustado, senti que fui fundo demais", disse Tucker.
No interrogatório cruzado, o promotor Thomas Sneddon perguntou se Tucker queria dizer que Arvizo estava tomada por gratidão.
"Não. Parecia que ela estava possuída. Eu sei a diferença", respondeu Tucker.
Ele também disse aos jurados que ficou surpreso com a maturidade e os “jeitos astutos” do acusador, mas estava disposto a ignorar isso por causa da doença dele.
Tucker afirmou que o irmão mais novo do acusador, uma testemunha-chave da acusação no julgamento, era ainda mais astuto. Ele disse que ficou tão desconfiado do garoto que queria "checar os bolsos (do irmão) antes que ele saísse da minha casa."
Mais tarde, Tucker contradisse uma parte importante do caso de conspiração apresentado pelos promotores contra Jackson. A família Arvizo testemunhou anteriormente que Jackson havia chamado a família para Miami para participar de uma coletiva de imprensa que nunca aconteceu. Eles alegam ter sido “sequestrados” pelo cantor e forçados a participar de um filme elogiando-o.
No entanto, Tucker disse ao tribunal que o garoto na verdade o chamou freneticamente procurando por Jackson, que estava em Miami. Tucker disse que o garoto pediu para levar a família a Miami porque eles queriam escapar do ataque da mídia causado pela exibição de “Living with Michael Jackson” na televisão do Reino Unido.
O comediante disse que fretou um jato e levou a família para a Flórida. Uma vez lá, contou como chamou Jackson de lado para avisá-lo que não confiava mais na família.
"Eu disse para ele tomar cuidado com (a mãe) porque eu estava desconfiado dela", disse Tucker. "Levei ele para um quarto e tentei falar com ele... Eu disse, 'Michael, algo não está certo.'"
O ator também testemunhou sobre como seus próprios associados o haviam alertado sobre a família Arvizo.
"Eles fizeram muitas coisas que eu não vi, mas meu pessoal estava me avisando para tomar cuidado", explicou Tucker, que mesmo assim continuou ajudando a família por simpatia pelo garoto.
Família Arvizo “não queria sair”
Tucker disse que suas suspeitas sobre a família começaram quando eles foram ao set de um filme que ele estava gravando em Las Vegas e depois se recusaram a sair. Ele disse que pagou o hotel e as despesas deles, mas após várias semanas eles ainda estavam lá.
No interrogatório cruzado, Sneddon sugeriu que Tucker havia incentivado a família ao convidá-los para o casamento de seu irmão. Tucker negou, dizendo que a família se convidou sozinha.
Quando Sneddon mostrou uma foto do casamento de Tucker com os Arvizo, o comediante brincou: "Essa é uma foto bonita. Posso ficar com ela?"
Sneddon respondeu: "Depende se você for um bom menino."
O promotor sugeriu que a amizade de Tucker com Jackson poderia ter influenciado seu depoimento e insinuou que o ator se recusou a falar com a polícia. No entanto, Tucker insistiu que teria concedido uma entrevista à polícia, mas deixou o assunto nas mãos de seus advogados.
Promotores apresentam testemunhas de réplica
Após o depoimento de Tucker, os promotores chamaram várias testemunhas de réplica antes que o júri fosse dispensado. Os advogados então discutiram um pedido da acusação para exibir um vídeo de 2003 da entrevista inicial do acusador com a polícia, na qual ele detalha suas acusações contra Jackson.
Os advogados de Jackson disseram que, se o vídeo fosse permitido, chamariam o acusador para um segundo interrogatório cruzado.
Sneddon disse ao tribunal na terça-feira que seu caso de réplica estaria concluído até quinta-feira. Isso significa que os argumentos finais podem começar já na metade da próxima semana, após o que o júri iniciará suas deliberações.
Fonte: AP/Reuters/CNN/eMJey
A defesa apresentou 50 testemunhas em um curto período de três semanas, após os promotores terem levado 10 semanas para expor seu caso contra o cantor. Inicialmente, a defesa apresentou uma lista de testemunhas estrelada com mais de 300 nomes, incluindo as celebridades Elizabeth Taylor e Stevie Wonder. A lista de testemunhas foi bastante reduzida conforme o julgamento avançava.
