Adrian Grant fala sobre Michael
(23-5-2011) Adrian Grant, autor de vários livros sobre o Rei do Pop, incluindo Michael Jackson: The Visual Documentary, e criador do incrível espetáculo de palco THRILLER LIVE, concedeu recentemente uma entrevista ao Northampton Chronicle. Você pode ler essa entrevista abaixo.
1. Você pode me contar um pouco sobre o show Thriller Live?
Thriller Live é a celebração definitiva da música de Michael Jackson. Não contamos a história da vida de Michael, mas celebramos o Rei do Pop por meio de duas horas de música e dança. É um show que faz bem ao coração, que toda a família pode aproveitar.
2. E o que você acha do elenco?
Eu diria que temos um dos elencos que mais trabalham por aí, e o público certamente recebe o que paga com uma produção de ritmo alto e muita energia.
3. Como foi encontrar Michael Jackson pessoalmente?
Eu o conheci pela primeira vez em 1990 e não tinha nenhuma ideia prévia de como ele seria. Mas, desde o momento em que eu o encontrei, ele foi gentil, engraçado e tinha um grande sorriso. Ele falava bastante sobre muitos assuntos diferentes, mas principalmente gostava de dar risada e fazer brincadeiras. Isso não quer dizer que ele nunca fosse sério, porque ele era um gênio absoluto no estúdio de gravação e, também, ao se apresentar.
4. Qual você acha que foi o legado musical de Jackson?
Nunca haverá outro Michael Jackson. A indústria da música mudou e é muito mais instantânea do que era há 10, 20, 30 anos. Michael cresceu durante a era do Motown e trabalhou muito com seus irmãos, fazendo turnês e aperfeiçoando seu trabalho. Além disso, ele aprendeu com grandes nomes como Stevie Wonder, Smokey Robinson, Jackie Wilson e James Brown. Ele sempre dizia que iria "estudar os grandes e tentar se tornar melhor!"
Você pode encontrar alguém que cante melhor ou dance melhor, mas o que fez Michael ser o Rei do Pop foi que ele fazia tudo — e fazia muito bem, com o próprio estilo. Como compositor, às vezes ele foi subestimado, mas hits como Billie Jean, Wanna Be Startin' Somethin', Earth Song e Don't Stop Til You Get Enough são clássicos puros do pop. Como cantor, ele tinha uma incrível extensão de quatro oitavas, e como dançarino criou vídeos que marcaram época, como Beat It e Thriller, e foi elogiado por ninguém menos que Fred Astaire.
5. Como foi para você poder participar do serviço memorial ao lado da família Jackson?
Meus primeiros pensamentos foram para a família dele, especialmente para a mãe, Katherine, e para os três filhos. Eles perderam um pai e um filho, e isso ficou evidente quando eu fui até a casa da família depois do serviço. Eu dei uma cópia do meu livro, Michael Jackson - The Visual Documentary, para Paris, e quando ela olhou a capa e viu uma foto do pai dela, ela só me agradeceu e me deu o maior abraço. Ela era uma garota muito legal e correu para a sala para contar para a avó, Katherine, sobre o meu livro. A Sra. Jackson também era uma senhora adorável, e é bom saber que os filhos de Michael serão criados com o mesmo amor e devoção que ele teria dado a eles.
6. Qual é a sua música favorita de Michael Jackson?
Tem muitas para citar apenas uma. Muitas delas estão no show Thriller Live, que tem pouco mais de duas horas, mas como Michael tem tantas músicas incríveis, o show poderia facilmente ter cinco horas. Então eu só tive que escolher músicas que levassem as pessoas por uma jornada pela carreira dele, além de incluir grandes sucessos como Billie Jean e Smooth Criminal. Mas a minha seção favorita do show é a partir do álbum Off The Wall, com músicas como Rock With You e Don't Stop Til You Get Enough.
7. Qual é o melhor conselho que você já recebeu?
Michael me disse que você precisa de pele de rinoceronte para sobreviver na indústria do entretenimento. Ele também me ensinou a realmente mirar nas estrelas, seguir seus sonhos e ser o melhor que você puder. Ele era muito perfeccionista.
8. O que envolve o seu dia perfeito?
Sol, bons amigos, boa música e boa comida.
9. Como você gosta de passar seu tempo quando não está trabalhando?
Eu gosto de relaxar em casa, assistir a um bom filme ou jogar um pouco de futebol, geralmente do Liverpool FC.
10. Que livro você leu por último?
Atualmente estou lendo The Accidental Billionaires (sobre a fundação do Facebook), que inspirou o filme The Social Network.
11. Qual refeição você mais gosta de cozinhar em casa?
Eu moro sozinho, então normalmente mantenho simples, com um prato de massa ou frango ao estilo jerk com arroz.
12. Qual é a sua maior conquista?
Ter o Thriller Live aberto no West End de Londres em janeiro de 2009 e ainda estar em cartaz lá dois anos e meio depois.
13. Qual é o seu pior hábito?
Acordar no começo da madrugada.
14. Que carro você dirige?
Um Range Rover.
15. Qual é o seu bem mais precioso?
Minhas lembranças, mas, quanto a itens, seria uma foto assinada que Michael Jackson me deu e um livro de orações que minha mãe me deu quando eu era criança.
16. Qual foi o seu melhor momento?
O nascimento da minha filha em 2001.
17. Qual foi o seu pior momento?
Não conseguir mais jogar futebol por causa de uma lesão no quadril.
