Dia 62 do julgamento da AEG: depoimento de Michael LaPerruque
Jacksons vs AEG - Dia 62 - 5 de agosto de 2013 - Resumo
Katherine e Trent Jackson estão no tribunal.
Depoimento de Michael LaPerruque
Cruzamento da acusação (Jackson Cross)
A advogada Deborah Chang fez a contrainterrogatório.
LaPerruque disse que os anos de 2001 a 2004 foram muito difíceis para Michael Jackson. Também foram anos muito movimentados. O MJ estava gravando o single "You Rock My World" e filmando um curta-metragem na Universal Studios quando LaPerruque começou a trabalhar para o artista. Chang mostrou um trecho de "You Rock My World" com Marlon Brando e Chris Tucker, com MJ. O single passou a fazer parte do álbum "Invincible". LaPerruque estava presente quando a música foi gravada. Em 2002, LaPerruque disse que Blanket nasceu. MJ ficou muito animado por ser pai novamente. LaPerruque foi a Nova York com MJ para estar no Apolo Theater com o presidente Bill Clinton, incentivando as pessoas a se registrarem para votar. Chang mostrou um trecho do presidente Clinton apresentando MJ para a plateia. Ela também mostrou o American Bandstand de 2003, comemorando o 50º aniversário, em Pasadena, e a participação especial de MJ em "Man In Black II" em 2002. (ABC7)
Chang começou seu contrainterrogatório mostrando vários trechos do trabalho de Jackson no período de 2001 a 2002. Esses foram os primeiros anos em que La Perruque trabalhou para Jackson. Chang mostrou um trecho do videoclipe de "You Rock My World". La Perruque estava presente durante as filmagens de parte de alguns vídeos, que contavam com Jackson, Chris Tucker e Marlon Brando. Chang então mostrou um trecho de Jackson se apresentando em um evento do Partido Democrata em 2002. Ele cantou "Dangerous". Jackson foi apresentado por Bill Clinton. O advogado de defesa da AEG Live, Marvin Putnam, se opôs ao trecho — especificamente ao discurso de Clinton. Chang havia interrompido o trecho bem quando a apresentação de Jackson começava. O juiz permitiu que o trecho fosse exibido e não anulou a introdução de Clinton. Chang então exibiu outro trecho de apresentação do especial do 50º aniversário do American Bandstand. Dick Clark apresentou Jackson. Ela encerrou os trechos mostrando a participação especial de Jackson em "Men In Black: II" para demonstrar que o artista estava ocupado em 2002. (AP)
Chang: O MJ tinha um bom senso de humor, inclusive sobre si mesmo?LaPerruque: Sim (ABC7)
Chang perguntou sobre o MJ desmaiar na Flórida e sobre seus filhos ligando para o 911. LaPerruque disse que não sabe o que fez ele perder a consciência. LaPerruque disse que paramédicos estão mais preparados do que ele, por ter sido um ex-sargento adjunto do xerife, para avaliar um paciente. LaPerruque nunca viu o relatório dos paramédicos. Eles não levaram o MJ ao hospital. Chang perguntou se o relatório mencionava baixo nível de açúcar no sangue. O advogado do réu se opôs com base em boato (hearsay), e o juiz manteve a objeção. LaPerruque disse que estava quente e úmido naquele dia em Orlando, e que ele não sabe quando foi a última vez que o MJ comeu ou bebeu algo. (ABC7)
Chang então perguntou sobre o incidente na Flórida em que os filhos de Jackson encontraram o pai desacordado no corredor de uma suíte de hotel. Chang perguntou a La Perruque sobre sua experiência com paramédicos fazendo avaliações médicas de pessoas, com base na experiência dele como deputado. LaPerruque disse que não sabia o que causou a condição de Jackson e que os paramédicos não o transportaram nem indicaram que fosse uma overdose. Ele disse que nunca viu o relatório dos paramédicos e que não estava no quarto onde eles avaliaram Jackson. Chang perguntou a La Perruque se os paramédicos mencionaram que Jackson tinha pressão baixa, mas a AEG se opôs e a objeção foi mantida. LaPerruque reiterou que ele nunca viu frascos de prescrição nem álcool na suíte de Jackson naquele dia. (AP)
O chefe da segurança nunca viu drogas no quarto do MJ. "Eu nunca vi os médicos tratando o Sr. Jackson de fato", disse LaPerruque. Ele disse que apenas levou o MJ ao consultório do médico e esperaria do lado de fora. (ABC7)
Chang perguntou sobre os médicos que LaPerruque conhecia e que viajavam para tratar Jackson. Ele disse ao júri que nunca presenciou os tratamentos feitos em Jackson. LaPerruque foi perguntado se algum dos médicos parecia impressionado com Jackson. Ele disse que sim e citou o Dr. Alimorad Farschcian. Farschcian é um médico de Miami que colocou um implante em Jackson para bloquear os efeitos do Demerol e de outros opiáceos. (AP)
Chang: Você já levantou preocupações com o Dr. Farshchian de que achava que ele prescrevia medicação demais?LaPerruque: Sim"Parece ter existido uma relação social entre o Dr. Farshchian e Michael Jackson", disse LaPerruque. (ABC7)
