A pessoa mais viva
A pessoa mais viva
por dave
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Neil McCormick é o principal crítico de música rock do jornal britânico “The Telegraph” e, para seu artigo mais recente sobre Michael e seu trabalho, passou um tempo com a banda do “Michael Forever Tribute Concert”.
Ele chama os homens com quem conversou de “Top Los Angeles session players, profissionais sem enrolação, que já viram tudo antes, todos homens negros de meia-idade com aparências bem duronas, que conheciam Michael principalmente de forma profissional, e com quem eles trabalharam por anos”. O respeito que eles tinham por Michael era impressionante.
O cantor de apoio Romeo Johnson disse: “É loucura, mas ele era a pessoa mais viva que você poderia conhecer”.
“Tudo o que eu sei é que, quando eu estava com ele, ele era a pessoa mais doce do mundo”, diz Tommy Organ, guitarrista que foi um dos músicos em destaque nos shows de “This Is It”. “Quando ele entrava no palco, ele estava sempre feliz, sempre tentando ajudar. Quando ele ouvia qualquer coisa fora do tom ou que não era a parte certa, ele assobiava as notas exatas que queria e então encerrava com, ‘Estou te dizendo com amor’. Nunca era ‘Ei, o que você está fazendo aí do outro lado?’. Era sempre ‘talvez você devesse tentar isso, com amor’. Você quer tocar para uma pessoa assim.”
“Michael não era músico, mas ele tinha os ouvidos de um músico; não tinha nada que ele não ouvisse”, relembra Kevin Dorsey, cantor de apoio de Michael por mais de vinte anos. “Sempre no show, se alguém cometesse um erro, ele virava e sorria, apontando para a pessoa. Ele conseguia ouvir tudo.” Ele relembra seus primeiros ensaios com Michael, para a turnê “Bad” em 1988. “A gente estava com duas horas e vinte minutos de show, e houve um erro na iluminação, e Michael disse ‘tudo bem, vamos para o topo’. Eu pensei: ‘Ok, vai para o topo da música, resolve isso e faz uma pausa’. Eu achei que eu tinha seis minutos restantes. E os outros caras olharam para mim, riram e disseram: ‘espera e vê’. Ele não queria dizer o topo da música; ele queria dizer o topo do show. Eu tive que fazer mais duas horas e vinte e seis minutos. Eu disse na hora: ‘isso vai ser uma sequência bem longa!’”
O cantor de apoio Romeo Johnson disse “É loucura, mas ele era a pessoa mais viva que você poderia conhecer. Para mim, ele era o auge da excelência”, afirma Johnson. “Esse cara estava totalmente envolvido em tudo, mais envolvido do que eu já vi qualquer músico nos meus trinta anos de carreira. Nos ensaios, quando os músicos passam por uma sequência, você pode cantar uma nota errada ou tocar um acorde errado e fazer uma careta tipo, ‘ops, espero que eles não tenham ouvido’. Às vezes o artista percebe, às vezes não. Michael passava por três ou quatro músicas seguidas, e ele ficava tão no modo de entretenimento que ensaiava como se houvesse trinta ou quarenta mil pessoas na frente dele. Então ele parava e dizia: ‘agora, na primeira música, no segundo verso, deveria ter sido essa parte; e na segunda música, no primeiro verso, você fez isso; e no começo do terceiro verso...’ Tipo, como ele ouviu isso, primeiro de tudo, e como ele conseguiu guardar na cabeça quando estava fazendo a apresentação para até voltar e corrigir a gente? Isso foi incrível para mim.”
Você pode ler mais sobre a incrível ética de trabalho de Michael clicando aqui
Fonte: blogs.telegraph.co.uk & MJWN