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Tito & Jackie falam sobre Michael

(31-3-2013) Em celebração à The Immortal World Tour, os irmãos de Michael, Tito e Jackie, concederam uma entrevista na qual falaram sobre Michael e sobre o show. Tito disse que todos os irmãos amam o espetáculo:

"É uma grande produção. Eu já vi alguns shows do Cirque, e eles pegaram tudo o que meu irmão defendia musicalmente e colocaram numa produção do tipo Cirque. É uma visão geral da história musical dele, desde os primeiros tempos do Motown até o fim. Eu fiquei muito emocionado na primeira vez que vi. Isso te traz de volta e te deixa triste porque, naquela época, éramos muito próximos como irmãos. Michael teria amado isso; ele adorava shows do Cirque. Eu me sinto conectado a ele quando estou assistindo. E eu tenho a mesma sensação quando faço turnê com os irmãos."

Além do show do Cirque, os irmãos estão em uma turnê mundial cantando músicas dos Jacksons sem Michael, o que realmente parece um tanto estranho. Obviamente, é outra oportunidade financeira. Tito (51) diz, lamentando:

"Você certamente sente a ausência dele. Quando fizemos essas músicas, a gente estava no palco e ele ficava correndo de um lado para o outro. Agora não tem mais essa correria. Mas eu sinto que ele está com a gente o tempo todo, nos dando apoio."

Ele acha que consegue falar com ele? "Sim."

Se Michael estivesse aqui agora, o que ele perguntaria a ele? "Essa é uma pergunta difícil." Há um longo silêncio, e a entrevistadora diz que perguntaria a ele se ele alguma vez se sentiu amado. O que ele acha? É como se a emoção da pergunta fosse uma bolinha de tênis que alguém arremessou no rosto dele. "Eu não sei se essas seriam as palavras certas para escolher. Eu não posso responder isso por você."

Muito foi escrito sobre as brigas da família — ele consegue colocar o registro em ordem?

"A gente ama o show do Cirque. Todos nós vimos juntos e todo mundo está bem. Me chamam de Tito Tiptoe porque eu saio andando de fininho das situações, mas eu não tenho nenhuma informação."

Pelo menos ele está falando com os irmãos enquanto está na estrada, se apresentando com eles.

"Quando os irmãos estão em turnê é a coisa mais divertida. Sempre tem algo para brincar, embora sempre tenha algo para chorar também. Sentir falta do Michael é algo que você nunca, nunca consegue curar. Você só quer tocá-lo. Temos ótimas lembranças de quando éramos crianças."

Ele tem algum objeto de lembrança de Michael?

"Quando ele foi absolvido no tribunal [inocentado das acusações de abuso sexual em 2005], ele me deu um dos Bentleys dele. Ele disse: 'Este é o que eu dirijo, e todo mundo que dirige comigo assina o teto.' Havia assinaturas no teto de Beyoncé e de outras celebridades. Eu nem dirijo. É meu orgulho e minha alegria. Toda vez que eu sento nele, eu sinto a presença dele." Ele balança a cabeça. "É doloroso. Mudou a mim. Eu não sou tão feliz... Talvez este show mantenha ele vivo, não apenas o legado."

Perder Michael aproximou mais a família?

"Não importa quais diferenças dividam qualquer família, é o sangue e o amor que sempre vão unir tudo. Quando acontece uma morte numa família, você percebe o quanto você é precioso e valioso um para o outro."

Jackie (61) é mais reservado, mais quieto do que Tito. Ele olha através de você; quase como se estivesse sendo caçado. A colaboração de Michael Jackson com o Cirque foi, em parte, uma ideia dele.

"Eu tinha certeza de que, se você juntasse Michael Jackson e Cirque, seria espetacular. E é. Quando Michael cantava a cappella quando era menino, dava para ver o quanto de talento ele tinha. Ele era o especial. Ele entrou no estúdio de gravação, ele só sabia o que fazer, instintivamente. Eu carrego pedaços dele comigo. Eu tenho uma luva de diamante dele que eu uso como chaveiro. Eu carrego isso o tempo todo."

Jackie também está curtindo voltar a fazer turnê com os irmãos.

"Estamos arrasando, estamos nos divertindo muito." Longa pausa. "Mas sentimos falta do Michael."

Fonte: MJFC / Daily Mail