Chang: De 2001 a 2004, você passou por muita dor, estresse e ansiedade?Objeção, vaga. Mantida. (ABC7)
LaPerruque nunca teve conhecimento do tipo de tratamento necessário para tratar o vitiligo do MJ e o couro cabeludo queimado. (ABC7)
Em 2007-2008, LaPerruque voltou a trabalhar com MJ. Ele nunca tinha ouvido falar do Dr. Murray. (ABC7) Chang perguntou se LaPerruque alguma vez ouviu falar de Conrad Murray quando voltou ao trabalho com Jackson em 2007 e no começo de 2008. Ele disse que não. (AP)
Chang: Seria justo dizer que, durante os anos em que você trabalhou para o MJ, você nunca o viu ter uma overdose?LaPerruque: Sim (ABC7)
LaPerruque levantou suas preocupações com o Dr. Farshchian, com o Dr. Slavitch em São Francisco, e com Grace Rwamba. Em um momento, LaPerruque e Rwamba tiveram um sistema para tentar impedir que médicos prescrevessem remédios demais para o MJ. (ABC7) La Perruque disse que levantou preocupações com Farschcian de que o médico estava prescrevendo medicações demais para Jackson. Ele disse que Farschcian frequentemente acompanhava Jackson em viagens que pareciam mais sociais do que por motivos médicos. (AP)
Chang: Você tentou proteger o Sr. Jackson, certo?LaPerruque: SimChang: Você já o viu com um caso terrível de calafrios?LaPerruque: NãoChang: Você já o viu com uma perda de peso alarmante?LaPerruque: NãoChang: Você já ouviu pessoas reclamarem que dava para ver o coração dele batendo através do peito?LaPerruque: NãoChang: Você já viu o MJ perdido, paranoico?LaPerruque: NãoChang: Você já ouviu o MJ dizendo que Deus estava falando com ele?LaPerruque: Não
Chang perguntou se, caso LaPerruque tivesse visto esses sintomas, o que ele teria feito. "Eu ficaria muito preocupado e, se eu achasse que era algo que ameaçava a vida, eu o teria levado ao hospital", disse LaPerruque. (ABC7)
O advogado perguntou se LaPerruque tentou proteger Jackson. "Sim", ele respondeu. "Eu fiz o meu melhor." La Perruque, em resposta às perguntas de Chang, disse que nunca viu o MJ com "um caso terrível de calafrios" nem com "uma perda de peso alarmante". O segurança também disse que nunca ouviu Jackson dizer que estava falando com Deus nem parecia perdido e irritado — sintomas que ele demonstrou em 2009. LaPerruque disse que, se visse qualquer um desses sintomas e achasse que ameaçava a vida, ele teria levado Jackson ao hospital. (AP)
Randy Jackson estava sozinho quando chegou ao Neverland de helicóptero. Ele tinha um piloto, porém, LaPerruque esclareceu. Chang: Você já ouviu Randy Jackson falar sobre uma intervenção? LaPerruque: Não. Chang: Você já ouviu a palavra intervenção naquele dia? LaPerruque: Não. Chang: Você sabia que havia uma intervenção? LaPerruque: Não. (ABC7)
Chang perguntou sobre o incidente em que Randy Jackson chegou ao Neverland Ranch de helicóptero e foi dispensado. La Perruque disse que nem Michael nem Randy Jackson usaram o termo intervenção para descrever a visita. Randy não trouxe um médico, ele disse. (AP)
Depois de 2004, LaPerruque não via o MJ no dia a dia, exceto em 2005, durante o julgamento criminal. Ele nunca viu o MJ em 2006 e no começo de 2007. O MJ foi absolvido de todas as acusações de abuso sexual infantil e deixou o país após o veredito. Rwamba contatou LaPerruque para voltar a trabalhar para o MJ. Ele disse que não colocaria o emprego em risco na época se achasse que o MJ estava usando drogas. LaPerruque nunca observou nenhum problema em 2007 com o MJ sob influência de remédios prescritos. (ABC7) O segurança disse que, quando voltou a trabalhar para Jackson em 2007-início de 2008, o cantor parecia ter um caminho claro do que queria fazer. La Perruque reiterou que não viu sinais de que Jackson estava lutando com medicamentos prescritos em 2007 ou no começo de 2008. (AP)
Chang: Você tem alguma ideia de quem estava encarregado das finanças do MJ em 2007?LaPerruque: Raymone Bain (ABC7)
O chefe da segurança disse que soube que Bain se tornou gerente do MJ em 2006. Ela era a CEO/presidente da MJJ Productions. Ela assinou o contrato dele. Chang perguntou se LaPerruque percebeu que houve uma transição no cargo de Bain no momento em que ele não estava sendo pago. Ele disse que não sabia. LaPerruque disse que não tinha ciência do valor e/ou da dívida do MJ naquele ponto. Ele recebeu uma ligação de Bain dizendo que o MJ não precisaria mais de segurança. (ABC7)
