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Dia 66 da audiência do tribunal da AEG: depoimento de Kathy Jorrie

Jacksons vs AEG - Dia 66 - 9 de agosto de 2013 - Resumo

Katherine Jackson não está presente no tribunal.

Fonte: ABC7, a menos que indicado de outra forma

Depoimento de Kathy Jorrie

Redirecionamento da AEG

Kathy Jorrie está de volta ao banco. Jessica Stebbins Bina retomou o exame de redirecionamento. Bina mostrou a Jorrie o contrato de MJ. Parágrafo 13: Artistco hereby represents/warrants that Artist does not possess any known health condition, injuries, or ailments that would reasonably be expected to interfere with Artist's first-class performance.

Bina: Quem assinou isso?

Jorrie: Michael Jackson.

Bina: Então MJ representou que ele não tinha nenhuma condição de saúde que interferisse na performance dele?

Jorrie: Eu nunca tive nenhuma informação de que MJ não estivesse em boa saúde.

Bina: Problemas com drogas?

J: Nenhum, absolutamente nenhum

Bina: Insônia ou problemas de sono?

Jorrie: Nem um pouco.

Bina perguntou se Jorrie acreditava que Tohme era um oficial da empresa de MJ. Ela disse que sim. Bina: O Sr. Panish mostrou algum documento de que ele não era um oficial? Jorrie: Ele não mostrou. Sobre o e-mail Dennis Hawk, advogado de MJ, enviou para Jorrie em 14 de janeiro de 2009, ela disse que eles queriam substituir o nome da empresa de MJ. Bina: Antes de 28 de junho, você tinha sido informada de que Tohme era um oficial da empresa de MJ? Jorrie: Sim. Normalmente é o tipo de representação que ela recebe. Bina perguntou se Jorrie foi informada em 28 de junho de 2009 que o Dr. Tohme era um oficial da empresa de MJ quando ele recebeu o documento de consentimento. Jorrie: Essa é minha melhor lembrança. Eu fui informada de que ele era um oficial da empresa de Michael Jackson. Jorrie disse que o próprio Tohme se representou para ela como um oficial da empresa MJJ.

Jorrie disse que a reunião de 28 de junho de 2009 foi convocada por John Branca, coexecutor do espólio de MJ. O coexecutor John McClain estava no telefone. Ela disse que Frank DiLeo e vários representantes da AEG também estavam presentes na reunião, e Tohme estava lá falando sobre coisas relacionadas a MJ. “O Dr. Tohme estava lá discutindo os negócios de MJ na frente de todo mundo”, testemunhou Jorrie. “Ninguém contestou o Dr. Tohme ou a presença dele.” Jorrie disse que o Dr. Tohme assinou este documento. Ela disse que viu também a assinatura de Frank DiLeo aprovando as despesas. Jorrie: Eu sei que o Espólio reembolsou alguns custos. Bina perguntou se Weitzman disse a ela que Tohme tinha sido demitido, mas ainda assim o Espólio concordou em reembolsar a AEG pelos custos de produção. Jorrie: Correto

Bina perguntou se Woolley encaminhou para Jorrie um e-mail dizendo que o Dr. Murray estava totalmente envolvido no tratamento do Sr. Jackson em maio. Ela disse que não.

Bina: Foi surpresa para você que o Dr. Murray estivesse totalmente envolvido e tratando MJ em maio de 2009?

Jorrie: Não.

Bina: Por quê não?

Jorrie: Porque eu entendi com base no Murray que ele era o médico particular de MJ há 3 anos.

B: Murray te disse isso?

J: Disse

Bina perguntou se Jorrie disse ao Dr. Murray para parar de tratar MJ até que eles tivessem um acordo. Ela disse que não. Jorrie: O motivo é que o Dr. Murray era o médico do Sr. Jackson, e não seria meu lugar dizer a ele para não prestar serviços. Jorrie disse que MJ era paciente dele há muitos anos.

Bina: O Dr. Murray precisava de um acordo com a AEG Live para tratar pacientes?

Jorrie: Não, ele não precisava de um acordo com a AEG Live para prestar serviços aos pacientes dele, incluindo Michael Jackson.

Jorrie leu o gráfico 9 do contrato, “Artist Consent”. Ele diz que, sem o consentimento expresso por escrito de MJ, o contrato não era válido. Jorrie: Este é um acordo de contrato independente. O Dr. Murray era o médico de MJ, contratado para e às custas do artista.

Bina: Você não colocou nenhuma cláusula para que o Dr. Murray fosse supervisionado pela AEG Live?

