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Anos de 1989 a 1994

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Em 24 de novembro de 1993, a divisão de catálogos musicais de Michael, a MTV Music, foi transferida da MCA para a EMI. Essa foi a maior negociação da história da publicação musical e, para Michael Jackson, trouxe 200 milhões de dólares, dos quais 100 milhões foram recebidos como adiantamento.

Em 10 de dezembro de 1993, ao voltar aos Estados Unidos, Michael provou a todos que duvidavam do seu retorno que eles estavam errados.

Em 22 de dezembro, Michael enviou um programa pelo rádio para se defender. Foi a primeira vez que ele divulgou pessoalmente uma declaração pela televisão.
As redes CNN, CBS, NBC e ABC transmitiram a declaração dele ao vivo de Neverland.

Michael: ”Eu no começo desta semana fui forçado a aceitar um exame desumano e ofensivo do Departamento de Justiça de Santa Barbara e da polícia de Los Angeles. Eles me entregaram uma ordem escrita do exame do meu corpo, que lhes permitiu examinar meu corpo, incluindo o órgão genital, a parte traseira, a parte inferior, as coxas e qualquer outra parte que eles quisessem, e tirar fotos... Essa ordem também me obrigou a cooperar com o médico designado por eles em todos os exames que ele considerasse necessários. Assim, ele poderia avaliar bem a minha pele e ver se eu tenho vitiligo ou qualquer outra doença de pele. [Michael já havia falado sobre sua doença de pele em uma entrevista com Oprah Winfrey. Depois que os exames foram feitos por um médico legal, a doença de Michael foi oficialmente confirmada. O denunciante alegou que havia sinais dessa doença também no órgão genital de Michael]... Durante toda a minha vida, eu só tentei ajudar milhares e milhares de crianças para que tenham uma vida feliz. Quando eu vejo uma criança sofrendo, eu choro... Não me tratem como um criminoso. Porque eu sou inocente.“

[Michael Jackson em Neverland]

Em 26 de janeiro de 1994, após cinco meses de negociações intensas, os advogados de ambos os lados chegaram a acordos. A conciliação extrajudicial, pela qual as duas partes tentavam chegar, foi feita por um valor que nunca foi revelado. 

O pesadelo de Michael acabou!

No dia seguinte, em 27 de janeiro, a agência Reuters revelou que as fotos tiradas do órgão genital de Michael não correspondiam às características fornecidas pelo denunciante à polícia.

Essa notícia foi refletida de forma muito pequena na mídia. Enquanto isso, eles, por meses, não haviam poupado esforços para destruir a imagem internacional de Michael. 

Liza D. Campbell, em um livro intitulado ”Michael Jackson: As Horas Mais Sombras do Rei do Pop“, publicado em 1994, escreveu:

[... Em 1993, Michael Jackson começou a tentar mudar a imagem que a mídia havia criado sobre ele e passou a aparecer ainda mais para o público. Ele se apresentou no intervalo do “Super Bowl” e participou de uma entrevista inédita de noventa minutos com Oprah Winfrey e, nesse mesmo ano, recebeu o prêmio Grammy de Artista Lendário. Na verdade, as pessoas o viam mais do que aquilo que Michael havia mostrado de si ao longo dos anos.

Mas o som confuso da mídia foi se tornando como o som de animais ferozes que sentiram o cheiro de sangue.

17 de agosto de 1993.... [Depois de revirar a casa de Jackson e retirar várias caixas com fotos e fitas de vídeo]... Uma fonte do departamento de polícia disse ao repórter do jornal Los Angeles Times: ”Não há nenhum documento médico nem gravação. Essa busca não teve como objetivo encontrar uma prova que indicasse a ocorrência de um crime.“

Como nenhuma prova foi encontrada com a busca na casa de Jackson, os investigadores do departamento de polícia de combate ao abuso sexual de crianças, que lideravam a investigação desse caso, se concentraram em interrogar outros meninos que se dizia terem uma relação de amizade com Michael, na esperança de que um deles confirmasse a história do denunciante. O denunciante, um menino de 13 anos, forneceu aos policiais os nomes de mais quatro meninos que ele acreditava terem sido abusados sexualmente por Jackson. Esses quatro meninos, entre eles Macaulay Culkin, eram amigos conhecidos de Michael. Durante os interrogatórios, esses quatro meninos negaram qualquer ato errado por parte de Michael Jackson.

G. Randy Taraborli, que escreveu a biografia de Jackson, Magic and Madness, sempre e de forma surpreendente apoiava Michael e chamava essas acusações de extorsão. Em uma entrevista para a revista Time, ele disse: ”Eu vi muitas extorsões da equipe de Jackson e elas nunca deram resultado. Quando eu estava ocupado escrevendo a biografia de Michael, cada um dos malditos empregados, criados, motoristas e cozinheiros me dizia que, se eu quisesse obter informações sobre a vida privada de Michael, eles poderiam me ajudar, desde que eu pagasse 100 mil dólares a eles. 

Eu escrevi livros sobre Diana Ross, Cher, Carl Barret e Razin Arnold, mas não tive uma experiência assim com nenhum desses livros. Eu era apenas um escritor e eles queriam dinheiro de mim. Agora imagine como seria para Michael, com seus milhões de dólares...]

Liza D. Campbell, nesse livro, descreve a família do denunciante e como as acusações foram feitas:

[... O pai do denunciante (Evan Chandler) trabalhava como dentista na região de Beverly Hills, mas tinha o sonho de escrever roteiros. Naquela época, havia sido lançado recentemente um filme baseado em um dos roteiros dele, que ele havia escrito com base em uma ideia do seu filho. 

O pai e a mãe do denunciante se casaram em 1974 e se separaram em 1985. Dessa união nasceu uma filha e um filho (J

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