Iluminando Michael Jackson
O iluminador inglês Mark Cunniffe seria o designer de iluminação dos shows This Is It, de Michael Jackson, em Londres. Shows que, após a morte do Rei do Pop, se tornaram um sonho — mas cuja memória foi preservada pelo filme feito a partir dos ensaios de Michael, intitulado This Is It.
Em uma nova entrevista, Mark Cunniffe disse que Michael estava mais do que pronto para fazer 50 shows em Londres, a partir de julho de 2009, e que os ingressos haviam se esgotado em apenas algumas horas. Ele contou que, no início, como muita gente, tinha dúvidas se um Michael de 50 anos — cuja última turnê tinha sido de 82 shows, em 1996 — estaria preparado para fazer 50 apresentações. Mas então viu com os próprios olhos que Michael conseguia. “Se ele tivesse morrido duas semanas antes do dia em que morreu, eu diria que ele jamais conseguiria. Mas ele fez dois shows completos na terça e na quarta-feira (Michael morreu na quinta-feira, 25 de junho), e foi bem-sucedido nos dois.”
“A morte dele me devastou. Eu gostaria que ele tivesse podido fazer pelo menos um dos shows em Londres — assistir à sua apresentação e vê-lo ser elogiado por ela teria sido incrível. Acho que teria sido um dos momentos mais lindos.”
Tendo trabalhado com alguns dos maiores nomes, como Stevie Wonder, David Bowie, Rod Stewart e George Michael, ele conta que, para não perder a chance de trabalhar com o maior artista de todos, liberou a sua agenda.
“É uma dessas situações em que, quando você atende o telefone, nem passa pela cabeça dizer que não tem tempo — você cancela os outros compromissos. Trabalhar com um dos maiores artistas que o mundo já viu é uma oportunidade que só aparece uma vez na vida.”
Mark conta que, depois de uma breve saudação, logo começou a trabalhar.
“Na nossa primeira reunião, ele me explicou a iluminação que queria para a música Billie Jean. Isso foi seis semanas antes da morte dele. Nós ainda nem tínhamos ido ao Staples Center para os ensaios finais. Ele me dizia: ‘Eu entro no palco, inclino o chapéu, e então uma quebra de batida — aí uma luz tem que acender.’ — Eu anotava todas essas instruções feito um louco — ‘depois eu me mexo, acerto a quebra de batida, a luz acende. Eu me viro para o público, olho para cá, olho para lá, a luz acende.’ — Foi um momento surreal.”
“Depois eu disse a ele: ‘Muito obrigado, Michael.’ Voltei para a sala de controle e liguei imediatamente para os meus filhos. Eu disse: ‘Adivinhem com quem eu acabei de conversar!’”
Fonte: eMJey / dailyrecord.co.uk
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