Schaffel x Jackson: Acusação não tem Provas suficientes e faz ameaças
Ontem foram apresentadas em Corte, as fitas com as gravações telefônicas entre Michael e Schaffel. Hoje foi a vez de mais um por parte da acusação, testemunhar. Alvin Malnik, empresário da Flórida. Em seu testemunho, Malnik, que já aconselhou Jackson financeiramente, afirmou ter emprestado dinheiro ao cantor, algo em torno de 7 e 10 milhões de dólares, mas declarou que foi reembolsado pelo astro. Ele disse que Michael uma vez lhe ligou precisando urgentemente de 1 milhão de dólares, para comprar uma jóia para a atriz Elizabeth Taylor. O motivo, segundo Malnik, é que Elizabeth não estaria disposta a assinar sua participação em um especial de TV do cantor, e na visão de Jackson, a atriz aceitaria, com esse mimo.Em relação à viagem para o Brasil, Schaffel indicou que levou para a América do Sul, 300 mil dólares sacados de sua conta bancária para o "Sr. X" a mando do Rei do Pop, mas que nunca foi pago pelo empréstimo. A questão do pagamento misterioso, pelo o qual nenhum detalhe foi dado, foi usada pelo representante de Jackson, Thomas Mundell, como um exemplo de reclamações não documentadas em recibos ou algo válido. O acusador admitiu nunca ter documentado em recibos os empréstimos feitos para Jackson.
Fora do tribunal, o advogado de Schaffel, Howard King, revelou que a discussão sobre os recibos nunca documentados, obrigará por parte da acusação limitar boa parte dos empréstimos, serão eliminados preços que não poderão ser comprovados. Devido a isso, a reivindicação de Schaffel, cai para os 1.6 milhões de dólares, suprimindo quase a metade que anteriormente era cobrado. Segundo King, seu cliente foi idiota em não ter adquirido recibos para cobranças dos empréstimos e que nunca mais ele emprestará dinheiro a estrelas.
Durante o depoimento de Schaffel, foi citado uma suposta transação de 200.000 dólares envolvendo uma companhia japonesa, Mundell pediu para que o acusador mostrasse um recibo ou extrato bancário que comprovasse tal cobrança. Schaffel disse que não tinha qualquer documento que comprovasse a transação com a companhia. Mundell perguntou se existia um extrato assim, Schaffel disse que houve, mas não para ser mostrado no tribunal. Ele também disse que tentou intimar uma testemunha da transação. E no interrogatório posterior ele disse que Jackson havia pedido a ele para que não houvesse registro bancário do negócio.
Ainda sobre o 300 mil dólares que Schaffel afirmou ter entregado na América do Sul para o "Sr. X", Mundell perguntou sobre se ele guardou alguma prova documental quanto ao dinheiro. Schaffel disse que sim e entregou um papel a seu advogado. Mas depois de uma conferência privada com o juiz, o papel não foi mostrado ao júri. King afirma que o papel foi um erro de retirada de um banco no Brasil. Nem o advogado, e nem Schaffel comentaram para onde esse dinheiro foi. King, contudo, disse ao tribunal que o real pagamento, não foi feito no Brasil mas sim para alguém da Argentina.
Schaffel também declarou no interrogatório de Mundell que quando ele e Jackson decidiram gravar uma música para a caridade, Jackson havia lhe dado 2 milhões de dólares. "Ele me deu 2 milhões de dólares para a gravação e despesas, sobre a qual não posso falar" referindo-se aos 300.000 dólares. Mundell perguntou se Jackson confiou nele, "para usar aquele dinheiro apropriadamente", Schaffel respondeu que sim. O representante do cantor indicou que Jackson não obteve cheques da conta na qual o dinheiro foi depositado e nunca fez uma retirada, mas que Schaffel fez.
Devido à falta de provas da acusação, a mesma, tem uma arma a ser usada, que no caso é a divulgação de conversas de preceito sexual, entre Jackson e seu acusador. King disse a uma TV americana que, caso a defesa perguntasse a Schaffel algo sobre o conhecimento de Jackson a respeito de seus antecedentes, produção e direção de filmes pornôs gays, a resposta incluiria detalhes de conversas íntimas. No ano passado, durante o seu julgamento de abuso sexual, os jurados puderam ver sua coleção de filmes pornôs do tipo lésbicos, que nada ajudou para a acusação.
por Bruno Fahning
Fonte: CNN/MJJForum/King Of Pop Discussions