Conrad Murray: Os Jacksons devem pedir desculpas
Conrad Murray falou com a E! News na última segunda-feira, na data de aniversário da morte de Michael Jackson. Murray, que era o médico particular de Michael, está cumprindo pena na prisão por homicídio culposo.
Você poderia pensar que, no terceiro ano desde a morte do paciente pela qual ele era responsável, o Dr. Murray teria pedido perdão à família de Michael e aceitado o próprio erro. Mas não é nada disso. Murray não dá sinais de arrependimento ou de empatia.
Em sua nova entrevista, ele disse que se arrepende de ter ouvido o próprio advogado e não ter dito algumas palavras em sua defesa antes do júri. Ele ainda mantém sua inocência. Seu advogado atual, Valerie Wass, diz que o único arrependimento que Murray tem é ter escolhido o silêncio durante o julgamento.
A Sra. Wass disse: "Ed Chernoff, o advogado dele, estava decidido a que Murray não depusesse. Michael Flanagan, o outro advogado dele, acreditava que ele deveria depor. No fim, Murray decidiu não depor."
Durante esta entrevista, ficou claro que Conrad Murray, preso, tem passado todo esse tempo avaliando a injustiça feita contra ele: uma punição cruel para um homem inocente.
Quando o entrevistador perguntou a Murray se ele deve pedir desculpas à família Jackson, a resposta foi inequívoca: "Não!" Murray foi além disso e disse que é a família Jackson que deveria pedir desculpas a Michael.
Michael Jackson morreu há três anos. Ele voltou para casa algumas horas depois da meia-noite, se preparando para a turnê This Is It. Incapaz de dormir, ele pediu ajuda a Conrad Murray, especialista em coração. Murray alimentou Michael com uma combinação de sedativos fortes e, no fim, pela manhã, injetou nele um anestésico poderoso chamado propofol. De acordo com as provas apresentadas no julgamento, na ausência de um aparelho de choque elétrico e de monitoramento dos batimentos cardíacos, Murray deixou o quarto de Michael por um longo tempo. Michael sofreu uma parada respiratória e um ataque cardíaco e morreu. Mesmo ao ligar para os serviços de emergência, Murray causou o atraso máximo.
Ao contrário do que Murray afirmou em seus interrogatórios sobre tentar confortar a mãe e as crianças de Michael, a família Jackson nunca ouviu uma palavra sequer dele.
Murray, com uma sentença decidida por 12 jurados, deve permanecer na prisão por quatro anos, mas talvez nunca aprenda a lição. Em uma situação em que o juiz chamou Conrad Murray de "ostracizado da comunidade médica" e cassou a licença médica dele, segundo seu advogado, ele planeja voltar à profissão depois de ser libertado.
O juiz disse: "Michael Jackson não morreu em decorrência de um acidente. A morte foi resultado de uma sequência de erros, pelos quais o Dr. Murray é o único responsável."
O promotor David Walgren, durante o julgamento de um mês de Murray, o retratou como um médico descuidado e irresponsável. Ao convocar muitos especialistas e médicos—cada um dos quais culpou Murray pela morte de Michael Jackson—ele esclareceu mais aspectos do caso para o júri. Depois desse caso, Walgren foi promovido e nomeado para a Suprema Corte de Los Angeles.
Fonte: eMJey.com / Eonline