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Michael Jackson Não Tinha Medo de Se Pronunciar. E Quanto a Outras Celebridades?

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Bonnie Lamrock 9 de dezembro de 2014 mjjj1130.jpg Messenger King: Michael Jackson e a política do #BlackLivesMatter Por DB Anderson "Onde estão todas as celebridades?" Essa é uma pergunta que muitos apoiadores dos protestos do #BlackLivesMatter estão fazendo. Neste momento de grande instabilidade, alguns sentem falta de liderança por parte de pessoas que têm plataformas de mídia em escala mundial. Muitos atores e músicos negros fizeram declarações públicas para expressar sua tristeza e frustração diante das decisões do grande júri sobre Michael Brown e Eric Garner. John Legend contratou food trucks para alimentar os manifestantes em Nova York. O astro do hip-hop J. Cole se juntou ao protesto. O rapper da Filadélfia Chill Moody escreveu uma música, "We're Worth More". Mas existe a sensação de que os superfamosos realmente não deram um passo à frente. A declaração de Pharrell foi considerada insuficiente por alguns. Onde está Oprah? Onde está Tyler Perry? Onde está Beyonce? Essas são as perguntas que vi no meu feed do Twitter nas últimas semanas. Acho que algo além de apatia está acontecendo aqui: medo e apreensão. Artistas temem que assumir uma posição política possa colocar em risco suas reputações e carreiras. Qualquer declaração política vai provocar uma reação — e um preço será pago. Carreiras dependem do apoio e da boa vontade de corporações: das gravadoras aos patrocinadores, passando pelas estações de rádio. Questlove colocou assim em seu Instagram: "Eu exorto e desafio músicos e artistas, todos, a se colocarem como uma voz dos tempos em que vivemos. Eu sei que muitos viram o que aconteceu com o Dixie Chicks' #NatalieMaines @mainesmusic (ela corajosamente expressou sua opinião/descontentamento com a administração Bush ao declarar guerra & foi injustamente alvo.... enquanto, olhando de volta, ESTAVA CERTA) e, de repente, houve um ataque de silêncio no rádio por parte de artistas de todo o espectro..." Os Dixie Chicks perderam o patrocinador corporativo após aquele incidente de 2003 e viram suas músicas serem retiradas do ar e as vendas despencarem. Agora imagine qual destino poderia recair sobre artistas que transformaram declarações políticas em um ponto central do próprio trabalho. Michael Jackson nunca teve medo de se colocar em evidência pela verdade, do jeito que ele a via. Sempre foi possível contar com Jackson como líder global da banda, para dar voz a tudo o que nós estávamos sentindo. Seu catálogo adulto é um tesouro de ativismo social. Fome. AIDS. Guerra. Violência de gangues. Relações raciais. O meio ambiente. Foi Jackson quem fez shows para Sarajevo, devastada pela guerra. Foi Jackson quem organizou um grupo para uma canção beneficente e um concerto após 9/11. Foi Jackson quem usou cada centavo de sua fama mundial para fazer diferença. Ele esteve lá. O que aconteceu com Jackson por causa de sua postura política foi muito pior do que perder vendas. Pois, ao falar a verdade para o poder, Jackson se tornou um alvo — e levou uma surra. Os ataques mais cruéis contra ele vieram de um promotor público branco na Califórnia, que o perseguiu sem parar por 12 anos e o acusou de crimes hediondos, totalmente desmentidos durante o julgamento. Ninguém parece ligar os pontos: um homem negro, muito falante, muito influente e muito rico foi derrubado por um promotor branco em acusações forjadas. De fato, para Jackson o silêncio foi ensurdecedor. Ele perdeu patrocinadores e enfrentou problemas financeiros exatamente do tipo que Questlove menciona. O ceticismo sobre sua vitiligo (mais tarde confirmado por autópsia) e as acusações de clareamento de pele já haviam custado a ele alguns apoiadores. Seus colegas artistas o abandonaram; suas protestas contra as manobras de sua gravadora foram amplamente ridicularizadas pela imprensa. "A maioria de nós tinha virado as costas para ele", disse Madonna após sua morte. Em 1996, Jackson contratou Spike Lee para criar o curta-metragem para sua música, "They Don't Care About Us". Você talvez nunca tenha visto isso, porém, porque foi proibido na televisão americana. E as estações de rádio nos EUA relutavam em tocar a faixa porque Jackson foi acusado de usar uma linguagem "racista" nela. A música era, em grande parte, uma resposta à falha em condenar policiais após o espancamento de Rodney King, filmado em 1992, mas também a sua própria experiência terrivelmente degradante com brutalidade policial em 1993. Relê-la hoje as críticas à música é sacudir a cabeça de incredulidade diante da desonestidade. Fica claro que, para algumas pessoas no poder na época, essa era uma música perigosa — e as objeções eram apenas uma tentativa de desviar o foco. O que precisamos, disse Questlove outro dia, são "músicas com espírito. Músicas com soluções. Músicas com perguntas. Músicas de protesto não precisam ser chatas ou impossíveis de dançar... elas só precisam dizer a verdade." No Twitter, #TheyDontCareAboutUs é uma hashtag. Em Ferguson, eles detonaram a música de Michael Jackson pelas janelas dos carros. Em Nova York e em Berkeley no fim de semana passado, ela foi cantada e apresentada por manifestantes. E em Baltimore houve um momento mágico em que o coral da Morgan State University respondeu aos protestos com uma versão de "Heal The World", de Jackson. Leia mais: http://www.baltimoresun.com/news/opinion/oped/bs-ed-messenger-king-20141209-story.html Fonte: Baltimore Sun / DB Anderson / MJ-UPBEAT.COM http://www.baltimoresun.com/news/opinion/oped/bs-ed-messenger-king-20141209-story.html

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