Como foi feito o Imortal (Vídeo)
Foi lançado um vídeo sobre como a música da turnê e do álbum Immortal, de Michael Jackson, foi feita. Neste vídeo, Kevin Antunes — que produziu o álbum — e Jamie King — diretor da turnê — explicam cada um o seu trabalho.Baixe o vídeo
No começo do vídeo, vemos Kevin Antunes no estúdio ouvindo a faixa master de “Man In The Mirror”. Ele diz:
“Michael não queria apenas ouvir. Ele queria se apresentar. Eu li no livro do Bruce (Sweden, o engenheiro de som nos álbuns de Michael) que eles construiriam um palco para ele no estúdio para que ele pudesse se apresentar nele! Se apresentar no estúdio! Ele não veio ao estúdio só para gravar a voz — ele veio para se apresentar. E dá para ouvir isso bem nas próprias fibras do som dele. Essa performance existe nas músicas dele e, se você escutar com atenção, vai conseguir ouvi-la.”
Antunes pegou as faixas master — resultado de 40 anos de trabalho ininterrupto de Michael — e, ao reorganizá-las, criou a bela música da turnê Immortal. Nesta turnê, que é apresentada no Canadá e na América do Norte e que eventualmente se tornará um espetáculo permanente no Hotel Mandalay Bay, em Las Vegas, acrobatas e dançarinos do Cirque du Soleil se apresentam no palco junto com as músicas de Michael.
Kevin Antunes fez um trabalho incrível reorganizando as músicas de um jeito que se encaixa nas apresentações ao vivo da turnê. Ele teve que condensar 40 anos do trabalho artístico de Michael em faixas curtas sem perder nenhuma de sua grandiosidade e esplendor.
A Epic Records, depois de ouvir a música, percebeu que essas canções reorganizadas poderiam, por si só, formar um álbum independente. Com o apoio da Michael Jackson Foundation para essa ideia, apenas alguns dias atrás o álbum Immortal entrou no mercado em duas versões: deluxe e standard.
Mas como Kevin Antunes se envolveu nesse projeto?
O diretor do Cirque du Soleil entrou em contato com Jamie King e perguntou se ele teria interesse em colaborar em um projeto sobre Michael Jackson?! A resposta foi definitivamente sim, e então King começou a pensar: a música da turnê deveria ser confiada a quem? Ele diz:
“Cada parte de mim dizia que a pessoa tinha que ser Kevin Antunes. Ele é fã de Michael. Eu também sou fã de Michael, e nossos pensamentos sobre o que precisava ser feito eram os mesmos.”
Antunes, que já trabalhou com pessoas como Justin Timberlake, Madonna e Rihanna, diz que as músicas de Michael para as apresentações do Cirque du Soleil precisavam ficar um pouco mais dançantes. Além disso, Kevin queria que a voz de Michael dominasse esses novos remixes — diferente de músicas mais antigas, nas quais Michael tentava combinar a própria voz com os instrumentos.
Antunes diz: “Em algumas das músicas dele, a força é tão grande que você chega a esquecer qual é até mesmo a extensão vocal dele!”
Uma das faixas incríveis do novo álbum é “I’ll Be There”, lançada em junho de 1970 com a voz de um Michael de 11 anos.
Antunes diz que a voz desse garoto de 11 anos é tão pura e bonita que até hoje ela ensina todos os nossos cantores a cantar.
Para a faixa “Immortal Intro”, uma variedade de sons foi usada — de músicas e vídeos a programas de TV que os fãs mais antigos deveriam se lembrar. Um desses sons vem do vídeo “Jam”, no qual Michael Jackson ensina Michael Jordan, o campeão mundial de basquete.
Na produção deste álbum, Antunes tentou usar trechos que não tinham sido usados antes em músicas. Por exemplo, a bela canção “They Don’t Care About Us” inclui uma seção de coral que Michael gravou, mas que nunca havia sido usada. Antunes também usou a marcha militar que Michael havia criado para a turnê This Is It.
Ele diz que este álbum vai te afetar onde quer que você o ouça. Este é o álbum de Michael Jackson — com um novo arranjo.
Kevin Antunes acredita: “Michael Jackson foi o maior artista de palco e de entretenimento da história… e ele será.”
Fonte: eMJey.com / CNN