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Sessão 77 do julgamento da AEG: depoimento de Cherilyn Lee

Jacksons vs AEG - Dia 77 - 29 de agosto de 2013 - Resumo

Nenhum membro da família Jackson está no tribunal hoje.

Depoimento de Cherilyn Lee

Direto da AEG

Lee pediu desculpas por estar tão emotiva ontem. (ABC7)

Lee levou o Physicians Desk Reference até a casa do MJ para mostrar a ele os efeitos colaterais do Propofol. Eles incluem perda de memória. Ela tentou convencer MJ dizendo: “E se ele esquecesse as letras?” MJ continuava dizendo que era tudo o que ajudava ele a dormir e que disseram a ele que era seguro. MJ queria ser apagado rapidamente, e outros medicamentos que Lee tinha tomado levavam tempo para fazer efeito. (ABC7)

No dia 18 de abril, a enfermeira Lee ficou com MJ. Ele tomou a medicação herbal para dormir por volta de 12h30. Ele dormiu até cerca de 4 ou 4h30. MJ se levantou na cama quando acordou. Ele ficou apenas encarando Lee e depois foi ao banheiro. Quando voltou, ele disse que precisava de Diprivan. (ABC7)

Lee testemunhou depois que Jackson acordou após apenas quatro horas de sono, depois de um de seus tratamentos em 19 de abril de 2009; ela disse que ele ficou “muito agitado”. “Ele se levantou na cama e me olhou às 4h30 da manhã, isso meio que me assustou”, Lee disse. “Realmente me chocou quando ele me encarou com aqueles olhos castanhos grandes.” “Eu disse a você que não consigo dormir a noite inteira”, Lee disse que Jackson falou para ela. (CNN)

Ele estava agitado por causa dos ensaios e disse que precisava dormir. Ele novamente assegurou a Lee que tinha sido informado de que seria seguro se ele fosse monitorado. MJ a abraçou e a escoltou até a Segurança, que a levaria para casa naquele horário tão cedo. Ela nunca mais o tratou. (ABC7)

Lee testemunhou que tentou convencê-lo a ficar longe do anestésico poderoso, também conhecido como Diprivan, e que o dia em que ela recusou foi o último dia em que ela trabalhou para o falecido Rei do Pop. “Eu disse, ‘Eu entendo o que você quer... Você quer ser apagado para conseguir dormir, mas e se você não acordar,’” Lee testemunhou que disse a Jackson. “Como ele respondeu a isso?”, perguntou a advogada da AEG, Kathryn Cahan, à testemunha. “Ele continuou me dizendo... ‘Você não entende... eu vou ficar seguro desde que eu esteja sendo monitorado,’” ela disse.

Lee testemunhou que Jackson pediu que ela ficasse para observar ele dormindo dentro do quarto dele na mansão Carolwood. Ela testemunhou que ele a assustou quando, de repente, se levantou em cima da cama às 4h30 da manhã. “(Ele) me encarou com aqueles olhinhos grandes e redondos... ele disse, ‘Eu disse a você que não consigo dormir a noite inteira. Tudo o que eu preciso é de algo para dormir, eu só preciso de Diprivan para dormir,’” ela testemunhou que Jackson implorou. “Quando eu disse que é usado apenas por anestesiologistas (ele disse), ‘Por que você não traz um? Você pode trazer um anestesiologista e você pode vir também... para que eu possa ser monitorado.’ Ele queria que eu soubesse que ele ia ficar seguro”, ela continuou.

Lee testemunhou que não deu propofol ao Jackson (CBSLA). Ela testemunhou que ele estava desesperado. Ele disse: “Isso não vai ser um bom dia de ensaio.” Esse foi a última vez que Jackson convidou Lee para a casa dele para um tratamento para insônia. (KABC)

No Dia dos Pais de 2009 (21 de junho), ela recebeu uma ligação do segurança do MJ. Ela ouviu MJ ao fundo dizendo que um lado do corpo dele estava frio. Ele disse que o outro lado do corpo estava quente. Lee pediu ao Segurança que o levasse ao hospital. Ele morreu 4 dias depois. (ABC7)

Contra-interrogatório de Jackson

No contra-interrogatório, Lee disse que conheceu MJ pela primeira vez em 28 de janeiro de 2009, quando foi à casa para ver as crianças que estavam com resfriado. Ela contou ao júri o quanto ficou impressionada com o relacionamento próximo que ela tinha com as crianças. Ela disse que dava para sentir o amor dentro da casa. MJ decidiu que gostaria que ela o tratasse. Ela disse que MJ realmente queria ficar saudável. Ele seguiu o plano holístico dela e se sentiu melhor.

