O Catálogo da Sony/ATV Está em Risco?
Na foto acima, vemos Michael Jackson assinando um contrato com a Sony. É exatamente este o momento em que ele cofundou a Sony/ATV — a empresa de publicação musical que abriga o maior número de músicas, incluindo todo o catálogo dos Beatles — com a Sony, em 1995. Hoje, a empresa vale pelo menos US$ 2 bilhões, com metade pertencendo ao Michael Jackson Estate e formando uma grande herança para seus filhos. No entanto, recentemente surgiu a notícia de que essa parceria pode estar em risco, já que a Sony ativou uma cláusula adicionada ao acordo mais tarde, em 2006 — quando Michael estava endividado e precisava de recursos financeiros —, segundo a qual qualquer uma das partes pode comprar a participação integral da outra.
Analistas interpretaram essa reportagem do Wall Street Journal de diferentes maneiras.
Alguns acreditam que a Sony pretende vender sua participação para o Michael Jackson Estate. Mas uma leitura igualmente plausível é que a Sony pode estar buscando adquirir a participação de Michael Jackson e multiplicar os lucros com as vendas de música. Não deve ser ignorado que o catálogo da Sony/ATV é a maior entidade de publicação musical do mundo, respondendo por 30% da receita total da indústria musical.
A Sony/ATV é uma parceria 50-50 entre Michael e Sony desde 1995. O famoso catálogo dos Beatles e outras obras que Michael comprou em 1985 por US$ 47,5 milhões foram fundidos dez anos depois com músicas cujos direitos de publicação a Sony detinha, criando a parceria Sony/ATV, que hoje contém aproximadamente 750.000 músicas.
Após o falecimento de Michael, em 2012 o Estate também fundiu seu catálogo pessoal de canções — que era mantido sob o nome Mijac desde os anos 1980 — na Sony/ATV.
Então, por que a Sony esperou tantos anos para ativar essa cláusula contratual? A resposta é que a receita da indústria musical hoje é muito menor do que nos anos anteriores. Os artistas não vendem tanto quanto antes, e o catálogo da Sony/ATV — uma mistura de canções clássicas e das obras de alguns dos artistas mais famosos da atualidade — responde por 30% da receita do mercado. Portanto, é natural que a empresa busque a propriedade total do catálogo ou, alternativamente, abra mão de sua participação em troca de maior influência.
Até o momento, nenhuma declaração foi emitida pelo Michael Jackson Estate sobre esse assunto.
Fonte: eMJey.com / Showbiz411
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