LaPerruque disse que Janet Jackson o contratou e também contratou outras pessoas para trabalhar no evento de 14 de maio de 2009, que era o aniversário dos pais dela. O evento aconteceu no restaurante Chakra Indian, em Beverly Hills. Essa foi a última vez que LaPerruque viu o MJ, um mês antes da morte dele. Chang mostrou uma foto do MJ em junho de 2009. Chang: Ele não parecia nada com isso, certo? LaPerruque: Certo. Chang: Se ele tivesse parecido assim, você teria ficado alarmado? LaPerruque: Sim (ABC7) Chang também esclareceu quando La Perruque viu Jackson pela última vez. Ele disse que foi na semana anterior, duas semanas antes da morte do cantor. Na verdade, foi em maio, durante uma festa de aniversário que Janet Jackson organizou para os pais dela em um restaurante em Beverly Hills. Chang mostrou a La Perruque a foto de 19 de junho de Michael Jackson, na qual ele parece extremamente magro. Ela perguntou se ele parecia assim em maio. "Eu não consegui ver o La Perruque, mas ele parecia surpreso com a foto." Ele disse que não era assim que Jackson estava em maio de 2009. O segurança acrescentou que, se tivesse visto Jackson como ele aparece na foto, ele teria ficado alarmado. (AP)
Chang: Ele era uma pessoa gentil e carinhosa?LaPerruque: Sim
O fato de o MJ ser um dos artistas mais famosos do mundo não mudou o jeito dele de ser humilde, disse LaPerruque. Chang perguntou se LaPerruque sabia que MJ doou milhares de dólares para a United Way. Ele disse que sim. LaPerruque contou ao júri que houve uma época em que MJ pediu para ele ir à Toys R Us comprar o máximo de presentes que conseguisse. Ele disse que MJ queria entregar os brinquedos para as crianças do Women Shelter, em Hollywood, Flórida. Ele disse que MJ gastou milhares de dólares lá, e MJ decidiu recusar a própria aparição porque não queria que isso virasse um circo da mídia. "A gente foi lá e doou os brinquedos", disse LaPerruque. LaPerruque disse que MJ aprendeu com a mãe a dar dinheiro aos pobres. (ABC7) La Perruque foi perguntado sobre a caridade de Jackson e citou exemplos em que o cantor comprou brinquedos para um abrigo de mulheres na Flórida. Em vez de entregar os brinquedos e causar uma cena, La Perruque disse que Jackson mandou os seguranças entregarem. O cantor também parava o carro e dava dinheiro para pessoas nas ruas, uma prática que ele aprendeu com a mãe, disse La Perruque. (AP)
Chang: Com base nas suas observações e nas coisas que ele te contou, ele amava a mãe dele?LaPerruque: SimC: Ela amava ele?LP: Sim
LaPerruque descreveu a relação do MJ com os filhos como excelente. "Era uma relação muito carinhosa", disse ele. LaPerruque: Eles queriam estar com o pai. Eu acho que MJ era o mais feliz quando estava com os filhos. Ele disse que MJ queria que eles realmente quisessem algo e valorizassem o que tinham. MJ limitava os filhos a um presente e apenas um presente quando eles iam a uma loja de brinquedos, testemunhou LaPerruque. A intenção de MJ era que as crianças realmente quisessem algo e valorizassem o que tinham, explicou LaPerruque. LaPerruque: Não só isso, ele os direcionava para brinquedos do tipo educativo, com os quais eles poderiam aprender. "Ele queria ser o melhor pai de todos", testemunhou LaPerruque. Uma das coisas que LaPerruque mais lembra sobre Michael Jackson é o fato de que MJ era sempre gentil e carinhoso com os filhos. (ABC7)
O segurança descreveu a relação próxima e amorosa que Jackson tinha com a mãe e com os três filhos. La Perruque: "Eu acho que Michael estava no auge da felicidade quando estava com os filhos." Ele acrescentou que Jackson não mimava os filhos. Jackson só permitia que os filhos comprassem um brinquedo cada quando iam fazer compras, disse LaPerruque. Chang: "Ele queria ser lembrado como o maior artista do mundo ou como o maior pai?" A: "Eu diria o maior pai." (AP)
O período de 2001 a 2004 foi quando MJ tentava parar com o vício em drogas, queria manter a família longe do Neverland, disse LaPerruque. Para a festa de aniversário de 60 anos dos pais, o restaurante foi fechado para Janet Jackson e para os convidados da festa. (ABC7)
LaPerruque: No meu período de trabalho com o Sr. Jackson, a gente tinha um quarto para ele descansar, também chamado de green room. LaPerruque garantiu que o quarto estivesse preparado para o MJ quando ele chegasse. Eles se viram primeiro no salão principal, mas conversaram no quarto privado. (ABC7)
Chang: Um membro da família veio ao rancho em uma ocasião, certo?LaPerruque: Sim.Chang: O MJ conseguia sempre se apresentar e cumprir as funções dele?LaPerruque: Sim.Chang: Se alguma vez ele não conseguisse subir ao palco para se apresentar, isso seria uma preocupação para você?LaPerruque: Sim
Redirecionamento da AEG
As perguntas de Chang terminaram, e Putnam fez apenas algumas perguntas. Ele perguntou se as ligações do Jackson durante a madrugada aconteceram no mesmo período dos trechos em que ele se apresentava no evento de arrecadação do Partido Democrata e no evento do American Bandstand. La Perruque disse que sim. As ligações ocorreram ao longo de um período amplo, de 2001 a 2004. (AP)
LaPerruque então é dispensado.
