MJ: O Homem dos US$ 400 Milhões
Revista Forbes:
Nos últimos dois anos, o U2 arrecadou US$ 320 milhões por meio de sua turnê global. Isso os torna o grupo musical que mais faturou ainda vivo. Mas, de qualquer forma, o título de músico que mais ganhou dinheiro — entre os mortos e os vivos — pertence a Michael Jackson.
Desde a morte prematura de Jackson, há dois anos, a fundação do Rei do Pop gerou US$ 400 milhões em receita. De acordo com documentos judiciais, de julho de 2009 a dezembro de 2010, a fundação arrecadou US$ 310 milhões. E a Forbes estima que, de dezembro de 2010 até o presente, mais US$ 90 milhões foram adicionados a essa renda por meio de vendas globais do álbum Michael, vendas do filme em DVD This Is It, outros contratos, direitos de transmissão e direitos de reprodução.
John Branca, amigo de longa data e um dos administradores da fundação, diz:
“O apelo global poderoso e duradouro de Michael é um testemunho do seu status como o maior artista do entretenimento de todos os tempos.”
Branca acrescenta que, nos últimos dois anos, a fundação teve mais de US$ 1 bilhão em receita no varejo.
Não é apenas a música de Michael que direciona tanto dinheiro para a fundação. Entre seus ativos mais valiosos estão canções e obras de outros músicos. Em 1985, ele gastou US$ 47,5 milhões para comprar os direitos editoriais de 250 músicas dos Beatles. Dez anos depois, a Sony pagou a Michael US$ 90 milhões para se tornar uma parceria 50/50 com ele nesses direitos editoriais. Foi assim que a empresa de publicação Sony/ATV foi formada.
Hoje, a Sony e a Fundação Jackson são parceiras nesse catálogo, que agora inclui mais de meio milhão de músicas. Canções de artistas como Bob Dylan, Elvis Presley, Eminem e muitos outros. Especialistas estimam o valor desses direitos editoriais em cerca de US$ 1,5 bilhão. A renda anual dessas músicas varia entre US$ 50 e US$ 100 milhões, e a Fundação Michael Jackson recebe metade.
A fundação gastou US$ 159 milhões de sua receita de US$ 310 milhões até dezembro de 2010 para pagar dívidas de Michael, financiar seus filhos e cobrir os custos de seu memorial e do enterro. John Branca e John McClain, os outros administradores, têm passado o tempo fechando novos contratos que geram ainda mais renda — ou cobrindo despesas atuais.
Não há dúvida de que a fundação continua lucrando com a onda de entusiasmo por Michael Jackson que surgiu no mundo como resultado da nostalgia por perdê-lo.
Talvez uma renda anual média de US$ 200 milhões pareça improvável, mas ao observar outros acordos em andamento — como a turnê do Cirque du Soleil que começa neste outono — dá para esperar uma receita anual entre US$ 75 e US$ 100 milhões. E isso é mais do que Justin Bieber, Katy Perry e Kanye West ganharam em um ano.
“O fluxo de caixa da fundação em um único ano é muito impressionante”, diz Donald David, advogado e administrador financeiro do rapper Tupac Shakur.
“Claro que essa renda eventualmente vai diminuir com o tempo. Mas no futuro previsível, o número será assombroso. Até mesmo os netos dos filhos de Michael vão se beneficiar antes que o dinheiro acabe.”
Fonte: eMJey.com / forbes.com