Jorrie: Claro que não.

Bina: Existem palavras no acordo que digam que Murray só pode usar equipamentos médicos aprovados e comprados pela AEG?

Jorrie: Não há esse tipo de redação. Jorrie disse que também não havia nenhuma palavra sobre o Dr. Murray ter que usar apenas equipamentos fornecidos pela AEG para tratar Michael Jackson.

Bina: O Dr. Murray alguma vez pediu a você algum equipamento?

Jorrie: Não

Bina perguntou sobre a data final do contrato. A data original era setembro de 2009, mas o Dr. Murray pediu para que fosse alterada para março de 2010, disse Jorrie. Bina perguntou a Jorrie por que ela não verificou com MJ ou com os representantes dele sobre a mudança da data final do contrato. Jorrie explicou que eles estavam negociando um contrato até um ponto em que o Dr. Murray ficasse satisfeito com o acordo. Ela disse que então seria apresentado a MJ e aos representantes dele para aprovação.

Bina: Você alguma vez enviou o acordo assinado para MJ?

Jorrie: Não, eu não enviei.

B: Por quê não?

J: Michael Jackson faleceu.

Jorrie usou como modelo um acordo de contrato independente usado na exposição King Tut. Era entre um indivíduo e uma afiliada da AEG. Não há menção a consentimento do artista nesse contrato; não era um serviço para um artista. Jorrie disse que removeu as cláusulas de conflito porque elas tratavam de conflito de interesses para o indivíduo que trabalha para um concorrente. Ela disse que essa cláusula não se aplicava a Murray. Jorrie também removeu a cláusula “Intellectual Property”, já que também não se aplicava.

Bina perguntou se o entendimento de Jorrie era de que o Dr. Murray ganharia um milhão de dólares por mês. Ela disse que entendia que a prática médica dele rendia um milhão de dólares, do qual ele teria que pagar as despesas, enfermeiros e equipamentos médicos.

Jorrie disse que, a partir da conversa que ela teve com o Dr. Murray, ela não entendeu que ele iria fechar as práticas médicas para ir em turnê. “Ele me disse que estava deixando as práticas para ir em turnê com MJ”, explicou Jorrie. Dr. Murray nunca disse a ela que estava fechando as práticas.

Jorrie descobriu que havia dois locais de negócios associados ao Dr. Murray e às licenças médicas dele. Jorrie: Eu descobri que o Dr. Murray era licenciado para exercer medicina em 4 estados, sem nenhuma ação disciplinar contra ele em nenhum estado. As clínicas que ela encontrou ficavam em Nevada e Texas, disse Jorrie. “Os 2 locais de negócios que eu assumi que eram clínicas.” Jorrie: Era só uma checagem pontual. Eu verifiquei as licenças médicas dele; não havia ações disciplinares. A empresa era legítima; tudo batia. “Eu não tinha motivo para duvidar de que as informações fornecidas a mim estavam incorretas”, disse Jorrie. “Não havia sinais de alerta.” Jorrie: Eu não achava que era meu papel checar o médico de Michael Jackson, que ele tinha há muitos anos.

Redirecionamento de Jackson

Em novo redirecionamento, Panish fez novo redirecionamento de Jorrie.

Jorrie disse que a GCA Holdings era uma empresa legítima, e que a licença não tinha sido suspensa. Panish: Você cobrou da AEG pelo trabalho de pesquisa que fez? Jorrie: Eram 10 minutos de pesquisa, e fazia parte da preparação do contrato do Murray. Jorrie explicou que ela não teria colocado na fatura uma checagem pontual das licenças/empresa do Dr. Murray. Panish: O seu registro de tempo tem algo sobre a checagem que você fez no Murray? Jorrie disse que precisa olhar os documentos para refrescar a memória.

Jorrie disse que um sinal de alerta é quando surgem coisas que a fazem avaliar mais. Panish: Não houve sinais de alerta levantados na busca de 10 minutos que você fez sobre o Dr. Murray, correto? Jorrie: Isso mesmo. Jorrie disse que estava verificando para garantir que as informações que o Dr. Murray forneceu a ela estavam corretas.