Depoimento de Eric Briggs
Redirecionamento da AEG
O advogado de defesa da AEG Live, Sabrina Strong, interrogou Briggs primeiro hoje, questionando-o sobre áreas em que a opinião dele havia sido atacada. Briggs manteve que qualquer projeção dos ganhos futuros do Jackson seria especulativa, e ele não tentou estimar um valor. Briggs disse que os cálculos pelos quais Panish o guiou na semana passada não eram confiáveis. Ele chamou isso de resultado de um "problema de matemática". Os números que Panish fez Briggs somar eram muito parecidos com o que o especialista do autor, Arthur Erk, gerou para um valor de US$ 1 bilhão ou mais. Briggs: "Essas são turnês que nunca aconteceram. São turnês imaginárias, resultado de um problema de matemática." (AP)
Sabrina Strong fez o interrogatório. Ela perguntou se Briggs registrou o tempo trabalhado neste caso, como é de costume na indústria. "Durante o curso da minha carreira de 15 anos, esse é o procedimento normal que cobramos dos clientes", respondeu Briggs. Strong perguntou se o valor que ele cobrou tinha alguma relação com as opiniões dele. Briggs disse que não. (ABC7)
Briggs: Eu me propus a avaliar as projeções razoáveis com base nos números do Sr. Erk. Ele disse que assistiu ao depoimento do Erk, fez depoimentos, fez pesquisas extensas para chegar às conclusões e à opinião dele. Briggs disse que a primeira vez que viu as projeções do Erk foi durante o depoimento do Erk, em março. Ele foi ouvido em depoimento alguns dias depois. Briggs disse que, após o próprio depoimento, fez pesquisas adicionais. Ele analisou o histórico da turnê do MJ nos EUA e no exterior. Ele também analisou o histórico de qualquer artista que esgotou todos os shows. Briggs disse que a projeção foi feita com base em um artista solo; portanto, ele não analisou o MJ como parte do grupo Jackson 5. Briggs disse que analisou a projeção do Erk e, ao concluir que era especulativa, não era para ele especular ou prever em muitas páginas. (ABC7)
Strong perguntou sobre Brian Panish indagar o histórico de Briggs em auditorias. "Este caso não envolve disputa de auditoria", respondeu Briggs. (ABC7)
Briggs disse que Erk apresentou uma projeção específica de um projeto de entretenimento do qual o MJ potencialmente faria parte. "O que são as economias desse projeto é o que eu faço todos os dias — avaliar riscos e projetar renda", explicou Briggs. Strong mostrou um slide criado por Panish. As barras azuis são o que se sabia publicamente que havia acontecido, disse Briggs. Strong perguntou se as barras verdes são "turnês imaginárias" resultantes de um problema de matemática. "São turnês que nunca aconteceram", disse Briggs. Briggs explicou a matemática de Panish: a média pública do MJ multiplicada pelo número de shows de outros artistas multiplicada pelo preço do ingresso de US$ 108 do Erk. Briggs disse que Panish usou 3 estatísticas diferentes e multiplicou todas. "É só um problema de matemática", disse ele.
Strong: Olhando isso, o Sr. Panish comparou coisas equivalentes?Briggs: Eu não acho. Briggs disse que 55 mil pessoas multiplicadas por 167 shows nos resultados da turnê do AC/DC resultam em mais de 9 milhões de ingressos, dobrando o que já foi associado ao MJ. Briggs disse que a turnê HIStory vendeu 4,5 milhões de ingressos para 82 shows. Bad vendeu aproximadamente 4,5 milhões de ingressos para 123 shows. Briggs: Historicamente, os shows dele venderam 4,5 milhões de ingressos, considerando que ele vendeu mais álbuns naquele ponto e estava mais ativo. Strong: Esse foi o auge da carreira dele? Briggs: Eu acho que sim. Briggs disse que a projeção do Erk é "significativamente maior do que as turnês anteriores do MJ e significativamente maior do que as turnês imaginárias que o Panish calculou". Strong: O MJ poderia ter uma audiência de 13 milhões no show dele? Briggs: Eu não sei como você pode ter certeza razoável de que isso aconteceria. (ABC7)
Ele disse ao júri que não dá para assumir que, só porque um promotor adicionou shows, isso definitivamente vai esgotar. Briggs: "Simplesmente adicionar shows não significa que o público vai continuar aparecendo para lotar o estádio." A média global de público de duas das turnês anteriores do Jackson, "Bad" e "Dangerous", foi de aproximadamente 4,5 milhões de frequentadores de shows, disse Briggs. As projeções do Erk mais do que dobraram esse número, o que Briggs disse não ser sustentado pelo histórico de turnês do Jackson. (AP)
Briggs disse que a comunicação por e-mail de Gongaware indicava que havia uma proposta para uma turnê mundial em 26 de setembro de 2008. Briggs disse que havia várias palavras no e-mail que, para ele, indicavam que era um plano preliminar. "Isso claramente está nas fases iniciais de uma proposta", disse Briggs. Em setembro de 2008, o acordo entre MJ e AEG ainda não tinha sido assinado. Sobre o e-mail dizendo "o faturamento dele se aproximaria de meio bilhão de dólares", Briggs disse que interpreta como vendas totais de ingressos e mercadorias. A projeção do Erk foi de US$ 1,56 bilhão, ele comparou. O e-mail diz "Net to Mikey $132 million", o que Briggs explicou indicando o valor que a AEG esperava ter líquido com o MJ. Briggs disse que o Erk projetou aproximadamente US$ 900 milhões líquidos para o MJ. Briggs: Não havia um plano formal (para turnê mundial). Isso é uma proposta inicial, e a projeção do Sr. Erk era totalmente especulativa. Sobre shows no Japão e na Índia, Gongaware planejava 4 shows na Índia. Briggs disse que o Erk projetou 60 shows na Índia. Gongaware planejava 8 shows no Japão mais 1 particular, totalizando 9 shows, em comparação com a projeção do Sr. Erk de 50 shows no Japão, disse Briggs. (ABC7)
Briggs disse que viu alguns títulos sobre o MJ doando os lucros de uma turnê para caridade. Ele disse que não sabe se isso aconteceu. Briggs disse que se baseou no depoimento de Gongaware de que as turnês do MJ perderam dinheiro ou empataram, já que o valor real normalmente é confidencial.
Strong: Se ele não ganhasse dinheiro nessas turnês, ele doaria dinheiro?Briggs: Se ele não tivesse ganhado nenhum dinheiro, não haveria lucro para ele doar. (ABC7)
Briggs revisou o depoimento do Dr. Shimelman neste caso. O médico foi questionado sobre dar a melhor estimativa da expectativa de vida do MJ em junho de 2009.
