Outro Ex-Segurança Depõe
Na quarta-feira, Brian Barron, um ex-segurança que trabalhou no Rancho Jackson por três anos, subiu ao banco das testemunhas e falou sobre uma diretiva que foi dada, afirmando para não deixar o acusador e seus irmãos saírem da propriedade sem a permissão de um gerente da casa na época.
No entanto, sob interrogatório do advogado de defesa Robert Sanger, Barron admitiu que de fato era política do rancho Neverland não permitir que crianças saíssem da propriedade se os pais não estivessem presentes e que os seguranças não deixavam as crianças saírem do rancho sem supervisão. "Não deixávamos eles saírem do rancho sem supervisão", disse Barron.
Barron disse que não sabia quem escreveu a diretiva em um quadro de giz na estação dos seguranças na propriedade, mas afirmou que o aviso ficou exposto por cerca de uma semana, em algum momento entre janeiro e fevereiro de 2003.
Barron, que é policial da cidade de Guadalupe, não estava presente durante a batida policial em novembro de 2003 no rancho do cantor. Ele disse que seus superiores em Guadalupe sugeriram que ele deixasse a propriedade por causa da investigação criminal.
O policial foi posteriormente solicitado pelo Departamento do Xerife a voltar a trabalhar em Neverland como informante da lei, mas Barron disse que recusou. Sob interrogatório, o ex-segurança também testemunhou que, como oficial da lei, era seu dever relatar quaisquer atividades ilegais e que não viu nenhuma durante seu período de trabalho no rancho Neverland.
Sob questionamento do Promotor Adjunto Gordon Auchincloss, Barron disse que os funcionários ficavam tensos quando Jackson estava em Neverland.
"Ele é como um perfeccionista. Tudo tem que estar certo", disse Barron sobre Jackson. "Havia muito trabalho a ser feito. Todos andavam pisando em ovos um pouco mais para garantir que tudo estivesse certo."
Auchincloss também pediu a Barron que identificasse fotos de três meninos da comunidade de Los Olivos, que eram visitantes frequentes do rancho, e que descrevesse seu comportamento.
"Destrutivos", disse Barron. "Sempre que eles estavam lá, tínhamos carrinhos de golfe quebrados. Eles jogaram ovos no carro do meu chefe de segurança, e eu digo muitos ovos."
A promotoria informou ao tribunal na terça-feira, na oitava semana do julgamento desde as declarações iniciais, que planeja encerrar seu caso na próxima semana.
Fonte: AP/eMJey
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