Tucker ficou desconfiado
A estrela de “Rush Hour” descreveu a mãe do acusador, Janet Arvizo, como "desesperada" e chorando depois que ele ofereceu à família uma caminhonete usada.
"Fiquei realmente assustado, senti que fui fundo demais", disse Tucker.
No interrogatório cruzado, o promotor Thomas Sneddon perguntou se Tucker queria dizer que Arvizo estava tomada por gratidão.
"Não. Parecia que ela estava possuída. Eu sei a diferença", respondeu Tucker.
Ele também disse aos jurados que ficou surpreso com a maturidade e os “jeitos astutos” do acusador, mas estava disposto a ignorar isso por causa da doença dele.
Tucker afirmou que o irmão mais novo do acusador, uma testemunha-chave da acusação no julgamento, era ainda mais astuto. Ele disse que ficou tão desconfiado do garoto que queria "checar os bolsos (do irmão) antes que ele saísse da minha casa."
Mais tarde, Tucker contradisse uma parte importante do caso de conspiração apresentado pelos promotores contra Jackson. A família Arvizo testemunhou anteriormente que Jackson havia chamado a família para Miami para participar de uma coletiva de imprensa que nunca aconteceu. Eles alegam ter sido “sequestrados” pelo cantor e forçados a participar de um filme elogiando-o.
No entanto, Tucker disse ao tribunal que o garoto na verdade o chamou freneticamente procurando por Jackson, que estava em Miami. Tucker disse que o garoto pediu para levar a família a Miami porque eles queriam escapar do ataque da mídia causado pela exibição de “Living with Michael Jackson” na televisão do Reino Unido.
O comediante disse que fretou um jato e levou a família para a Flórida. Uma vez lá, contou como chamou Jackson de lado para avisá-lo que não confiava mais na família.
"Eu disse para ele tomar cuidado com (a mãe) porque eu estava desconfiado dela", disse Tucker. "Levei ele para um quarto e tentei falar com ele... Eu disse, 'Michael, algo não está certo.'"
O ator também testemunhou sobre como seus próprios associados o haviam alertado sobre a família Arvizo.
"Eles fizeram muitas coisas que eu não vi, mas meu pessoal estava me avisando para tomar cuidado", explicou Tucker, que mesmo assim continuou ajudando a família por simpatia pelo garoto.
Família Arvizo “não queria sair”
Tucker disse que suas suspeitas sobre a família começaram quando eles foram ao set de um filme que ele estava gravando em Las Vegas e depois se recusaram a sair. Ele disse que pagou o hotel e as despesas deles, mas após várias semanas eles ainda estavam lá.
No interrogatório cruzado, Sneddon sugeriu que Tucker havia incentivado a família ao convidá-los para o casamento de seu irmão. Tucker negou, dizendo que a família se convidou sozinha.
Quando Sneddon mostrou uma foto do casamento de Tucker com os Arvizo, o comediante brincou: "Essa é uma foto bonita. Posso ficar com ela?"
Sneddon respondeu: "Depende se você for um bom menino."
O promotor sugeriu que a amizade de Tucker com Jackson poderia ter influenciado seu depoimento e insinuou que o ator se recusou a falar com a polícia. No entanto, Tucker insistiu que teria concedido uma entrevista à polícia, mas deixou o assunto nas mãos de seus advogados.
Promotores apresentam testemunhas de réplica
Após o depoimento de Tucker, os promotores chamaram várias testemunhas de réplica antes que o júri fosse dispensado. Os advogados então discutiram um pedido da acusação para exibir um vídeo de 2003 da entrevista inicial do acusador com a polícia, na qual ele detalha suas acusações contra Jackson.
Os advogados de Jackson disseram que, se o vídeo fosse permitido, chamariam o acusador para um segundo interrogatório cruzado.
Sneddon disse ao tribunal na terça-feira que seu caso de réplica estaria concluído até quinta-feira. Isso significa que os argumentos finais podem começar já na metade da próxima semana, após o que o júri iniciará suas deliberações.
Fonte: AP/Reuters/CNN/eMJey
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