Audiência preliminar de Michael Jackson começa amanhã
Um ano e meio após a morte de Michael Jackson, o caso de assassinato dele será ouvido no Tribunal Superior de Los Angeles. Na sessão de amanhã, como é de costume em casos criminais, a equipe de acusação apresentará suas provas contra o Dr. Conrad Murray, e o juiz decidirá se essas evidências são suficientes para acusar Murray formalmente.
O promotor disse que levará 35 pessoas para testemunhar contra Murray, e a fase preliminar deste caso pode levar de duas a três semanas. Murray também terá de aguentar os olhares pesados da família de Michael e os gritos ásperos dos fãs dele no tribunal. O prédio do tribunal e a sala de audiências devem ficar lotados de repórteres.
Por causa das complexidades do caso, a acusação passou meses preparando tudo. As evidências que a acusação apresentará durante a fase preliminar têm apenas a intenção de provar que é necessário um julgamento; evidências mais sérias serão introduzidas após essa etapa.
Promotor: “Precisamos provar o crime. Não basta que o médico legista declare a causa da morte.”
O advogado de defesa de Murray disse que espera que o juiz determine a realização de um julgamento porque a acusação não virá ao tribunal sem as evidências exigidas para registrar uma acusação de homicídio.
Michael morreu em junho de 2009 depois de ser injetado com propofol, e o médico legista determinou a morte como homicídio culposo (manslaughter) involuntário. Pela lei dos EUA, apenas especialistas em anestesia podem administrar esse tipo de medicamento, e Conrad Murray é médico cardiologista — não especialista em anestesia. Além disso, o uso desse fármaco é permitido apenas em hospitais. Murray havia comprado pessoalmente o medicamento para uso em casa em uma farmácia de Las Vegas.
A acusação disse que a estratégia da defesa de Murray é retratar a morte de Michael como suicídio. Um dos advogados de Murray, sem comentar as declarações do promotor, acredita que a questão-chave é: quem injetou propofol em Michael?
De acordo com a acusação, os advogados argumentarão que, depois que Conrad Murray injetou o sedativo perigoso na veia de Michael na manhã de 25 de junho de 2009 e então deixou a sala, Michael se levantou da sedação e, por engano, injetou em si mesmo uma quantidade letal da substância, causando a própria parada cardíaca.
Fonte: eMJey / LA Times