Fãs e um novo tribunal de Michael Jackson
Na segunda-feira, um avião passou por cima com um cartaz que dizia: "Atualize a acusação de Murray". Este é um exemplo de como esse julgamento é parecido com o de 2005. Naquela época, aviões voavam com cartazes dizendo "Michael é inocente". Mas o que ainda não tinha sido visto este ano é uma grande reunião de fãs do lado de fora do tribunal, onde o destino do assassino de Michael está sendo decidido. Em 2005, por meses, centenas de fãs de Michael — cada um vindo de um canto diferente do mundo — gritavam e incentivavam fortemente a cada entrada e saída no tribunal de Santa Maria (Santa Barbara County, Califórnia), no noroeste do Condado de Los Angeles. Mas Murray não atraiu esse tipo de paixão.
Cooper Lawrence, autor do livro "The Cult of Celebrity", diz:
"Os fãs ainda amam o herói deles, mas não acham que este caso seja algo sobre o qual eles possam fazer qualquer coisa de especial — especialmente porque eles já expressaram as opiniões deles sobre a acusação contra Murray. Então eles não se sentem obrigados a aparecer perto do tribunal."
No entanto, alguns fãs estão sempre lá. Durante esses seis dias de revisão do caso, eles saíram para as ruas, e alguns até conseguiram entrar no tribunal. Além do avião que circulou no céu na segunda-feira, braçadeiras vermelhas chamaram a atenção das equipes de câmeras de televisão. Essas pessoas expressam a lealdade a Michael por meio dessas braçadeiras. Outros também foram para Los Angeles. A família de Michael esteve no tribunal todos os dias, e os fãs os recebem com seus gritos — assim como seis anos atrás.
Em 2005, os gritos foram para o advogado de defesa de Michael, o super-herói dos fãs, Thomas Mesereau e sua equipe. Este ano, o promotor de Los Angeles recebeu o mesmo tipo de presente. Um fã diz: "A equipe do promotor é o nosso advogado".
Outro fã, que dirige um ônibus, lembra que em 2005 ele encheu o ônibus com fãs e os levou ao tribunal. Ao redor do tribunal, um pequeno comércio se formaria, com todo tipo de memorabilia de Michael Jackson. Ele diz:
"Era uma loucura. Era como se, em vez de um tribunal, eles fossem realizar algum tipo de show."
O professor Robert Thomson acredita:
"Se este julgamento tivesse sido feito para Michael Jackson, teria atraído a atenção de todo mundo. Por que eu digo isso? Porque quando Michael estava sendo julgado naquele ano, algo como isso aconteceu."
Mas este professor diz que, quando o julgamento de Murray começar, as pessoas e a mídia podem esperar ainda mais atenção.
Fonte: eMJey / Reuters