Briggs: Ele afirmou claramente que a expectativa de vida de Michael Jackson era de 1 semana em junho de 2009.Strong: Que outros problemas o Dr. Shimelman usou além do uso de Propofol pelo MJ?Briggs: Ele falou especificamente sobre a sinergia dos remédios que o MJ estava tomando e o impacto deles no artista. Briggs disse que o Dr. Earley e o Dr. Levounis também se basearam no conhecimento do histórico do uso de drogas dele/como ele tomava as drogas para formar a opinião deles.Strong: Eles se basearam apenas no uso de Propofol?Briggs: Houve depoimentos sobre a sinergia dos remédios, a interação dos remédios que o MJ usava. (AB7)
"Eu não vejo como um interesse por uma turnê mundial torna isso razoavelmente certo de que vai acontecer", disse Briggs. Ele disse que não havia acordo além de 50 shows na época da morte do MJ. Além disso, é preciso considerar o histórico de uso de drogas do MJ e o cancelamento de shows, e o risco amplo no negócio. Briggs disse que havia uma demanda significativa que superou as expectativas para o show em Londres. "Isso significa que, em Londres, havia muitas pessoas interessadas em ver o MJ fazer o que ele fazia de melhor: se apresentar", explicou. Mas Briggs testemunhou que havia uma diferença entre a demanda para ver o MJ e uma empresa patrocinando o artista. Ele disse que a AEG não conseguiu garantir nenhum endosso mesmo depois da alta demanda por ingressos. Briggs: Isso indica que havia demanda, mas não elimina o risco à saúde, não elimina o risco de cancelamento. (ABC7)
Tom Barrack testemunhou que não sabia sobre o uso de drogas do Sr. Jackson, disse Briggs. Briggs disse que pediram para ele analisar o que temos hoje e os fatores-chave que sabemos agora e que não sabíamos naquela época. "O Erk afirmou especificamente que não levou em consideração o uso de drogas de Michael Jackson para formar a opinião dele", testemunhou Briggs. "Não há uma base razoável para essas projeções com base nos fatos que conhecemos", concluiu Briggs. (ABC7)
(Fora da presença do júri, Putnam disse ao juiz Yvette Palazuelos que Panish ameaçou Briggs durante a pausa. Putnam disse que Panish falou para Briggs, "você tem sorte de estarmos no tribunal". "Eu não posso ter meu testemunho ameaçado, excelência", disse Putnam. Panish disse que os acontecimentos não eram exatamente assim. Ele disse ao juiz que Briggs o atropelou, dizendo, "este testemunho me atropelou". O juiz riu e disse: "Eu ficaria surpreso se alguém conseguisse te atropelar, Sr. Panish." Panish disse que não o tocou nem o atingiu. Juiz: Sr. Panish, não fale com nenhuma testemunha a menos que esteja falando sobre este caso. Panish: Eu não o ameacei; ele não tem medo. Ele saberia se eu tivesse ameaçado. (ABC7))
Recruzamento (Jackson recross)
No recruzamento, Panish perguntou se Briggs foi dispensado para acomodar outra testemunha que teve problemas de agenda. Ele disse que sim. (ABC7) Quando Panish assumiu, perguntou a Briggs se era justo dizer que os honorários dele neste caso eram acima de US$ 700 mil. Briggs disse que era justo dizer isso. Panish então disse que, por US$ 700 mil, a opinião dele era que Jackson não teria ganhado nenhum dinheiro para os filhos. Briggs disse que qualquer projeção era especulativa e que ele não estava ali para especular. (AP)
Panish: É justo dizer que suas contas são de US$ 700 mil agora?Briggs: Dá para dizer isso.Panish: E por 700 mil, sua opinião é que o MJ não teria ganhado nem um centavo trabalhando para dar aos filhos?Briggs: Qualquer projeção de ganhos é especulativa.Panish: Na sua opinião, é especulativo que o MJ ganhasse qualquer dinheiro trabalhando, certo?Briggs: Sim.Panish: Você não determina o que é relevante neste tribunal, certo?"Quanto à minha opinião, eu determino o que é relevante", disse Briggs. (ABC7)
Panish perguntou sobre a interação de Briggs com o advogado do MJ Estate. "Eu te disse que não havia uma renúncia (waiver) por escrito com o Estate", explicou Briggs. O Estate tem advogados diferentes; eles não são representados pelo escritório de Panish, disse Briggs. Ele disse que o entendimento dele é que o parceiro dele ligou para o advogado do Estate, Jeryll Cohen, avisando que ele testemunharia neste caso. Panish: Então essa declaração sob juramento foi falsa, senhor? Briggs: Isso não está correto; era o meu melhor entendimento na época. Panish disse que Briggs testemunhou que pediu ao Estate permissão para ser contratado pela AEG e testemunhar neste caso. "Agora entendo que o conteúdo da ligação não era uma autorização, mas uma ligação de notificação", explicou Briggs. "Houve uma ligação para notificar o Estate para que ele não recebesse autorização do Estate", disse Briggs. Panish: Sua testemunha é que você ligou para a Sra. Cohen antes de assinar a carta de contratação com os advogados da AEG? Briggs: Isso não está correto. "Eu nunca liguei para a Sra. Cohen para obter autorização para testemunhar", disse Briggs. "Ninguém ligou para pedir autorização; eles ligaram para notificar." Briggs disse que o parceiro dele, Roy Salter, ligou para a empresa de Hoffman para notificar Briggs que ele iria testemunhar neste caso. Panish: E você tem certeza disso, como de tudo o que você testemunhou neste caso, certo?Briggs: Sim. Briggs disse que o advogado geral da FTI cuidou do assunto. (ABC7)
Panish: Você está preocupado em dar falso testemunho sob juramento?Briggs: Claro que estou preocupado em dar falso testemunho sob juramento!
