Jackson Apresenta Sua Versão/Defesa Aponta Cheques com Data Retroativa do Autor
Jackson Conta Seu Lado Através de Depoimentos Gravados
O júri em Santa Monica assistiu a um depoimento em vídeo onde Michael Jackson afirmou ter pouca memória sobre grandes transações financeiras envolvendo um ex-associado que alega que o astro pop lhe deve cerca de 1,8 milhão de dólares canadenses.
O depoimento gravado de Jackson foi exibido ao júri porque o cantor não comparecerá ao julgamento.
Jackson foi entrevistado duas vezes em Londres pelo advogado de F. Marc Schaffel. Ele disse lembrar pelo menos de uma ocasião em que Schaffel lhe entregou dinheiro no set de um videoclipe.
Ele disse que recebia o dinheiro em um saco de fast food - eles chamavam isso de "french fries", que virou uma gíria deles para dinheiro.
Mas Jackson afirmou que pensava que qualquer dinheiro que Schaffel lhe desse vinha dos próprios fundos de Jackson.
"Eu nunca pediria o dinheiro dele," respondeu Jackson. "Isso é ridículo. Eu nunca faria isso."
O processo de Schaffel originalmente alegava que Jackson lhe devia 4,2 milhões de dólares canadenses por empréstimos não pagos, royalties e outras dívidas, mas ele reduziu a reivindicação para 1,8 milhão de dólares canadenses.
Jackson disse lembrar que Schaffel trabalhou na produção de seu malfadado disco beneficente -What More Can I Give-, mas não esperava pagar a ele, porque achava que seus esforços eram uma doação de caridade.
No final de 2001, Michael descobriu que Schaffel tinha um histórico na produção de filmes adultos gays. Quando Jackson tomou conhecimento disso, decidiu demitir Schaffel, mas não fez isso pessoalmente porque não queria constrangê-lo.
Questionado sobre como Schaffel voltou a trabalhar para ele em 2003, quando produziu dois especiais de TV exibidos na Fox, Jackson disse: "Eu não recontratei diretamente Marc Schaffel. Foi alguém da organização que obviamente o fez."
Jackson também disse que não se lembrava de ter dado instruções a Schaffel para tarefas como pagar 1,1 milhão de dólares a Marlon Brando para aparecer no Madison Square Garden em um show que Jackson faria em setembro de 2001.
"Você queria pagar a Marlon Brando (1,1 milhão de dólares) para aparecer no seu show no Madison Square Garden?" perguntou o advogado Howard King.
"Não foi tanto pela aparição, mas pelo fato de que ele disse que realmente precisava e eu queria ajudar um amigo," disse Jackson.
Quando King pressionou Jackson sobre se Schaffel uma vez lhe emprestou 1,1 milhão de dólares, Jackson novamente alegou falta de memória, mas sugeriu que não teria aceitado tal quantia se não fosse dele.
"Ninguém simplesmente me dá dinheiro," disse ele. "Isso não é certo e eu trabalho pelo que ganho. Não me faça parecer que estou pedindo dinheiro para alguém. Eu tenho orgulho."
Jackson também riu em um momento quando King sugeriu que Schaffel lhe deu 420 mil dólares para fazer compras.
"Parece mimado, mas não parece comigo," disse Jackson. "Me dar (420 mil dólares) para fazer compras? Isso não sou eu. Me desculpe."
King fez uma pergunta em seguida: "Você não é um grande comprador?"
"Não assim, não," respondeu Jackson.
Fonte: MJJF/AP/eMJey
Cheques com Datas Retroativas do Autor da Ação São Alvo do Advogado de Defesa de Jackson
O ex-associado de Michael Jackson, F. Marc Schaffel, apressou-se em emitir 18 cheques com datas retroativas totalizando 784 mil dólares, nos dias após ser demitido, mostrou o advogado de Jackson na segunda-feira.
Schaffel, que está processando Jackson por 1,6 milhão de dólares, testemunhou no Tribunal Superior que escreveu os cheques para itens incluindo pré-pagamento de 54 mil dólares de aluguel de sua casa, pré-pagamento de contas de serviços públicos e telefone, além de reembolso por despesas como aluguel de câmeras, depois de receber a carta de demissão em 15 de novembro de 2001.
O advogado de Jackson, Thomas Mundell, mostrou a Schaffel um dos cheques perguntando: "E você datou ele em 14 de novembro porque sabia que se datasse depois disso teria problemas por causa da demissão?"
"Sim," respondeu Schaffel.
"Não é verdade que você falsificou livros e registros para tentar obter o máximo de dinheiro possível do Sr. Jackson antes da sua demissão?" perguntou Mundell.
Schaffel respondeu: "Eu só não queria ficar com a responsabilidade pelas despesas que o Sr. Jackson havia concordado."
Segundo Schaffel, ele e Jackson tinham um acordo para que Jackson pagasse suas despesas por seis meses após a data da demissão.
"Eu não tinha certeza, com as manobras que estavam acontecendo com os conselheiros, se essa parte iria acontecer," disse Schaffel.
Schaffel também testemunhou que, mesmo após ser informado de que estava sendo dispensado, ele e Jackson continuaram amigos e conversavam frequentemente sobre projetos.
No entanto, Mundell apresentou um e-mail de Schaffel para o homem que o apresentou a Jackson, Dr. Arnie Klein, que parecia contradizer essa afirmação.
"Estou profundamente triste que isso tenha custado minha amizade com Michael Jackson... Eu fui o único disposto a lutar por ele o tempo todo. Sinto falta de poder ajudá-lo. Sinto falta do meu amigo. Todos os nossos projetos pararam." dizia o e-mail escrito em 30 de janeiro de 2002.
O depoimento de segunda-feira consistiu principalmente em Mundell mostrando livros contábeis e cheques para Schaffel.
Schaffel continuou a fazer comentários sobre uma alegação que fez na semana passada de que Jackson queria que ele ajudasse a encontrar crianças no Brasil para adoção.
Mundell deixou os comentários passarem, mas pressionou Schaffel a explicar uma cobrança de 300 mil dólares a Jackson por dinheiro que Schaffel alegou ter entregue a um "Sr. X" na América do Sul em nome de Jackson.
"O pagamento foi feito de uma conta bancária que você tinha no Brasil?" perguntou Mundell.
"Não," afirmou Schaffel. "Eu tinha dinheiro no Brasil de uma transação anterior. Não estava no banco. Estava em um cofre."
"Estava em um cofre no Brasil?" perguntou Mundell.
"Sim," disse Schaffel.
"Entendi," respondeu o advogado.
Mundell já havia apontado que não há recibo para os 300 mil dólares.
Fonte: AP/eMJey
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