18. O que faz você rir?
Comédia stand-up. Eu costumava gostar de Eddie Murphy e Richard Pryor. Hoje eu acho Chris Rock muito engraçado, assim como o programa de TV The Inbetweeners e Misfits.
19. Quem mais o inspirou na sua vida?
Michael Jackson, Richard Branson e Martin Luther King.
20. Que ambição você mais gostaria de realizar?
Escrever e dirigir um filme que desperte grandes emoções em milhões de pessoas ao redor do mundo.
Thriller Live vai chegar ao Royal & Derngate de Northampton esta semana e ficará em cartaz de 26 a 28 de maio. Para reservar ingressos, você pode visitar o site deles aqui.
Fonte: MJFC / northamptonchron.co.uk
Adrian Grant fala sobre 'Thriller Live'
(29-5-2011) No próximo mês, vai fazer dois anos desde que Michael Jackson morreu, e muitos fãs ao redor do mundo ainda estão tentando descobrir como lidar com a tristeza. Para muitos, ainda não caiu a ficha de que o Rei do Pop nunca mais vai fazer turnê. No entanto, o espetáculo de palco 'Thriller Live' encontrou um lugar no coração de muitas pessoas e, no próximo mês, ele vai para Abu Dhabi por duas noites, nos dias 9 e 10 de junho.
O show, que ainda está no meio da sua terceira temporada no West End em Londres, captura algo do espírito de Jackson. É uma homenagem, mais do que um musical, com cinco cantores de idades, raças e sexos diferentes, e 10 dançarinos encenando versões dos sucessos, de ABC a Man in the Mirror. Apresentações em vídeo curtas entre as músicas mostram destaques da carreira do astro (como o número de prêmios e vendas de discos que ele ainda não foi superado), enquanto os cantores e dançarinos incentivam o público a sair das cadeiras e cantar, dançar e comemorar junto. A encenação é básica, mas há alguns efeitos pirotécnicos e um canhão de glitter e, claro, um pouco de moonwalk.
Para alguns, tudo isso pode soar como uma tentativa óbvia de lucrar com a tristeza dos fãs de uma estrela que morreu, mas nada poderia estar mais longe da verdade. O criador do show, Adrian Grant, começou a fazer homenagens a Michael Jackson muitos anos atrás e até passou um tempo com Jackson em Neverland quando, aos 19 anos, ele começou um fanzine dedicado ao cantor — que leu o material e o convidou para ir ao rancho dele.
"Michael era realmente pé no chão", diz Grant agora. "Rindo, brincando, fazendo piadas; ele era uma criança grande no fundo. Curioso, muito conhecedor, um gênio no estúdio, e uma pessoa muito humilde."
Além de entrevistar Jackson naquele dia, Grant também ficou por lá no estúdio, conheceu a girafa e o chimpanzé de estimação dele, jogou videogames de fliperama, assistiu a filmes e almoçou com o cantor. "Foi um dia inacreditável", diz Grant. "No fim, Michael diz 'Volte quando quiser', então eu costumava voltar para lá uma ou duas vezes por ano. Isso destaca a generosidade dele. Ele não precisava fazer isso, mas ele era apenas uma pessoa gentil."
Inspirado pelo apoio de Jackson, Grant começou a montar um show de homenagem anual e o próprio Jackson voou para o Reino Unido para participar da 10ª edição. Depois do show, ele subiu ao palco para dizer algumas palavras, chamando o espetáculo de "incrível" e "bonito". Foi essa produção que evoluiu para 'Thriller Live', o espetáculo teatral itinerante que conhecemos hoje.
"Ver Michael [nesse show] me deu a inspiração de que, se você tem algo em que acredita, deve seguir em frente; você consegue fazer as coisas acontecerem", diz Grant. "Todo o resto que veio depois é graças a ele."
'Thriller Live' começou em 2006, e Jackson disse a Grant que, quando ele viesse a Londres para a turnê This Is It, ele iria assistir ao show — disfarçado para evitar ser cercado por fãs.
Infelizmente, é claro, isso nunca aconteceu. Jackson morreu em 25 de junho de 2009 durante os ensaios para a turnê. "Eu não acreditei", diz Grant sobre a notícia. "Demorou alguns dias para cair a ficha e, então, meus primeiros pensamentos foram para a família dele; os filhos e a mãe."
Grant diz que ele considerou cancelar o show para o futuro imediato, mas "houve tanta comoção do público que o Lyric Theatre [onde 'Thriller Live' foi apresentado] virou um pouco como um santuário e houve muita procura para as pessoas virem ver o show e prestar suas homenagens a Michael. Então continuamos nesse mesmo caminho e, desde então, virou mais uma celebração e uma homenagem ao legado dele."
O show aconteceu na noite seguinte à morte de Jackson, e Grant descreve como uma "apresentação muito carregada", com muitas lágrimas entre o elenco naquele dia. Desde então, a popularidade do show disparou. Agora existem três versões do espetáculo acontecendo simultaneamente em diferentes partes do mundo, e 1,2 milhão de pessoas já foram vê-lo.
Com todos os outros shows de homenagem a Michael Jackson surgindo por todo lado, você poderia dizer que 'Thriller Live' é o original, e o único pessoalmente endossado pelo próprio Rei do Pop.
"Thriller Live é o que sempre foi", diz Grant. "Eu comecei porque Michael estava recebendo muita imprensa negativa e eu queria focar na música. Não era uma questão de tentar explorar comercialmente qualquer coisa. Desde a morte de Michael, surgiram vários outros shows de homenagem que imitam aqui e ali, e eu acho que são eles que realmente entraram na onda."
Fonte: MJFC / thenational.ae