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Jermaine Jackson: Barack Obama deve a Michael

Jermaine Jackson diz que, se não fosse por seu irmão Michael, Barack Obama não seria o Presidente dos Estados Unidos agora.

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Na noite em que foi comemorado o aniversário da morte do irmão, Jermaine contou ao jornal Independent o quanto ficou desapontado com o comportamento de seus compatriotas. Na visão de Jermaine, a América não merecia Michael—e não o tem mais agora. “Eu acho que a América decepcionou Michael. Se ele tivesse vindo de qualquer outro país do mundo, eles teriam construído um monumento eterno para ele e exibido isso pelas contribuições dele para a música.”

Ao se referir à entrevista de Michael com Oprah Winfrey, em 1993—na qual ele revelou pela primeira vez que tinha vitiligo—ele disse: “A revelação da doença dele deixou claro tanto a identidade afro-americana dele quanto também fez a Oprah ficar famosa.”

[eMJey: Vitiligo, uma doença genética que destrói as células produtoras de pigmento, fez a cor da pele de Michael ficar branca.]

O apoio de Oprah a Barack Obama durante as fases iniciais da eleição presidencial ajudou-o a se tornar o candidato final do Partido Democrata.

“Michael convidou (Oprah) para Neverland (o rancho dele) e essa entrevista fez com que a imagem da Oprah fosse enviada para 90 países. Ela ficou famosa e bem-sucedida. O que ela fez com esse sucesso? Ela usou isso para apoiar Obama.”

[eMJey: Ao longo dos anos, Oprah Winfrey não ofereceu nem o menor apoio a Michael e, em muitos casos, ela adotou uma postura contra ele.]

Jermaine também falou sobre os jornais tabloides ingleses e o impacto que eles tiveram na vida do irmão. Ele culpou o The Sun por inventar a frase ofensiva “Wacko Jacko”, que era usada há anos na mídia para se referir a Michael.

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“A mentalidade dos tabloides britânicos para destruir Michael foi muito perturbadora porque negou a humanidade dele. Eles zombaram dele como se fosse uma caricatura.”

O Comitê de Busca da Verdade, que foi criado após o escândalo de “escutas telefônicas do News of the World”, está investigando as irregularidades do The Sun. Jermaine diz:

“Fico feliz em ver a mídia inglesa aprendendo sobre o impacto das atividades que eles realizaram. Parece que as pessoas estão ficando mais perto de entender a realidade do assunto, e a verdade vai surgindo aos poucos. Minha pergunta é: por que ninguém entendeu ele enquanto ele estava vivo?”

Jermaine diz que a família Jackson acredita, de forma unânime, que a verdade completa sobre a morte de Michael não foi revelada. Eles ainda não sabem o que aconteceu na noite em que Michael morreu. Além disso, Conrad Murray, o médico que foi acusado de assassinato e que atualmente está preso, não está disposto a cooperar com nada e continua se chamando inocente.

“Ainda não sabemos quais pessoas entraram e saíram da casa dele na noite em que ele morreu. Talvez um dia a gente consiga uma resposta, mas alívio não é possível.”

A polícia apagou as imagens da câmera de circuito fechado que continham todas as entradas e saídas da casa de Michael na noite em que ele morreu e, mais tarde, disse que não tinha conhecimento da possível importância disso.

Jermaine acrescenta: “Ninguém conhecia Michael tão bem quanto nós. Ele não era anormal nem estranho. Ele era simplesmente diferente. E só depois da morte dele é que as pessoas vão conhecendo ele aos poucos.”

Fonte: eMJey.com / independent.co.uk