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A Unity dos irmãos Jackson no palco após Michael

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Este ano, o Jackson 5 voltou—mas com quatro microfones. Microfones alinhados lado a lado, no estilo e no espírito dos velhos tempos.

Na ausência do irmão Michael, eles mantiveram sua memória viva ao apresentarem uma das músicas do álbum lendário dele, Can't Let Her Get Away.

Três anos depois do momento em que o irmão deles se preparava para a turnê This Is It, eles seguiram o caminho da “unidade”. O sonho antigo do grupo de se reunir finalmente se concretizou—mas sem Michael.

Jackie, Tito, Jermain e Marlon estão saindo em turnê, que começou em 20 de junho em Ontário, no Canadá, e vai até 29 de julho. Eles vão contornar o verão pelos Estados Unidos, mas não será uma viagem fácil.

Jermain diz: “Fora do alcance dos meus irmãos, mais de uma vez durante os ensaios eu caí no chão, de tanta intensidade da minha tristeza, e chorei. Por todos esses anos, eu estava acostumado a ver Michael do meu lado direito no palco. Nunca vou conseguir quebrar esse hábito.”

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Amanhã marca o terceiro aniversário da morte de Michael. O médico o dopou em excesso, o cuidador não cuidou dele e a ambulância não foi chamada a tempo. Michael se foi.

“Neste dia para mim, neste dia.... Este dia não parece diferente de outros dias.” Marlon continua: “O que eu quero dizer é que eu penso nele o ano inteiro. Este dia é como os outros dias. Eu convivo com essa dor. Às vezes, de manhã, eu acordo e, sem acreditar, me pergunto: será que Michael realmente nos deixou!?”

Jermain considera esta turnê uma espécie de terapia para as feridas deles. Ele diz que, embora por anos eles não tenham conseguido abrir mão da ideia de fazer uma turnê em família, depois da morte de Michael eles sentiram que, para lidar com esse enorme luto, precisavam de unidade.

Tito diz: “Algumas músicas nos deixam tristes, e outras trazem empolgação e alegria—por exemplo, ABC ou I Want You Back. Eu imagino ele caminhando com a gente, virando, dançando. Eu consigo sentir a presença dele.”

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Jackie fala de um tipo especial de magia— a magia da juventude deles, que talvez tenha se apagado, mas ainda existe.

“Quando a gente sobe ao palco e canta, essa energia volta para nós. Claro, eu não danço tão bem quanto antes, mas ainda—tem coisas que eu deixei guardadas.”

O grupo adolescente de cinco integrantes da família Jackson agora são quatro homens na casa dos 40 e poucos, que completaram o ciclo das próprias vidas. As idades deles variam de 55 a 61, e ainda resta ver o que os fãs vão achar das apresentações de verão.

A turnê Immortal de Michael Jackson liderou as vendas nos Estados Unidos. Mas Gary Bongiovi, editor da revista PlayStar—que escreve sobre shows e turnês—acredita que o sucesso de Immortal não será repetido na turnê de unidade dos Jackson Brothers.

“O Jackson 5 e os Jacksons (dois grupos musicais dos irmãos) conseguiram o sucesso por causa de Michael. Immortal deu certo porque é uma combinação de performances no estilo Cirque du Soleil e da música de Michael. Eu não sei se os esforços dos irmãos Jackson para atrair um público vão valer a pena ou não.”

Mas os Jacksons não têm nada a temer.

Marlon compara se apresentar no palco a pedalar: “Uma vez que você aprende a andar de bicicleta, é impossível ela sair da sua memória. Talvez você só precise ajustar o ar nos pneus.”

A Unity tour é a primeira grande colaboração dos irmãos depois da Victory tour, em 1984, mas além de Michael, há outra ausência.

Randy, o irmão mais novo, tocou bateria durante os últimos anos do grupo. Quando o Jackson 5 mudou o nome para os Jacksons após deixar a Motown (a gravadora), Randy assumiu o lugar de Jermain—Jermain preferia continuar como artista na Motown—e passou para a linha de frente. Mas agora ele mantém distância da Unity tour, embora Marlon diga: “Quando ele vem, é só dar as boas-vindas.”

Fonte: eMJey.com / AP