"Não houve autorização solicitada; houve uma notificação ao Estate", disse Briggs.Briggs disse que não tem nenhum registro de ter falado com Salter sobre isso.Ele disse que sua melhor lembrança é que isso aconteceu alguns dias antes do escritório fechar o acordo com os conselheiros da AEG. (ABC7)
Panish mostrou a opinião de Briggs. "Esta é a base da minha opinião de que é especulativo que os shows no Reino Unido seriam concluídos", disse Briggs. "Uma das bases é a saúde do MJ", disse Briggs. "Como parte dessa base, a expectativa de vida é fundamental." Panish: Você escreveu algo sobre o depoimento do Coroner? Briggs: Eu não fiz. Panish perguntou se o Coroner testemunhou sobre expectativa de vida. "Eu entendo que o Coroner não foi ouvido em depoimento", disse Briggs. Portanto, ele disse que não poderia anotar nada sobre isso nas notas dele. "Eu não fiz referência ao relatório da autópsia", explicou Briggs. (ABC7)
Panish perguntou quantos projetos MJ fez depois da turnê "Dangerous". Briggs disse que dependia de como o trabalho era classificado. Panish citou vários projetos nos quais MJ trabalhou, como o Luciano Pavarotti Benefit for the Children e o benefício do 911 "United We Stand". Ele também se apresentou em NY com Bill Clinton, participou de filmes "Man in Black 2" e "Miss Castaway", e o álbum Thriller 25 foi relançado. Briggs sabia de alguns dos projetos, não de todos. Ele disse que "Thriller 25" foi extremamente bem-sucedido. (ABC7)
Após a pausa, Panish perguntou a Briggs sobre vários projetos que MJ concluiu depois da turnê HIStory que o consultor não havia considerado. Eles incluíram alguns dos eventos sobre os quais La Perruque testemunhou nesta manhã, incluindo a participação especial em "Men In Black: II". Panish também perguntou sobre o lançamento de uma coletânea de hits número 1, o lançamento de "Thriller 25" em 2008, e 100 músicas que MJ gravou entre '01 e '08. Briggs disse que não podia dizer com certeza o quanto Jackson esteve envolvido em qualquer projeto de coletânea ou relançamento de álbum. (AP)
Panish: Você sabe se ele gravou 100 novas músicas entre 2001 e 2008 para um novo lançamento?Briggs: Eu não sabia disso. "Só para deixar claro, estou dando uma opinião sobre ganhos futuros, não sobre os álbuns dele", disse Briggs. Briggs explicou que, se houvesse um plano, ele estaria em apoio à turnê O2, além de um orçamento detalhado e financiamento. "O financiamento parecia estar em vigor para os concertos do O2, sim", disse Briggs. Também havia um diretor e um investimento de aproximadamente US$ 34 milhões. A capacidade do O2 para o show do MJ é, em média, de 15.000. "O contrato previa a possibilidade de uma turnê mundial", opinou Briggs. "Território é um termo definido no contrato", disse Briggs. "Território é definido como o mundo." Panish: Isso é evidência de que uma turnê mundial foi considerada por MJ e AEG Live? Briggs: Sim, isso é evidência de que uma turnê mundial foi considerada. (ABC7)
Panish mostrou um e-mail que Kathy Jorrie escreveu: Ainda assim, eu recomendo que seja feita uma checagem de antecedentes por meio de um investigador particular e/ou, no mínimo, que alguém da AEG Live se reúna com Michael Jackson para garantir que ele entenda que estamos entrando em um acordo de turnê com ele que exigirá que ele faça uma turnê mundial... (ABC7)
Panish perguntou sobre uma linha em um e-mail de Kathy Jorrie — a advogada que redigiu o acordo de Conrad Murray — que mencionava uma turnê mundial. Briggs confirmou que Jorrie escreveu que Jackson seria obrigado a fazer uma turnê mundial. Ele reiterou a opinião dele, com base na leitura do depoimento de especialistas médicos, de que o uso de drogas de Jackson poderia impedir que a turnê mundial acontecesse. Panish também mostrou a Briggs um e-mail do CEO da AEG Live, Randy Phillips, de março de 2009, que dizia que a empresa tinha um plano de 4 anos para shows do MJ. Briggs disse que só porque havia demanda por shows do Jackson, isso não mudava os fatores de risco de que MJ não conseguiria fazer turnê. (AP)
Panish: Você nos disse que o uso de drogas do MJ torna especulativo que ele pudesse fazer uma turnê mundial e ganhar nem um centavo?Briggs: O uso de drogas dele foi um fator e a base para a minha opinião. (ABC7)
Briggs disse que empresas de endosso têm uma memória longa sobre as pessoas com as quais elas querem se associar. Panish perguntou se empresas de endosso tinham uma memória duradoura sobre Tiger Woods. Briggs disse que atletas são muito diferentes de artistas. Panish: Diga para nós todos os acordos de endosso que você se lembra de ter revisado como parte da sua experiência. Briggs disse que não se lembra de ter revisado contratos específicos de endosso; ele precisa de um momento para pensar. O especialista disse que revisou o acordo de endosso do 50 Cent e da Vitamin Water. Briggs disse que reluta em divulgar valores, mas sabe que 50 Cent recebeu participação societária na empresa. Panish: Foi mais do que US$ 100 milhões, não foi, senhor? Briggs: Não na época. Ele entrou em um acordo que se acreditava ser muito menos do que isso. Briggs disse que o acordo era em torno de US$ 10 milhões, mas ele não se lembra de nenhuma transação em dinheiro. Hoje, diz-se que o acordo tem valor de US$ 100 milhões. Briggs escreveu na nota dele: Paul McCartney — US$ 5 milhões; Lexus — US$ 10 milhões; Rolling Stones — US$ 10 milhões; Citibank — Outros na faixa de US$ 1-2 milhões. Panish perguntou a Briggs de onde veio essa informação. Briggs disse que não se lembra; ele não pode dar detalhes. (ABC7)
Sobre o plano de 4 anos que incluía uma turnê pela Austrália, Briggs disse: "Eu não vejo como a demanda aborda uma expectativa de vida de uma semana." (ABC7)
Panish se dirigiu ao juiz: Excelência, eu peço que o Sr. Putnam pare de fazer comentários.Juiz: Eu já disse que não vou ficar cuidando dos dois como se fossem crianças. Desta vez, o júri não riu. (ABC7)
Panish discutiu com Briggs, extensivamente, o gráfico e como Erk chegou àqueles números. (ABC7)
Redirecionamento da AEG
Strong, em re-re-re-direcionamento: Você alguma vez contestou que uma turnê mundial foi considerada?Briggs: Eu não contestei. Ele disse que levou isso em consideração, mas não aliviou algumas das preocupações que ele tinha. (ABC7)
Briggs disse que o advogado geral da firma dele liberou que não havia conflito de interesses para ele testemunhar neste caso. "O Estate não se opôs à minha participação neste caso", disse Briggs. (ABC7)
Recruzamento (Jackson recross)
Panish, em re-re-re-cross: Você tem certeza de tudo o que você testemunhou que a sua empresa contatou o Estate antes de assinar o acordo?Briggs: Isso mesmo.
