Dia 15 do Tribunal: Uma Disputa Entre Dois Médicos
Na sexta-feira, o professor Steven Shafer subiu ao banco de testemunhas pela quarta vez; desta vez, para ser questionado pelo advogado de defesa do réu, Murray, Ed Chernoff.
Shafer havia dito anteriormente que a única forma de explicar a morte de Michael Jackson é se um gotejamento intravenoso de propofol estivesse conectado à perna dele e tivesse sido deixado ali pelo Dr. Murray enquanto ele estava sozinho na sala. Chernoff: “Essa é uma afirmação bem grande da sua parte! Não é mesmo?!” Shafer: “Esta é uma declaração honesta do que aconteceu.”
Chernoff contestou as declarações de Shafer, mas o médico disse que seus comentários se baseavam em achados do quarto de Michael, nos resultados da autópsia e nas próprias declarações de Conrad Murray.
Com paciência e usando um gráfico para o júri, Shafer explicou que Michael sofreu uma parada respiratória devido à injeção de propofol e que não havia ninguém ali para ajudá-lo a respirar.
Ele havia dito na quarta-feira que, se Conrad Murray tivesse estado lá e reaberto a via aérea de Michael — que havia sido bloqueada pela língua — levantando o queixo para cima, Michael poderia ter voltado a respirar.
Shafer disse que o propofol, que estava dentro de uma bolsa intravenosa, foi puxado para baixo até a veia de Michael Jackson por causa da gravidade.
Foi encontrada no quarto de Michael uma garrafa de propofol de 100 mililitros com a tampa aberta. A acusação diz que essa garrafa foi colocada dentro de uma bolsa intravenosa aberta e que vazou para o tubo do soro conectado à perna de Michael até o último instante.
Shafer também descartou qualquer possibilidade de que Michael tenha causado a própria morte.
Ontem, o tribunal ficou tenso.
Pelo que parece, uma testemunha-chave para a equipe de defesa de Conrad Murray, o Dr. Paul White — um colega de longa data do Dr. Shafer e alguém que discorda das opiniões dele — chamou alguém no tribunal de “lixo”. Não está claro se essa pessoa era o promotor David Walgren ou o Dr. Shafer.
Michael Pastor, o juiz, disse que estava pensando em multar o Dr. White e a equipe de defesa, e marcou uma audiência para 16 de novembro para tratar do assunto.
O Dr. White negou a declaração ontem, que havia sido divulgada pelo E! Online, mas aceitou que fez comentários críticos sobre o Dr. Shafer na mídia.
Pastor, que anteriormente repetiu uma ordem proibindo comentários sobre o caso para os advogados de defesa, disse à testemunha deles na ausência do júri:
“Você não tem nada a ver com comentar sobre este caso!”
Shafer é a testemunha mais importante da acusação, e White é a testemunha mais importante da defesa. Esses dois antigos colegas dizem que são amigos. Shafer e White têm opiniões diferentes sobre o caso de assassinato de Michael Jackson.
Fonte: eMJey.com / msn / latimes / eonline