Ela disse que, desde o momento em que começou a tratá-lo em 28 de janeiro até a última visita à casa, no início de 19 de abril, ela nunca viu nenhum equipamento médico. Ela nunca viu evidências de outro médico tratando MJ. Ela nunca viu o Dr. Murray. (ABC7)

MJ foi a Londres para uma coletiva de imprensa sobre a turnê e, quando voltou, ele mudou. Ele não estava tão brincalhão. Ela fez uma anotação nos registros médicos de que 24 de março foi um dia muito estressante para o MJ. Ela chegou à casa e havia muitos carros. MJ disse que estava estressado por causa dos ensaios e que precisava dormir a noite inteira. Ele queria Diprivan (propofol). Ele disse que já tinha tomado antes. Ele não contou a Lee quem tinha dado isso a ele. Ele pediu que ela encontrasse alguém que pudesse dar a ele em casa. Ela disse que não. Ela disse a MJ que qualquer médico que fizesse isso só faria por dinheiro.

No dia 19 de abril, ele disse que não seria um bom dia—ensaios longos. E ele não tinha tido uma boa noite de sono. Lee juntou as coisas, MJ a abraçou e ela foi embora. Ela nunca mais o viu. (ABC7)

Supostamente, Jackson pediu a Lee, que vinha tratando ele com vitaminas desde o início de fevereiro, para encontrar um anestesiologista que pudesse colocá-lo para dormir com o anestésico cirúrgico propofol. Lee recusou, avisando que era inseguro. Ela testemunhou que disse a Jackson que qualquer médico que desse propofol a ele em casa não se importava com ele e só estava fazendo por dinheiro. Essa sessão de 19 de abril de 2009 foi a última vez que Lee esteve com Jackson. (CNN)

Depois que MJ morreu, ela ouviu tantas coisas terríveis sobre o uso de drogas do MJ, então ela se apresentou. (ABC7)

Ela viu uma foto do MJ dias antes de ele morrer, em que ele parecia muito magro. Ela perguntou se tinham certeza de que era ele. A Dra. Lee disse que, se estivesse tratando ele, ficaria além de preocupada. (ABC7) Quando mostraram a ela uma foto de Jackson seis dias antes da morte dele—dois meses depois de ela ter tratado ele pela última vez—ela pareceu chocada com a deterioração dele.

“Oh, meu Deus”, Lee disse. “Isso é horrível!” (CNN)

A Dra. Lee usa um botão que diz que ela é tão grata que atrai milagres. Esse é o lema dela. MJ anotou isso como “grato”. (ABC7)

Lee teve palavras elogiosas para Jackson: “Eu realmente não conheci ninguém tão carinhoso e tão generoso”, ela disse. “Depois da passagem dele, uma jovem se aproximou de mim em um evento e ficou só chorando”, Lee disse. “Ela disse, ‘Eu não estaria aqui hoje se Michael não tivesse ido ao hospital e pago pelas minhas cirurgias no cérebro e ele não quisesse que ninguém soubesse. (CNN)

Lee atacou a alegação dos advogados da AEG de que Jackson estava “procurando médicos” para conseguir drogas. “Ele só estava tentando encontrar o melhor médico para ajudar com a insônia dele”, Lee disse. “Isso parte meu coração pelas pessoas rotularem alguém como ‘doctor shopping’ quando a pessoa só está tentando encontrar o melhor médico para receber o melhor cuidado.” (CNN)

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Lee terminou o depoimento pouco depois do meio-dia. O depoimento continuará na próxima terça-feira, 3 de setembro, às 9h45.