Briggs é dispensado e o juiz deu uma pausa na sessão da tarde.
Depoimento em vídeo de Timm Wooley
Os advogados da AEG exibiram um depoimento em vídeo de Timm Wooley, um consultor financeiro que trabalhou em "This Is It". Ele é assessor há 20 anos. (ABC7)
Wooley era contador de turnê e falou com Murray sobre os termos do contrato dele e encaminhou a ele rascunhos de contratos. Woolley foi ouvido em depoimento na Flórida em junho de 2012. Ele disse que nunca leu os rascunhos de contratos de Murray e negou que tivesse negociado com o médico. Segundo Woolley, ele ligou para Murray para acertar detalhes do que ele precisava trabalhar nos shows do "This Is It" e detalhes para um contrato. Woolley disse que recebeu instruções do executivo da AEG Live Paul Gongaware para lidar com Murray. Os dois conversaram no começo de maio. (AP)
Kevin Boyle, advogado dos Jacksons, fez o interrogatório. Boyle perguntou se ele achava estranho que o MJ quisesse um médico na turnê. "Foi uma escolha dele. Não era meu lugar decidir se era usual ou não usual", respondeu Wooley. "Eu acho que eu queria tirar o Sr. Murray do meu pé", disse Wooley, em relação aos e-mails que ele escreveu para Murray. Ele disse que a intenção era "enrolar" ele. (ABC7)
Wooley disse que Prince fez alguns shows no O2; ele atuou como consultor financeiro. Gongaware entrou em contato com Wooley para trabalhar na turnê do "This It It". Wooley recebeu um e-mail no começo de 2009. Ele disse que Gongaware queria que ele fosse o substituto dele para trabalhar com projeções, pagamentos, folha de pagamento, dinheiro miúdo. "(Eu) fui designado para ele em assuntos financeiros, quando delegado a mim", explicou Wooley. Wooley disse que não fez as negociações com o Dr. Murray. Ele disse que negociações é um termo amplo e pode ter feito algum trabalho. Ele disse que reuniu informações em nome do MJ, o médico do qual o artista queria contratar, explicou Wooley.
Wooley disse que Gongaware falou com ele que o MJ queria contratar Conrad Murray, que ele disse ter descoberto depois ser o médico particular principal do MJ. Boyle: Você perguntou por que o MJ queria um médico particular na turnê? Wooley: Não era para mim perguntar. (ABC7)
Wooley se lembra de ter ligado para Murray uma vez no começo de maio para checar se ele precisava de algo que ele conseguiria passar as informações para as pessoas apropriadas. Um e-mail diz: "Necessidade de uma unidade de CPR extracorpórea baseada em um local, uma unidade baseada em casa." Wooley disse que sugeriu o Dr. Murray para conseguir unidades de CPR. Ele disse que estava trabalhando para a turnê e ligou para o médico em nome de Michael Jackson. Boyle: Você recebeu alguma ordem do MJ? Wooley: Não. "Eu listei esse item como um item que ele poderia querer ter", disse Wooley sobre as unidades de CPR, ou desfibrilação. Ele disse que na comunidade dele havia instalação de unidades de CPR em algumas casas e ele pensou em pedir. Boyle perguntou se Wooley morava em uma casa de aposentados. Ele disse que não está aposentado. Boyle: Você tinha algum motivo para acreditar que o MJ poderia ter sofrido um ataque cardíaco? Wooley: Nenhum (ABC7)
Murray não foi muito direto sobre o que ele precisava para tratar Jackson, então Woolley disse que sugeriu que ele tivesse duas máquinas de CPR para uso no Reino Unido. Woolley disse que não tinha nenhum motivo específico para pensar que Jackson precisava de uma máquina de CPR, mas sugeriu como precaução. (AP)
"Eu estava reunindo informações para montar projeções e orçamento", testemunhou Wooley. Boyle: Você discutiu o Dr. Murray dando injeção de Propofol ao MJ? Wooley: Não. Wooley nunca discutiu a necessidade de linhas intravenosas e agulhas. Ele disse que o médico disse que ele talvez precisasse de um assistente. Wooley disse que eles não discutiram a necessidade de uma enfermeira ou de um médico. "A gente não conversou sobre os serviços dele", disse Wooley. (ABC7)
Boyle mostrou um e-mail que Wooley enviou ao Dr. Murray em 14 de maio de 2009. Nele, dizia que ele estava acompanhando o Dr. Murray. E-mail de Murray em 15 de maio de 2009: Quanto ao compromisso de boa-fé com meu cliente... tenho certeza de que você está ciente de que meus serviços já estão totalmente comprometidos com o MJ. Wooley não se lembra do e-mail e não sabe o que significava "meus serviços já estão totalmente comprometidos". "Eu estava tentando ser prestativo", explicou Wooley. Ele disse que não sabia que o Dr. Murray estava tratando o MJ em nome da AEG. E-mail do Dr. Murray: Caro Timm, pelo que entendi do seu último e-mail, meu contrato está demorando um pouco mais do que o usual... O e-mail dizia que os serviços dele estavam sendo feitos de boa-fé e pedia, em reciprocidade de boa-fé, que o pagamento de maio fosse depositado. "Eu não tinha nenhum acordo com o Dr. Murray", disse Wooley. (ABC7)
