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Juiz aposentado Melville fala sobre o julgamento de MJ

(10-3-2013) O juiz Rodney Melville se aposentou em 2007 como juiz do Tribunal Superior do Condado de Santa Barbara, em Santa Maria, e foi um palestrante convidado no sábado no evento The Valley Speaks, na Biblioteca Pública de Santa Maria. Ele falou sobre sua carreira nos tribunais, incluindo sua experiência presidindo o julgamento de Michael Jackson por abuso sexual infantil em 2005, no qual Michael foi absolvido de todas as acusações. Rodney Melville se mudou para Santa Maria por causa do charme de cidade pequena e do rodeio, mas acabou presidindo um dos julgamentos mais divulgados da história recente. Enquanto atuava como promotor público adjunto no início da carreira, no Condado de San Bernardino, Melville buscou um emprego em uma cidade pequena com rodeio. Melville conheceu sua esposa e criou suas duas filhas em Santa Maria, onde trabalhou primeiro como advogado e depois como juiz. Perto do fim da carreira jurídica de Melville, o juiz responsável em Santa Barbara designou Melville para presidir o julgamento de Jackson. Melville disse que havia lidado com muitos casos interessantes em sua carreira, mas reconheceu que o julgamento de Michael Jackson era o de maior interesse público. Alguns estimaram que o julgamento atrairia 10 mil fãs e 300 caminhões de satélite para canais de notícias de TV. "Felizmente para nós, as estimativas foram muito exageradas", disse Melville. Melville disse que se concentrou em garantir justiça e dignidade, sem permitir que agendas pessoais dominassem ou desviassem o processo judicial. "Quando você se depara com o que você se depara naquele momento, é como se fossem todos conceitos novos", disse Melville. Para se preparar para o julgamento de alto perfil, ele contatou juízes de julgamentos de celebridades de Scott Peterson e Kobe Bryant para obter conselhos sobre como manter a postura adequada no tribunal. A presença da mídia era tão intensa no complexo do tribunal de Santa Maria que Melville disse que ele e outros oficiais do tribunal pediram à imprensa que montasse um comitê para "se controlar". O tribunal emitiu mais de 200 credenciais de imprensa para representantes de mais de 32 países durante o julgamento. Além disso, uma loteria realizada diariamente permitia que algumas pessoas do público entrassem no tribunal e acompanhassem o julgamento. Melville disse que emitiu uma ordem de silêncio (gag order) que impedia os advogados do caso de fazerem declarações à imprensa sem consultá-lo primeiro. "O que eu fiz foi interromper as investidas sem sentido para a imprensa de cada lado", disse ele. O julgamento atraiu celebridades ao tribunal de Santa Maria que queriam aproveitar a abundância de veículos de mídia, disse Melville, além de atrair alguns cidadãos interessantes. O juiz aposentado exibiu slides de algumas das celebridades e de cidadãos comuns que foram ao tribunal, incluindo um representante da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) vestido com um biquíni de alface e distribuindo hambúrgueres vegetarianos grátis. "De todas as pessoas que visitaram, minha equipe de manutenção votou nela como a favorita", disse Melville, rindo. Melville relembrou ter sido processado por representantes da mídia por sua decisão de lacrar (selar) moções no caso. Os Tribunais de Apelação ficaram do lado de Melville. "O tribunal de apelação disse que não só ele está fazendo isso do jeito certo, como está fazendo um trabalho danado de bom", acrescentou. A prática de Melville de continuar o julgamento de Michael Jackson durante o horário do almoço todos os dias, em vez de fazer três intervalos de 10 minutos em cada dia de tribunal, fez alguns repórteres se referirem ao procedimento como a "dieta Melville". O juiz aposentado claramente achou graça ao lembrar que, certa noite, jantou no The Hitching Post Restaurant, onde viu alguém usando uma camiseta com a foto dele, dizendo "ganhamos da dieta Melville comendo no The Hitching Post". Melville elogiou o governo local pelo seu "enorme empreendimento" de lidar com o julgamento e falou especialmente bem dos advogados do caso. "Outros advogados, em circunstâncias semelhantes, poderiam ter mudado completamente a cara deste julgamento", disse ele. Fonte: MJFC / Lompoc Record