Conrad Murray desperdiçou uma hora
O caso mais estranho na investigação do assassinato de Michael Jackson foi o fato de que demorou muito para solicitar uma ambulância. De acordo com documentos da polícia, Conrad Murray alertou os serviços de emergência mais de uma hora depois de Michael sofrer uma parada cardíaca. Nos documentos que a polícia apresentou como justificativa para a inspeção da farmácia de Las Vegas, em agosto, consta que, durante interrogatórios alguns dias após a morte de Michael, Murray admitiu que, depois de injetar vários remédios para dormir e a pedido de Michael, ele o havia injetado com o anestésico forte propofol.
Parece que Michael sofreu uma parada cardíaca dentro de 20 minutos após a injeção de propofol. Depois de injetá-lo, Murray deixou Michael sozinho para ele ir ao banheiro e, ao fazer isso, negligenciou monitorar a condição do paciente.
Segundo Murray, ele não notificou os serviços de emergência até 12h22—ou seja, mais de uma hora depois que ele percebeu que Michael não estava respirando. Das 11h18 até 12h05, Murray fez três ligações no telefone, e a duração total dessas ligações soma 47 minutos. Mas Murray diz que, durante esse mesmo período, ele estava ocupado fazendo RCP e respiração artificial em Michael. Os documentos afirmam que, durante esse intervalo, Conrad Murray não informou a polícia enquanto fazia as ligações. A polícia não divulgou com quem Murray estava falando durante aqueles 47 minutos.
Os investigadores encontraram pelo menos 8 frascos diferentes de medicamentos ao lado da cama onde Michael morreu, ou em outros lugares dentro da casa.
Nos documentos, a polícia também aponta o comportamento suspeito de Murray ao transferir Michael para o hospital. Naquele dia, Murray foi solicitado a assinar a certidão de óbito, mas ele desaparece do hospital. Depois que a ambulância que levava Michael chega ao hospital, nem os investigadores médicos forenses nem os detetives conseguem encontrar qualquer rastro de Murray, e as tentativas de contatá-lo falham.
Diz-se que a polícia decide pela prisão de Conrad Murray no início de 2010.
Fonte: eMJey / Yahoo News