Boyle: A AEG tinha um acordo?Wooley: Nunca. Nunca houve um acordo concluído entre o Dr. Murray e a AEG. Wooley disse que não tinha ideia se a AEG pagaria o Dr. Murray por maio. Ele disse que nunca leu o contrato. Wooley testemunhou que teria dito ao Dr. Murray que não seria pago até o contrato ser concluído. Wooley disse que não se lembra especificamente de ter recebido um e-mail do Dr. Murray com as informações da conta bancária e um pedido de pagamento de US$ 150 mil. Wooley disse que não se lembra se perguntou ao Dr. Murray o número da conta bancária. O consultor disse que estava reunindo as informações com o Dr. Murray para serem colocadas em um contrato. (ABC7)
Woolley disse que era autônomo, mas era pago pela AEG. Ele disse que recebia ordens de Gongaware, mas não recebia ordens de Jackson. Woolley escreveu para Murray que o tipo de contrato que ele precisava para trabalhar na turnê do "This Is It" era raro e precisava ser redigido especialmente. Os homens trocaram inúmeros e-mails em maio e junho de 2009, com Murray tentando fazer a AEG pagar a taxa mensal de US$ 150 mil. (AP)
E-mail de 28 de maio de Wooley para Murray dizia que o contrato do médico foi atrasado porque era um evento raro em que o médico estava engajado para ir em turnê. "Sim, pelo que eu sei, eu estava dizendo a verdade", disse Wooley. "Eu estava adiando ele." (ABC7)
Boyle queria saber se Wooley perguntou por que estavam levando o médico junto. "Eu não disse que era um pedido do Sr. Jackson e que não era meu lugar questionar isso?" respondeu Wooley. (ABC7)
Wooley disse que o Dr. Murray veio de Vegas e que o MJ morava em Vegas por um período de tempo. Wooley escreveu um e-mail dizendo que a política da AEG determina que você só pode pagar alguém com um contrato totalmente executado. Ele disse que sabe disso com base na experiência dele. (ABC7)
Wooley testemunhou que encaminhou ao Dr. Murray o contrato que Kathy Jorrie enviou a ele. Ele disse que não leu. Boyle mostrou a Wooley uma cadeia de e-mails entre ele e Kathy Jorrie. Ele disse que não se lembra especificamente dessa cadeia. Em um e-mail, Wooley pediu desculpas pelo atraso em conseguir o contrato para Murray, dizendo que, assim que o contrato fosse executado, a AEG poderia pagar o salário de maio/junho. "Não haveria pagamento até que houvesse um acordo completo", disse Wooley. (ABC7)
Woolley encaminhou rascunhos de contratos preparados pela advogada Kathy Jorrie para Murray e também tentou obter os registros médicos do médico. Os registros médicos eram necessários para um segundo exame físico que as seguradoras queriam que Jackson fizesse, a fim de conseguir um seguro adicional para a turnê. Woolley disse que não conseguia lembrar se Murray alguma vez forneceu os registros médicos para a AEG. (AP)
Wooley disse que se lembrava de que o Dr. Murray tinha o prontuário médico do MJ de 2006 a 2009. Isso era necessário para fins de conseguir seguro. Wooley testemunhou que o Dr. Murray parecia ser a pessoa que tinha os registros, que eram necessários para o subscritor do seguro. (ABC7)
Wooley disse que eles não precisariam de unidades de CPR até irem para o Reino Unido. Ele não citou nenhum preço para a máquina. Wooley disse que nunca discutiu com o Dr. Murray que tipo de tratamento ele daria ao MJ. (ABC7)
Wooley testemunhou que nunca viu nenhum dos rascunhos do contrato entre o Dr. Murray e a AEG — apenas os encaminhou. Brigitte Segal era a gerente de turnê pessoal do MJ, disse Wooley. Wooley não foi questionado para fazer uma checagem de antecedentes do Dr. Murray e não sabe se isso foi solicitado por alguém. (ABC7)
Wooley disse que o Dr. Murray pediu um "locum", um termo médico britânico para uma pessoa que fica de prontidão no lugar de um médico. (ABC7)
Ele também disse que nunca estimou quanto custaria conseguir equipamentos de CPR em Londres e nunca discutiu tratamentos médicos com Murray. Woolley manteve ao longo do depoimento que Murray era o médico particular de Jackson e que ele nunca teve um acordo com a AEG. O depoimento dele foi tomado pelo advogado do autor, Kevin Boyle, e não houve contrainterrogatório pelos advogados da AEG exibido para os jurados. (AP)
Isso encerrou o depoimento de Wooley