Júri do Caso Schaffel x Jackson escutam telefonemas
Os jurados do caso Jackson x Schaffel, ouviram nesta quarta-feira uma série de mensagens telefônicas de Schaffel com Michael. As mensagens deixadas na secretária eletrônica, serviram para mostrar o relacionamento íntimo entre Michael e Schaffel, nas ligações, eram feitas grandes transações de milhões de dólares para o cantor. Em uma das primeiras mensagens de telefone em 2001, feitas por Jackson; "Marc, é o Michael... Marc por favor, nunca me decepcione. Gosto de você. Amo você. (...) Eu realmente quero que sejamos amigos e conquistemos o mundo dos negócios juntos. Por favor, seja meu amigo fiel. Te amo".Schaffel, no banco das testemunhas, disse que trabalhou em inúmeros projetos para Michael Jackson, entre eles, o seu ex-sócio, tinha arranjado uma linha de crédito de US$10 milhões para o astro de uma instituição financeira. Schaffel declarou que Jackson tinha muitas exigências, incluindo uma busca que Schaffel faria para encontrar uma casa em Beverly Hills, que seria um esconderijo para o cantor, quando ele quisesse sair de seu rancho Neverland.
Em junho de 2001, Jackson deixou diversas mensagens que tratam do projeto conhecido como "o negócio de Marlon Brando." Segundo Schaffel, o astro do pop tinha muitas idéias, uma delas era entrevistar e ser entrevistado por Marlon Brando em uma ilha no Tahiti. O projeto milionário nunca saiu do papel, devido ao alto custo.
Mais tarde, Schaffel disse, "Nós tivemos diversas reuniões com Marlon Brando. Michael queria que o ator fizesse diversos DVD’s ensinando a arte da atuação. Jackson considerava Brando o maior ator de todos os tempos."
Havia diversas mensagens de Jackson deixadas para Schaffel que diziam que Brando tinha telefonado para ele, e que queria saber como os projetos estavam. Em um telefonema ele disse, "Marlon Brando tem pressionado. Ele é um homem maravilhoso. Ele é um deus. Ele quer muito dinheiro. Ele quer as coisas prontas agora." De acordo com Schaffel, os projetos mudaram de rumo, porque Jackson queria produzir um especial de TV sobre a vida e experiência de Brando.
Outro interesse do pop star era a gravação imediata do single beneficente "What More Can I Give", para as vítimas do atentado em 11 de setembro de 2001. O single nunca foi lançado devido às complicações que envolviam Jackson e sua gravadora, Sony Music. Schaffel alegou que a gravação havia custado milhares de dólares, um dos custos, envolvia a viagem de 30 grandes artistas, que cantariam versos da música.
Em 2003 Jackson deixou mais mensagens para Schaffel dizendo que tinha um plano urgente a ser concluído, que era uma gravação de um single beneficente para a guerra do Iraque. "Deveria ser da América para o Iraque", disse Jackson em uma mensagem. "...É uma causa perfeita. Significa mais agora, do que em qualquer outro momento." Algumas de suas mensagens telefônicas que relacionassem a gravação foram cronometradas entre 2:05 e 6:39 da manhã. "Nós temos que fazer algo a respeito, em termos de simpatia e união para com o Iraque", disse Jackson. "É uma coisa bonita. Nós temos que fazer isso, Marc".
Schaffel também testemunhou sobre uma viagem feita para o Brasil em novembro de 2003 para uma entrega de 300.000 dólares para alguém da América do Sul. Schaffel descreveu essa viagem como um assunto pessoal do cantor. No julgamento de 2005 promotores alegaram um possível plano do astro, para deslocar a família acusadora e lavá-los para o Brasil. Schaffel, que sacou os 300.000 dólares de sua própria conta bancária que ele mantinha na Europa para negócios, e que segundo ele, Jackson nunca reembolsou o valor total.
Schaffel alega que Jackson o deve centenas de milhares de dólares. Em aspecto de suas reivindicações contra Jackson, Schaffel reconhece ter recebido 1,4 milhões de dólares como sua parte em royalties de dois vídeos vendidos para o canal de TV, Fox, mas ainda falta receber 664.000 dólares em royalties dos mesmos vídeos. Schaffel também indica outros 100.000 que foram para taxas legais após ter sido nomeado co-conspirador no caso de abuso sexual de Jackson.
por Bruno Fahning
Fonte: Associated Press/MJJForum/King Of Pop Discussions