Panish: Você já fez uma busca no Google sobre a empresa de Michael Jackson? Jorrie: Não. Jorrie disse que foi ao site do Secretário de Estado de Delaware para checar a empresa de Michael Jackson. Panish: A empresa do MJ era uma LLC de membro único, não era? Jorrie: Eu não me lembro quando olhei para isso. Jorrie disse que acredita que tem uma cópia do Secretário de Estado de Delaware de quando verificou a empresa do MJ. Panish: Você cobrou do seu cliente por esse trabalho? Jorrie: Eu não me lembro. Eu preciso olhar o tempo e ver se eu cobrei ou não. Jorrie disse que nunca recebeu nenhum documento de Shawn Trell dizendo que qualquer outra pessoa era oficial da empresa de Michael Jackson. Panish: Você já entrou em contato com o Secretário de Estado de Delaware para ver se o Dr. Tohme era um oficial da LLC do MJ? Jorrie: Não. Jorrie não contratou John Branca, que seria coexecutor, para checar se o Dr. Tohme era um oficial da LLC do MJ.

Jorrie disse que o Sr. Tohme não assinou o documento de consentimento na presença dela. Ela entregou a ele o documento para revisão.

Panish: Você sabia que o Dr. Tohme deveria receber US$ 200.000 para assinar este documento?

Jorrie: Eu não sabia, senhor.

Panish: Você sabia que o orçamento previa pagar ao Dr. Murray US$ 450.000?

Jorrie: Eu não sabia, senhor.

Jorrie disse que o orçamento precisava ser aprovado antes de qualquer pagamento. Ela testemunhou que nunca perguntou a Branca se Tohme era oficial da empresa do MJ.

Jorrie disse que viu que o Dr. Murray era licenciado para algo relacionado a cardiovascular. Ele também era licenciado em medicina interna. Panish perguntou se existe algo como uma licença cardiovascular. “Eu te disse o que eu me lembro de ter visto”, explicou Jorrie. Panish: Você viu que a licença de medicina interna dele tinha expirado em 2008? Jorrie: Não, eu não me lembro de ter visto isso. Panish: O seu depoimento é que o Dr. Murray era licenciado em medicina interna e cardiovascular? Jorrie: É meu depoimento sob juramento de que foi isso que eu vi há 4 anos, sim.

Jorrie disse que disse ao Dr. Murray que ele seria pago assim que o contrato estivesse totalmente executado. Jorrie enviou todos os rascunhos do contrato para Trell e AEG, mas nunca os enviou para Michael Jackson ou para os representantes dele. Esta foi a primeira vez que Jorrie negociou um contrato para o médico de um artista. Ela nunca pesquisou sobre um contrato de terceiro para artista/médico.

Jorrie disse que não foi atrás de checar o relatório de crédito do Dr. Murray, dívidas ou alegações pendentes de pensão alimentícia de filhos. Panish perguntou se Jorrie foi incluída em algum e-mail da cadeia “Trouble at the Front”. Ela disse que não. Jorrie disse que a única checagem médica que ela sabe que Michael Jackson passou foi para a empresa de seguros.

Jorrie disse que Howard Weitzman talvez tenha contado a ela sobre a disputa na rescisão do Dr. Tohme.

Redirecionamento da AEG

No novo redirecionamento, Bina perguntou: Por que você não perguntou a John Branca se o Dr. Tohme era um oficial da empresa? Jorrie disse que Branca seria um coexecutor, e ela acreditava que ele não saberia a resposta. Ele tinha sido advogado do MJ por uma semana. Jorrie achou que o Dr. Tohme seria a pessoa mais apropriada para perguntar se ele era ou não um oficial da empresa do MJ.

Bina: Você achou que havia um conflito de interesses no contrato? “Eu acredito que não havia conflito de interesses contratual”, disse Jorrie. Jorrie explicou que os interesses de MJ e do Dr. Murray estavam alinhados: tratá-lo e mantê-lo saudável enquanto ele se apresentava no arena O2.

Redirecionamento de Jackson

No novo redirecionamento de Jackson, Panish perguntou se Jorrie tem experiência em conflito de interesses médico. Ela disse que não é especialista em conflito de interesses médico.

Jorrie disse que leu que Branca representou MJ cerca de 10 anos antes.

Panish: A AEG não precisava ter um contrato com o Dr. Murray, certo?

Jorrie: Era uma acomodação, senhor.

Panish perguntou se havia algo que impedia a AEG de preparar o contrato com o Dr. Murray e entregá-lo ao MJ. Ela disse que não.

Redirecionamento da AEG

No novo redirecionamento de novo, Bina perguntou se MJ pediu especificamente que a AEG redigisse o contrato para o Dr. Murray e adiantasse os fundos necessários.

Jorrie: Sim

Redirecionamento de Jackson

no novo redirecionamento de novo, Panish rebateu: E a AEG poderia ter recusado, certo?

Jorrie: Sim